Os caminhos da inovação
Em um cenário de mudanças e inovações constantes é curioso avaliar como muito do que hoje é apresentado como novo traz componentes já antigos, apenas reformulados. As inovações são reflexos do caminho da invenção tecnológica relacionada à necessidade humana e sua capacidade de linguagem.
Só para citar um exemplo, o computador se tornou realidade a partir da iniciativa da lógica em compreender o pensamento humano, e ele nada mais é que a lógica do pensamento humano posta em atividade em uma máquina.
Da mesma forma, as ferramentas tecnológicas surgem e caminham de acordo com os desejos e necessidades humanos. Atentos a essa dinâmica, pessoas e empresas de vanguarda se antecipam a decifrar esses desejos e necessidades e a desenvolver soluções para tangibilizar esse desejo.
Pensemos nas redes sociais: muitos acreditam ser uma inovação. Porém, a inovação não está no conceito de rede social, afinal, elas existem desde as tribos na pré-história, ou ainda nas sociedades secretas como os cavaleiros da távola redonda. A inovação está na forma como ela nos é apresentada e nos atende hoje.
Estamos na era multitela. Onde tanto o acesso à informação quanto a relação do público com ela está mudando rapidamente. E as tecnologias são relacionadas aos os modos de disseminação do conhecimento a partir das telas, do computador pessoal, do notebook, do palm, do celular, entre muitas outras possibilidades.
De todo modo, ao cidadão ávido por informação, o suporte importa muito menos que ter o conteúdo ao alcance das mãos, onde e quando precisar. E, de preferência, com um grau de interatividade impensável há poucos anos.
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