O posicionamento do bombom da Lacta já não é de hoje e seu apelo romântico foi utilizado em seu novo portal. A marca faz uso de storytelling ao abrigar 12 histórias reais de namorados "descolados" com o intuito de reforçar o conceito de "amor moderno".
O espaço é bastante interativo e intuitivo e, além das histórias de amor, possui uma linha do tempo do bombom, um mapa do amor e dicas de receitas que levam o doce. O portal também leva a um canal no YouTube, ao perfil no Twitter e a página no Facebook. Aliás, esta última é inspiradora, já que conta com "cards" que podem ser compartilhados, com frases relacionadas ao amor. O bombom passou ainda a ser representado na internet por um emoticon: >O<.
Hoje (8), a Associação Brasileira de Comunicação
Empresarial (Aberje) realizou mais uma edição do Comitê de Comunicação Digital,
desta vez, o tema foi "Transmídia e as transformações no Entretenimento" com
Pedro Tourinho, diretor de criação e conteúdo da New Content. Em sua
apresentação, ele explicou o conceito de transmídia, quais as tendências para
este mercado e como ele pode ser aplicado pelas empresas.
Tourinho contou que o programa Legendários, da TV
Record, é hoje um dos principais exemplos de transmídia no Brasil, isto porque
une três meios de comunicação: interação com Facebook/Twitter, canais nos quais
o programa foi lançado, e transmissão simultânea com conteúdo exclusivo na web
no mesmo horário do programa de TV. Aliás, uma das principais características
da transmídia é justamente a segmentação do conteúdo em seus diferentes canais,
que juntos se complementam. Para o especialista, a transmídia gera diferentes
pontos de engajamento e interatividade.
Dentre as tendências para o entretenimento
transmídia, ele aponta:
- a internet, que se tornou a principal plataforma de entretenimento do mundo;
- a internet wireless, que permite a
mobilidade e deve crescer;
- a convergência, isto é, hoje não há mais a ligação tradicional de conteúdo
com o formato, já que não se assiste TV somente no aparelho de televisão;
- a escolha on demand, ou seja, o
indivíduo programa seus horários para assistir um conteúdo;
- o social network, isto é, o
crescente diálogo com o consumidor, sua força e como cada indivíduo é capaz de
ser produtor de conteúdo.
Sobre a produção de vídeo, ele explica que para
que as marcas alcancem êxito é preciso que sigam a linha do entretenimento,
destacando que sua equipe é formada por roteiristas. Como exemplo deste tipo de
produção, ele cita o filme produzido para a Petrobras sobre o Troféu Pré-Sal.
Ainda sobre este assunto, Tourinho menciona uma pesquisa feita pelo You Tube
que aponta que os 15 segundos iniciais é que definirão se a pessoa continuará
assistindo.
Sobre a diferença entre multimídia e transmídia,
ele apresentou quais as principais distinções:
Multimídia
Transmídia
Espectador
Participante
Mensagem
História
Conteúdo Fixo
Enredo Envolvente
Repetição
Referências
Conteúdo Superficial
Conteúdo Aprofundado
Pré-Planejado
Real Time e
Colaborativo
Como dicas para que os vídeos de marca tenham a
mesma linha de entretenimento, ele descreve algumas das técnicas de roteiro.
Dentre elas de que toda história deve ter separação, iniciação e retorno. "Todas
as grandes histórias da humanidade tem isso", detalha. Para ele, as empresas
precisam ser mais humanas, mostrando suas derrotas e jornada ao contar sua
história.
Recentemente, Neivia Justa, gerente de Comunicação Externa da GE, falou à edição online da Revista Época Negócios, sobre o uso do storytelling. No vídeo, publicado no You Tube, ela explica que esta metodologia passou a ser adotada pela organização em 2008. Foi quando, em meio à crise mundial, optaram pelo apelo retórico.
A missão dos profissionais foi buscar por 100 relatos em 30 dias, que contassem histórias sobre a GE que ninguém conhecia. Posteriormente, o projeto se estendeu a um boletim semanal interno que circula nas 100 unidades da empresa.
No Brasil, a iniciativa também se tornou um blog, com postagem diária. Para ela, o resultado deste trabalho é a sensação de pertencimento e orgulho, por parte dos colaboradores.
No vídeo abaixo, você encontra a íntegra do depoimento de Neivia.
A jornalista Adriana Salles Gomes fez um interessante texto para o UpdateorDie! em que descreve uma teoria de que todas as histórias existentes, segundo teóricos do século 19, seguem 36 padrões. Em tempos de storytelling, ela acredita que tal comparativo serve de base quando for se pensar nesta técnica de comunicação.
Os 36 tipos de roteiro se baseiam, por exemplo, em: súplica; resgate ou libertação; perseguição; empreendimento audacioso; o enigma; obtenção; imprudência fatal; crimes involuntários por amor; auto-sacrifício por um ideal; auto-sacrifício por um parente; sacrifício de tudo por paixão; adultério; crimes de amor; remorso; e perda de pessoas amadas.
Antes de mais nada, é importante ressaltar que possivelmente você conhece algo similar à comunicação transmídia, no entanto, com outros nomes, tais como: comunicação 360º ou comunicação integrada. Ficou mais fácil? Pois bem, o termo transmídia é novo, no entanto, seu conceito de promover uma comunicação que inclua diversas mídias já é colocado em prática há bastante tempo, a diferença é que antes não se inseria as redes sociais.
Outra questão, é que ele tem um efeito dominó no que se refere à sua abrangência, além disso, é colaborativo, pois em cada uma das mídias vão se agregando novos conteúdos, opiniões, o que enriquece seu conceito inicial. Isto é, a diversificação das informações, de ponto em ponto, não parte só de quem criou, mas também dos usuários.
A comunicação transmídia está intimamente ligada ao storytelling. Como? Muitas vezes uma história é contada usando várias mídias. Isto é, você envolve as pessoas com um enredo, que se desmembra em várias plataformas, mas ganha contexto se elas são integradas. Para tanto, os profissionais de comunicação precisam se aproximar mais do lúdico, da literatura, como fica bem claro neste Slideshare de Bruno Scartozzoni.
Aliás, ele é um dos especialistas em storytelling no Brasil e em um post para o Update or Die!, conceitua transmídia e storyteling e dá exemplos, como a Coca-Cola que criou um universo a partir de elementos de sua marca. Confira o vídeo abaixo:
Já
ouviu falar de storytelling? Trata-se de um termo que veio dos jogos de RPG e
que está sendo incorporado pela comunicação corporativa e pelo marketing. A
ideia é mostrar a marca e os valores da empresa em forma de história, o que
torna o processo e o resultado muito prazeroso, divertido e até com um vínculo
emocional mais forte com o público, seja ele interno ou externo. Assim, a
apresentação de um produto pode ser feita por meio de uma peça de teatro, por
exemplo, a campanha publicitária pode contar uma história que envolve a marca
ou até narrar a própria história da empresa. A agência Storytellers,
especializada neste tipo de comunicação, mostra um pouco sobre este mundo e
como transformar uma história em resultados para a marca nesta apresentação.
Há alguns cases interessantes, como o
da peça
da J. Macedo, aquela que produz a farinha Dona Benta, para apresentar seu
novo posicionamento e produtos. Tem também a do whisky Johnny Walker, que apenas
conta a história da empresa de forma mais quadrada, mas traz a ideia de tradição,
família, pioneirismo e, principalmente, persistência do homem que ¿keep
walking¿. Existem os trabalhos super elaborados, como é o da BMW, que optou por gastar
80% da verba com a produção de curtas-metragens muito bem produzidos e
dirigidos por ícones do cinema e apenas 20% na distribuição, mas o vídeo acabou
se tornando um viral na internet. Este aqui é dirigido pelo Guy Ritchie, mas
todos passam a ideia de velocidade, beleza e potência, atributos da BMW.
A
inserção da marca dentro da história, mas sem parecer um merchandising sem
propósito, também pode ser uma iniciativa interessante, como, por exemplo,
quando a ambulância da Unimed aparece no filme Tropa de Elite 2, pois há um
contexto na história. O personagem está no hospital, faz parte historiado
enredo e faz sentido que haja uma ambulância naquele momento. Que outras formas
de contar histórias com a nossa marca podemos desenvolver?