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Desfazendo os mitos da gripe e do resfriado


Saiba se as 10 questões sobre as doenças, proeminentes nesta época do ano, são verdadeiras ou falsas



Muito se fala sobre a gripe e o resfriado. Tempo seco, vento no rosto, logo vem o conselho: leve um casaquinho. Mesmo com diversos cuidados, tem hora que não tem jeito e a gripe vem com tudo. Para saber se está com gripe ou resfriado, leia abaixo os dez mitos que confirmam ou desbancam afirmações ouvidas toda vez que chega esse tempo. O clínico geral e coordenador do Núcleo de Atenção à Saúde da Unimed Juiz de Fora, Clorivaldo Rocha Corrêa, colabora no esclarecimento das informações. 

Mito 1 – Espirrei. Estou com gripe ou resfriado?

O fato de espirrar não significa necessariamente que a pessoa está resfriada. Ela pode ser alérgica a alguma coisa ou ter entrado em contato com o ar frio e, desta forma, o corpo sofreu uma reação. O espirro é uma reação fisiológica do organismo para eliminação de impurezas depositadas nas vias aéreas.

Mito 2 – Quando o tempo muda, sempre pego gripe. É correta a afirmação?

Não. Na verdade, se a pessoa tem condições de se levantar, ir trabalhar e fazer as atividades diárias normalmente, ainda que com o nariz entupido ou com secreções escorrendo, espirros e moleza, ela está resfriada. Num quadro gripal, o infectado não consegue ao menos sair da cama, e tem, obrigatoriamente, febre durante alguns dias.

Mito 3 – Se pegamos uma vez um resfriado, será difícil contrairmos outro de novo?

O resfriado é causado por centenas de vírus, não apenas por um. Isso significa que, se ficamos imunes a um, futuramente outro poderá nos infectar. Durante a vida, adquirimos vários resfriados por conta deste fenômeno.

Mito 4 – Então deve ser o mesmo que acontece com a gripe: diversos tipos de vírus nos atacam e nos infectam várias vezes.

Segundo o médico da cooperativa mineira, no caso da gripe, existe uma diferença. Na Antigüidade, não se conhecia a causa da doença. Entretanto, os italianos perceberam que havia uma relação entre os sintomas da gripe e o inverno. Diziam que era a “influenza di freddo”, ou seja, influência do frio. Por isso, o vírus da gripe é conhecido como influenza, e se caracteriza por estar em permanente mutação ou por sofrer recombinação genética. Neste último caso, contra o vírus totalmente modificado, ficamos sem defesa alguma. Este tipo é capaz de gerar, inclusive, uma pandemia de gripe. 

Mito 5 – Então é o frio que causa um ambiente favorável para a gripe?

No inverno, há tendência de existirem aglomerações maiores de pessoas e esta proximidade viabiliza a proliferação do vírus. Ele não é o causador, mas cria condições para a disseminação da doença. Para que uma pessoa contamine outra ao tossir, espirrar ou falar é preciso que entre elas exista uma distância de, no mínimo, 90cm.

Mito 6 – Injeção e xarope são armas contra a gripe e o resfriado?

É importante as pessoas saberem que não existe injeção contra a gripe. “Muitas farmácias prescrevem com freqüência injeções a base de óleo de eucalipto, o que pode provocar reações alérgicas e até mesmo matar”, alerta Clorivaldo Rocha Corrêa. Na verdade, o doente precisa mesmo é de repouso e boa hidratação oral para umedecer as secreções para que sejam mais facilmente expelidas. Ingerir líquidos ajuda também no controle da febre, já que ela aumenta com a perda de líquido pela transpiração. Analgésicos e antitérmicos funcionam amenizando os sintomas, e os xaropes facilitam a fase da tosse com secreção, pois os fluidifica. Porém, o melhor “xarope” é a água mesmo, segundo o clínico geral. 

Mito 7 – Quando ficamos doentes, logo alguém aconselha a ingestão diária de vitamina C. Ela funciona mesmo?

A Medicina não conseguiu o embasamento científico que justificasse a indicação de Vitamina C nos casos de gripes e resfriados. O cientista Linus Pauling, que ganhou os Nobels de Química e da Paz, defendia o uso da substância no combate a tais infecções. Porém, os médicos costumam questionar a afirmação.

Mito 8 – E o alho, ajuda a combater a gripe como dizem?

Isto não é um mito, e sim a pura verdade. O alimento é eficaz na prevenção e cura de resfriados, pois essa planta tem substâncias como a alicina, de ação antiinflamatória e antibacteriana. Na Antiguidade, ele era empregado pelos egípcios, para combater diarréia, e também pelos gregos, como regulador de problemas pulmonares.

Mito 9 – E a vacina, funciona mesmo?

A vacina é trivalente, ou seja, cobre três vírus gripais que estejam prevalecendo na época. Como os vírus são mutantes, nem sempre tem 100% de eficiência. Trata-se de uma dose única, administrada no pré-inverno, entre os meses de fevereiro, março e abril. Segundo Clorivaldo, o “público-alvo” da vacina é o grupo de risco, ou seja, indivíduos com maior propensão a complicações em decorrência da infecção: crianças pequenas, pessoas acima de 50 anos, indivíduos com problemas pulmonares (asmáticos e fumantes) ou cardíacos, diabéticos, hipertensos e gestantes. Cabe aos indivíduos fora deste grupo decidir pelo o uso ou não da vacina.

Mito 10 – É verdade que se tomarmos a vacina, no dia seguinte estaremos gripados?

Em hipótese alguma isto acontece, já que na vacina não há vírus vivo. “É normal nos dois primeiros dias após a vacinação uma dormência e vermelhidão no local de aplicação da dose, febre baixa (em torno de 38º C) e sintomas da gripe de forma branda. Em grande parte dos casos, a pessoa já apresentava o vírus incubado antes de receber a vacina. O que ocorre é uma resposta imunológica imediata do organismo após o vírus ser despertado”, explica Clorivaldo Rocha Corrêa.

As contra-indicações da vacina são alergia verdadeira, aquela na qual existe reação anafilática a qualquer componente da vacina. Entre eles, proteína do ovo, neomicina e timerosal. “Em geral, indivíduos que possuem alergia verdadeira a esses componentes já têm conhecimento desse problema”, atesta o médico cooperado da Unimed Juiz de Fora. Além disso, não deve tomá-la quem tem doenças agudas ou febris, doenças neurológicas em atividade e antecedente de Síndrome de Guillian-Barré.



Este material foi produzido pela equipe de Comunicação da Unimed do Brasil e pode ser utilizado em todos os veículos de comunicação das cooperativas do Sistema, eletrônicos ou impressos.

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