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Os males do tabaco


Na data comemorativa do antitabagismo entenda a importância de abandonar o vício pelo cigarro




O Dia Mundial Sem Tabaco é comemorado em 31 de maio desde 1988. A data foi criada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) com o intuito de conscientizar a população sobre os males do cigarro e também estimular a reflexão sobre o assunto. Todo ano um tema é escolhido e o atual é “Ambiente Livre de Cigarro é Direito de Todos”.

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) estimou, em 2002, que cerca de 200 mil pessoas morrem por ano no Brasil em decorrência desse vício. No mundo todo são aproximadamente 10 mil vítimas diárias. No entanto, esta alta taxa pode ser reversível, já que o tabagismo é a principal causa de morte precoce evitável do planeta.

Abandonar o vício do cigarro exige força de vontade e disciplina, mas quem quiser aumentar sua expectativa de vida e evitar diversos tipos de patologia, deve procurar um médico.

Parar de fumar significa diminuir esse risco de desenvolver algo em torno de “44 doenças tabaco-relacionadas”, como explica a pneumologista cooperada da Unimed Cuiabá, membro do Comitê Educativo e Presidente da Sociedade de Pneumologia e Tisiologia do Mato Grosso, Ayrdes Benedita Duarte dos Anjos Pivetta.

O desenvolvimento destes males é a união do tabaco com fatores genéticos e hereditários. “Estas doenças guardam uma relação direta e estreita com a Carga Tabágica. Mesmo que o indivíduo seja um fumante esporádico tem um risco que é inerente, ou pelo menos maior do que o não fumante”, alerta a médica.

Nem aquele que opta pela linha de cigarros “light” está livre ou tem os efeitos do tabagismo amenizados. “Qualquer forma de consumo é prejudicial à saúde. No caso dos lights já está comprovado que o fumante termina aumentando o seu consumo, traga mais profundamente e fuma até o início do filtro”, explica.

Abandonar o cigarro, porém, não é tarefa fácil. A pneumologista aponta que a principal dificuldade é a dependência química, provocada pela nicotina. “O fumante experimenta a Síndrome de Abstinência, que é um conjunto de sinais e sintomas desagradáveis: irritabilidade, nervosismo, ansiedade, falta de concentração e rendimento profissional/escolar, cefaléia, insônia, entre outros”.

Também há o fator psicológico. A pessoa cria uma dependência comportamental, ou seja, não quer mudar seus hábitos e tem medo de falhar, engordar ou não saber lidar com o estresse. Fumar nestes casos é uma forma de mascarar outros problemas.

Diante das reações do corpo e da mente, muitos retomam o uso. Por este motivo, o mais indicado é um acompanhamento médico, principalmente quando já existe a dependência química. O pneumologista é o responsável por indicar o tratamento mais adequado, que pode ser por meio de medicação, reposição de nicotina e terapias.


Conheça os tratamentos indicados para acabar com o vício, de acordo com a pneumologista

- Terapia de reposição de nicotina: adesivos, goma de mascar etc.
- Terapia de reposição não nicotínica. “São os bloqueadores dos receptores de nicotina no Sistema Nervoso Central”.
- Terapia Cognitiva Comportamental.  “São técnicas de assertividade em que o fumante torna-se agente da própria mudança e aprende a lidar com estresse, desejo, medo, entre outros, e melhora sua auto-estima e autoconfiança”.
- Métodos alternativos. “Penso que qualquer um é válido desde que o fumante atinja por meio dele o seu objetivo: acupuntura, hidroginástica, hipnose, entre outros”. 


Este material foi produzido pela equipe de Comunicação da Unimed do Brasil e pode ser utilizado em todos os veículos de comunicação das cooperativas do Sistema, eletrônicos ou impressos.

Para solicitar a esta e outra opção de imagem em alta resolução, basta encaminhar um e-mail para luissilva@cfd.unimed.com.br.



Fonte: Unimed do Brasil.  Autor: Aline Molica .





 
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