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O preço de sair da caixa


Item atualizado Segunda-feira 03 de Dezembro de 2007 Segunda-feira 03 de Dezembro de 2007

A reação de quem passa a vida dentro de uma “caixinha” apertada, mantendo uma relação limitada com o mundo, pode assustar os mais incautos

Eduardo Zugaib*


Tudo na vida tem preço. Inclusive o esforço em ser criativo. Destoar da média significa em muitos casos aturar ares de zombaria, infâmias, “carinhas” de reprovação. Quando surge uma idéia criativa, por mais simples e óbvia que seja, é fundamental preparar-se para enfrentar a negatividade e o ceticismo de uma sociedade que estimula a anulação do espírito criativo e do senso-crítico. É preciso estar preparado para a reatividade de quem vê, no sucesso da realização alheia, uma afronta à sua própria falta de realização. Algo que se resolve com atitude.

A reação de quem passa a vida dentro de uma “caixinha” apertada, mantendo uma relação limitada com o mundo, pode assustar os mais incautos. São reações formatadas por uma limitada estrutura de referência, composta por diversos filtros: valores arcaicos, heranças culturais ultrapassadas, preconceitos, dogmas, tabus e falsas sensações de poder.

Mas quem opta por fazer do espírito criativo a mola mestra de sua vida encontra-se em boa companhia ao longo da história. Galileu Galilei e Nicolau Copérnico são dois dos personagens que enfrentaram duras reações pelo simples fato de imaginarem um pouco mais do que seus contemporâneos podiam suportar. O preço? Copérnico lutou tanto pela sua idéia que pagou com a vida a sugestão de ser o Sol o centro do nosso sistema planetário.

Sessenta anos mais tarde foi a vez de Galileu ser perseguido pela Inquisição, até que renunciasse publicamente às suas crenças. São figuras históricas, que vislumbraram mudanças significativas, elaborando-as primeiro na mente e posteriormente declarando-as ao público, que por sua vez, atado ao pensamento mediano, tratou logo de recriminar.

Mas não é preciso ter uma idéia que mude o mundo para experimentarmos o poder da criatividade. Basta uma que nos coloque em movimento após um longo e tenebroso inverno de acomodação, uma longa estrada de previsibilidade. Pense em quantas idéias boas você já teve e que, por razões como o medo de ser recriminado, acabou sufocando-as. Pense no que poderia ter sido sua vida desde então, caso fossem colocadas em prática. Um curso novo? Voltar a estudar? Viajar para um lugar diferente? Pense. Planeje. E trate de colocar em ação seu plano de criatividade pessoal. Ainda dá tempo.




*Sobre o autor
Eduardo Zugaib (
zugaib@publixe.com.br) é publicitário, professor universitário, escritor e mantém o blog Criar, Saber, Viver.







 
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