Canal Profissionais da Saúde

Espaço exclusivo para os profissionais da área da saúde. As informações contidas neste canal são técnicas e podem ser interpretadas de forma incorreta por leigos.

Cuidado com o que você ouve sobre a dengue


Antes de se lambuzar com cremes “milagrosos” e divulgar receitas mágicas para cura, veja o que diz o infectologista Luiz Torchio Neto sobre o assunto

Você já deve ter escutado por aí que tomar vitamina B ajuda a espantar o mosquito da dengue, né? Ou que a própolis tem o poder de eliminar o vírus do organismo contaminado, além de atuar como repelente e tratar a febre e a dor de cabeça, sintomas comuns da doença? 

Então fique atento, pois essas são algumas receitas que caíram na boca do povo e podem ajudar a aumentar o número de pessoas infectadas – que, só no Rio de Janeiro, já ultrapassou 82 mil em 2008.

Segundo o infectologista Luiz Torchio Neto, da Unimed Matão, é bom ficar longe de algumas crendices populares, que não têm nenhuma comprovação científica.

Tem muita gente dizendo, por exemplo, que a mistura de vinagre balsâmico, noz-moscada e ervas aromáticas serviria como repelente. No entanto, até hoje não houve nenhum teste que confirme sua eficácia.

Outra “fórmula mágica” que tem sido bastante disseminada nesse sentido é a mistura de cânfora, cravo-da-índia e outros ingredientes. Mas o infectologista ressalta que essa é outra dica que não passa de superstição. “Não há nenhuma comprovação científica de que isso funcione”, diz.

A própolis, por ter aquele cheiro forte, também chegou a ser considerada uma boa maneira de espantar o mosquito, mas não há constatação de que contribua na prevenção da doença.

Outro erro é acreditar que a vitamina B possa espantar para bem longe o Aedes Aegypti. “Isso é um perigo. A pessoa vai ficar consumindo a vitamina sem controle e vai continuar se expondo à dengue”, esclarece o infectologista Luiz Torchio Neto.

Há ainda a citronela, planta que ficou conhecida por fornecer matéria-prima para a fabricação de repelentes contra mosquitos “comuns”, e que também está sendo colocada na lista popular de “remédios” que afugentam o mosquito da dengue. Mas o médico lembra que, assim como nos outros casos, não há estudos que comprovem seu efeito contra o Aedes.

“Os únicos repelentes que podem funcionar são os clássicos, à base de produtos químicos como o DEET (dietiltoluamida) e bastante usados por pescadores, mas precisam ser repostos constantemente. Além de precisarem ser espalhados por todo o corpo, até mesmo por baixo da roupa. Assim, se a pessoa suar, o produto irá sair e então é preciso repassá-lo novamente”, completa.

Mas a borra de café, que muita gente coloca nos pratinhos de plantas e acredita que possa impedir que os ovos do mosquito se proliferem, pode não ser um mito como os citados anteriormente. O médico conta que uma bióloga da Universidade Estadual Paulista, em São José do Rio Preto, está testando o poder deste material em não permitir que os ovos se transformem em larvas. Além de impedir o acúmulo de água parada.

Luiz Torchio explica que todo material que possa evitar que a água se acumule, funciona. “Não precisa nem ser borra. Pode ser terra, areia”, diz.
Por isso, não dê atenção a essas dicas populares. Vá direto ao assunto: evite deixar recipientes que possam acumular água – limpa e parada – expostos. “Essa é a medida mais eficaz no combate ao mosquito”, ressalta o infectologista. 

Este material foi produzido pela equipe de Comunicação da Unimed do Brasil e pode ser utilizado em todos os veículos de comunicação das cooperativas do Sistema, eletrônicos ou impressos.

Para solicitar a esta imagem em alta resolução, basta encaminhar um e-mail para
luissilva@cfd.unimed.com.br.

 








 
Voltar Voltar |  Versão do texto para impressão. Imprimir |  Recomende este texto para leitura. Recomendar |  Topo
 
Política de Privacidade | Favoritos | Indique este Site
Portal Nacional de Saúde - Unimed do Brasil
Copyright 2001-2020 Portal Unimed. Todos os direitos reservados
Agência Nacional de Saúde