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Vacinação contra Rubéola


Item atualizado Terça-feira 02 de Setembro de 2008 Terça-feira 02 de Setembro de 2008

Tire suas dúvidas e ajude a disseminar a importância da imunização

Você já se vacinou contra rubéola? Não deixe que boatos e falsas informações façam você desistir de se imunizar. A campanha de vacinação do Ministério da Saúde que começou no dia 9 de agosto e vai até 12 de setembro em todo o território nacional pretende imunizar 70 milhões de brasileiros. Nos estados do Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte, a vacinação abrange a população entre 12 e 39 anos. Já nos outros estados devem ser vacinados homens e mulheres que tenham de 20 a 39 anos de idade.

Veja algumas respostas do Ministério da Saúde para as dúvidas mais freqüentes:

1) As mulheres grávidas devem ou não devem se vacinar contra rubéola? Por que?
A vacina é contra-indicada para mulheres grávidas e nas seguintes situações: para pessoas com antecedentes de reação anafilática sistêmica após dose prévia da vacina contra rubéola ou sarampo.

Caso a mulher tome a vacina e, posteriormente, descubra que está grávida, ela deve retornar ao posto de saúde e informar ao profissional de saúde. A partir disso, a gestante cumprirá um protocolo de acompanhamento da gravidez. Não que a vacina faça mal às mulheres grávidas. Esse procedimento é feito para evitar futuras associações entre a vacina e eventuais problemas de saúde da criança.

A evidência disponível atualmente, indica que não existe risco de SRC se a vacina contra a rubéola for aplicada em uma mulher grávida, ou antes, da concepção. Dados de seguimento atualizados em 2006 informam que de 24.924 mulheres vacinadas inadvertidamente contra a rubéola durante as campanhas de vacinação da Região das Américas, não se identificou nenhum caso de SRC.

2) A mulher imunizada contra rubéola deve esperar quanto tempo para engravidar?
As mulheres depois de tomar a vacina contra a rubéola, devem aguardar até 30 dias para engravidar. A vacina não oferece riscos nem a mulher e nem ao feto. Mas, por precaução, para evitar que eventos comuns no início da gravidez sejam imputados à vacina, recomenda-se este intervalo de até 30 dias, entre a vacinação e uma concepção.

3) Por que os homens entre 20 e 39 anos são alvos dessa campanha de vacinação?
Estudos de soroprevalência demonstraram que as pessoas maiores de 40 anos já estão protegidas, pois adoeceram em algum momento de suas vidas. Além disso, os surtos demonstram que as faixas etárias mais acometidas foram entre 12 a 39 anos, sendo a maior incidência de 20 a 29 anos (12,6/100000hab).

A vacinação será indiscriminada, mas os homens são o principal foco porque, em anos anteriores, os públicos-alvos foram as crianças e as mulheres. Dos 8.684 casos de casos de rubéola confirmados no país, em 2007, 70% corresponderam a pacientes homens. A necessidade de vacinar os homens não exclui as mulheres. Pelo contrário, para eliminar a circulação do vírus no país é fundamental vacinar também as pessoas do sexo feminino. Ao todo, 35,3 milhões de mulheres serão vacinadas, em idade fértil, o que permitirá a eliminação da Síndrome da Rubéola Congênita em nosso país.

4) Há algum risco em tomar a vacina mais de uma vez?
Não.

5) A vacina da rubéola pode provocar algum efeito colateral?
Febre baixa, mal estar e exantemas (manchas avermelhadas na pele) são os mais comuns.

6) Quais situações indicam o adiamento da vacina?
Pessoas com imunossupressão por doença ou terapêutica. Essa recomendação tem como justificativa a possibilidade de não ocorrer resposta imunogênica. Pacientes com enfermidades graves febris, justificando-se o adiamento para que seus sinais e sintomas não sejam atribuídos ou confundidos com possíveis eventos adversos relacionados à vacina. As mulheres grávidas devem receber a vacina contra rubéola após o parto ou no pós-aborto. Importante informar que: a administração inadvertida durante a gestação não indica a interrupção da gravidez.


Se você tiver outras indagações acesse o site da campanha www.brasillivredarubeola.com.br ou busque informações nos postos de saúde.



* Colaboração da Assessoria de Imprensa do Ministério da Saúde



Fonte: Ministério da Saúde.  Autor: Vivian Beltrame Awad .


Conteúdo aprovado pelo coordenador técnico científico do Portal Unimed Conteúdo aprovado pelo coordenador técnico científico  do Portal Unimed



 
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