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Esquizofrenia: diagnóstico precoce, é possível?
A esquizofrenia e os denominados transtornos esquizofrênicos constituem um grupo de distúrbios mentais graves, sem sintomas próprios, mas caracterizados por distorções do pensamento e da percepção. No Brasil são 1,3 milhões de pessoas diagnosticadas com a doença. Anualmente cerca de 40 mil novos casos são diagnosticados. Em entrevista ao Portal Unimed, Eduardo Pimentel, presidente da Associação Catarinense de Psiquiatria (ACP), fala sobre questões como sinais aos quais a família e profissionais da saúde devem estar atentos, situações que costumam dificultar o diagnóstico e principais alternativas de tratamento. 
 
Portal Unimed: Os familiares podem perceber a doença levando em consideração atitudes específicas da pessoa? 
Eduardo Pimentel: Sim. Sempre é importante perceber mudanças nas atitudes e comportamento (sem motivo aparente), pois são sinais de que algo não está bem. A esquizofrenia, geralmente, começa com sinais sutis e vai progredindo. Portanto, quanto antes se perceber alterações e procurar um profissional para realizar um diagnóstico adequado, antes será possível iniciar um tratamento.
 
Portal Unimed: O que pode dificultar o diagnóstico da doença? 
Eduardo Pimentel: A falta de conhecimento a respeito da doença, a desinformação. Também muito importante é a questão do preconceito, do estigma. Muita gente deixa de procurar um médico por medo da doença, isso é ainda mais recorrente quando se trata de uma doença psiquiátrica, pois ainda há muito preconceito em torno da psiquiatria.
 
Portal Unimed: Há sinais aos quais os profissionais da saúde precisam estar atentos? 
Eduardo Pimentel: Sim. Ater-se a alterações na forma de pensar, a demonstração de afeto e a conduta do paciente, bem como um prejuízo no “funcionamento” da pessoa, ou seja, se a pessoa tinha um rendimento em sua rotina e acontece uma alteração perceptível.
 
Portal Unimed: Quais são os principais prejuízos para o paciente quando a doença não é detectada logo de início? 
Eduardo Pimentel: Quanto antes se inicia um tratamento, melhor o desfecho, impedindo a progressão da doença e suas consequências. Quanto mais se espera para iniciar um tratamento, mais sofrimento para o paciente e família, pois os sintomas vão estar mais atenuados, o que faz com que o tratamento demore um pouco mais para fazer efeito.
 
Portal Unimed: De que forma o profissional que está cuidando do caso pode auxiliar a família do paciente com esquizofrenia? 
Eduardo Pimentel: Com o esclarecimento a respeito do transtorno, seu tratamento e, com isso, diminuir o preconceito e estigma. O profissional deve estar ao lado da família para apoiar no tratamento, que é de longo prazo. Tanto o paciente quanto seus familiares vão precisar de ajuda para realizar atividades diárias.
 
Portal Unimed: Quais são as principais alternativas de tratamento? 
Eduardo Pimentel: Neste caso, é fundamental o uso de medicações antipsicóticas, também abordagens psicoterápicas, tanto individual, como em grupo e familiar. Também é recomendado mudanças nos hábitos de vida, como atividade física, mudança nas rotinas, na alimentação e no sono, bem como terapia ocupacional.
Conteúdo aprovado pelo coordenador técnico científico do Portal Unimed Conteúdo aprovado pelo coordenador técnico científico  do Portal Unimed
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