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Uso da internet: orientações para os pais

Texto: Rafaela Fusieger

Atitudes simples podem ajudar a garantir a segurança de crianças e adolescentes no universo digital.

03 Janeiro 2017 -
Cada vez mais precocemente crianças e adolescentes têm acesso à internet, seja para assistir vídeos, fazer pesquisas, acessar redes sociais ou jogar on-line. Levando em consideração o fato de que estudos científicos evidenciam que o mundo digital pode influenciar comportamentos, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) elaborou um manual de orientação para médicos, pais, educadores, crianças e adolescentes, intitulado “Saúde de Crianças e Adolescentes na Era Digital”. 

Entre as recomendações contidas no manual está a necessidade de os pais estabelecerem limites de horários para utilização da internet. As horas on-line devem ser equilibradas com práticas esportivas, brincadeiras e atividades ao ar livre. Esse cuidado é essencial, pois o uso excessivo da internet, mais de duas horas por dia, pode gerar consequências pouco saudáveis, entre elas: 

• Prejudicar o desempenho físico e psicológico; 
• Dificultar o estabelecimento de relacionamentos fora do ambiente virtual; 
• Ocasionar transtornos de sono e de alimentação; 
• Diminuir o interesse pelas tarefas escolares. 

Outra preocupação é em relação à segurança e privacidade das crianças e adolescentes. Conforme pesquisa divulgada em 2015 pelo Comitê Gestor da Internet e o Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade de Informação, realizada com crianças e adolescentes com idade entre 9 e 17 anos, 18% dos entrevistados mencionaram já ter encontrado com pessoas que até então só conversavam pela internet, 21% já repassaram informações pessoais para outras pessoas que conheciam de forma on-line e 61% já publicaram fotos ou vídeos na internet. Esses dados demonstram a necessidade dos pais estarem continuamente atentos às ações dos filhos na internet. Abaixo separamos algumas orientações que podem auxiliar nesta missão. 

 
Dicas de segurança
 
 
 
 
• Verificar a classificação indicativa de jogos, filmes, vídeos e demais conteúdos on-line que as crianças querem acessar. 
 
 
 
 
 
 
• Usar softwares que atuam como filtros de segurança e monitoramento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Não permitir que sejam utilizadas redes sociais com classificação etária superior à idade da criança. A grande maioria das redes sociais são passíveis de fraude em relação a isso, portanto, é preciso ainda mais monitoria dos pais.
 
 
 
 
 
 
 
• Estabelecer regras bem claras sobre a entrada em salas de bate-papo, orientando sobre os perigos de comunicar-se com alguém que nunca teve contato pessoalmente.
 
 
 
 
 
 
 
• Incentivar a usar o bate-papo apenas para falar com pessoas conhecidas – amigos, familiares e colegas da escola.
 
 
 
 
 
 
 
• Informar sobre a gravidade de mensagens e imagens ofensivas, discriminatórias, ameaçadoras ou obscenas, e mostrar como fazer para bloqueá-las. 
 
 
 
 
 
 
• Orientar para nunca fornecer informações pessoais, senhas virtuais, nem aceitar brindes, prêmios ou presentes oferecidos na internet.
 
 
 
 
 
 
• Advertir sobre a publicação de fotografias, pois elas podem revelar informações pessoais. É preciso avaliar se na imagem estão aparecendo detalhes como placas de carro, placas de rua ou o uniforme escolar.
 
 
 

Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria


Conteúdo aprovado pelo coordenador técnico-científico do Portal Unimed.

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