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Histórico da Responsabilidade Social

01 Julho 2009 -

“Responsabilidade social corporativa é o comprometimento permanente dos empresários de adotar um comprometimento ético e contribuir para o desenvolvimento econômico, simultaneamente, a qualidade de vida de seus empregados e de seus familiares, da comunidade local e da sociedade como um todo”.
Essa concepção assume a responsabilidade social como expressão de uma postura ética comprometida com o resgate da cidadania, assumindo uma posição de co-responsabilidade, na busca do bem-estar público, em articulação com as políticas sociais (instituto, fundações, organizações, universidades, comunidade etc.).

Oded Grajew, empresário e presidente do Instituto ETHOS, reafirma esse conceito no momento em que pondera ser a responsabilidade social empresarial uma forma filosófica de gestão das empresas; um importante fator de mudanças nas empresas; é por meio da mudança de comportamento empresarial que podemos promover mudanças sociais que levarão o país a uma prosperidade econômica.

O conceito de responsabilidade social está em construção, requer mudanças culturais, em que empresas e parceiros busquem um processo conjunto, sem prejuízo de uns e com resultados de outros.

A partir dessa reflexão, pode-se responder, com maior precisão, a indagação posta, pontuando alguns aspectos a serem visualizados na prática da responsabilidade social, que preserva o comprometimento com a cidadania e a ética, tais como:

a) reconhecimento da empresa em relação à importância de seu investimento social na perspectivas de transformação social;
b) conhecimento da realidade social no seu entorno (regional, nacional e internacional);
c) explicitação dos princípios e valores que nortearão os caminhos das iniciativas sociais das empresas;
d) Implementação de uma pedagogia social que responda aos aspectos mais significativos de seus princípios e valores.
e) reconhecimento e valorização do sistema de governança corporativa.;
f) definição dos indicadores de efetividade, tornando público o balanço social.


1. No Brasil, o reconhecimento da função social das empresas culminou com a criação da Associação dos Dirigentes Cristãos de Empresa (ADCE) na década de 70, aliado ao enfraquecimento do Estado do Bem-Estar Social.

2. Contudo, a concepção do conceito de responsabilidade social somente ganhou espaço no final da década de 80, consolidando-se nos últimos anos, de 1990 a 2003. Dentre os fatores influenciadores, destacam-se:

a) a reorganização do capital, que muda o cenário econômico, tendo como pilar a competitividade mundial, regional e local, exigindo um perfil para a indústria e os trabalhadores;
b) aumento das condições de pobreza e da degradação ambiental, que culminou com os movimentos impactantes da ECO;
c) a Campanha contra a fome, de Betinho;
d) o fortalecimento dos movimentos sociais;
e) as profundas transformações do mundo contemporâneo, provocando a incerteza e a instabilidade como fatores ameaçadores à sobrevivência das organizações empresariais, ao mesmo tempo em que fortalece a valorização do conhecimento e do progresso;
f) a insuficiência do papel do Estado, implicando nas graves críticas às políticas públicas, marcadas pelo assistencialismo, a insuficiências dos recursos, a privatização dos serviços sociais;
g) o crescimento da violência urbana, dentre outros.

 

Neste cenário, surgem as entidades empresariais, como: GIFE, ETHOS, PNBE, IBASE, Gazeta Mercantil, tendo como foco, um novo pensar e agir no âmbito empresarial, dando uma conotação cidadã na arte dos negócios. Nessa perspectiva, o investimento social privado ganhos corpo no Brasil, cujo olhar se centralizam na alocação voluntária de recursos privados, para buscar retorno alternativo de inclusão social e influenciar nas políticas públicas, organização, universidades. Nesse contexto, O Grupo de Institutos e Fundações Empresárias - GIFE é considerado protagonista. Outro fator de destaque é a necessidade de sobrevivência das empresas frente ao mercado internacional e aos seus consumidores. Quanto ao Instituto ETHOS preconiza todo o paradigma na América do Sul e na orientação dos Direitos da Criança e Adolescente temos a Fundação ABRINQ.

 

Era Das Responsabilidades:

Ø  Cidadã Pública: é o cumprimento dos direitos do cidadão e dever de Estado.

(1º Setor / Poder Público)

Ø  Social Empresarial: é tudo que a empresa executa que não é obrigação legal, para melhorar a qualidade de vida de seus públicos de relacionamento.

(2º Setor / Poder Privado)

Ø  Social: são entes que desenvolvem trabalhos sociais sem fins lucrativos, visando a transformação social.

(3º Setor / Ong´S; Fundações; etc...)

 

 

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