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Unimed Vitória debate sobre respeito e inclusão na 4ª Semana da Diversidade

Unimed Vitória debate sobre respeito e inclusão na 4ª Semana da Diversidade

Unimed Vitória debate sobre respeito e inclusão na 4ª Semana da Diversidade

8 Maio 2015

 

Primeiro é preciso quebrar preconceitos para depois, por meio do conhecimento reconhecer as semelhanças e conviver com as diferenças. Estes passos foram abordados pela atriz e consultora da Talento Incluir, Tabata Contri, durante a 4ª Semana da Diversidade promovida pelo Instituto Unimed Vitória, nos dias 29 e 30 de abril.

 

O tema escolhido para a programação, “Diverso é o nosso jeito. Igual é o respeito”, traz à cooperativa pelo segundo ano consecutivo a reflexão sobre inclusão de pessoas com deficiência.

 

A abertura da palestra para os colaboradores na Sede Administrativa foi realizada pela gerente de Recursos Humanos, Kathya Regina Vieira Castanheira, que destacou as oportunidades de aprendizado que o evento proporciona aos profissionais da cooperativa. “Este é um trabalho especial realizado há quatro anos pela cooperativa e o tema desta edição é muito importante, pois devemos tratar a todos com respeito e dignidade”, falou.

 

Inclusão na prática

Tabata tinha 20 anos quando sofreu um acidente de carro, lesionou a coluna e perdeu os movimentos das pernas. Nesta época, era gerente de loja e devido à sua nova condição permaneceu um tempo sem trabalhar. “Quando eu conheci minha atual sócia Carolina, que voltou ao trabalho dando aulas de Educação Física em apenas 3 meses após ficar paraplégica, percebi que havia espaço para pessoas com deficiência”, contou.

 

Mais do que espaço, a inclusão no mercado abre horizontes a todos. “Trabalhar nos permite sonhar e realizar sonhos”, destacou a palestrante, que após 4 anos do acidente assumiu o cargo de gerente numa loja de cadeira de rodas, foi aprovada na Escola de Atores Wolf Maya e tornou-se atriz. Junto com Carolina, Tabata é consultora de uma empresa que atua na inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

 

Conviver

No dia a dia, Tabata destacou que é necessário: assumir o desconhecimento; agir com naturalidade; buscar soluções com a pessoa e acreditar que é possível. “Se seu colega tem nanismo, pergunte a ele se é melhor abaixar a altura da impressora e do bebedouro ou colocar uma escada apropriada para ele alcançar o equipamento. Esta atitude o deixará a vontade para sugerir as adaptações necessárias”, exemplificou.

 

Chega de rótulos

Tabata alertou sobre os rótulos que geralmente são dados às pessoas com deficiência, tais como dependente, incapaz, coitadinho. “Não somos super ou coitados. Perceba como você vê as pessoas com deficiência e reconheça. É preciso haver equilíbrio entre apoio e cobrança. A deficiência não é conversada pelas famílias e a sociedade, porém, é preciso abordar este assunto”, aconselhou.

 

A recepcionista Iracilda Wandekoken Gomes participou do encontro e aprovou a iniciativa. “A palestrante mostrou bem que ter deficiência não é um obstáculo. Devemos sim ocupar nosso lugar no mercado de trabalho com dedicação e aproveitar as oportunidades que surgirem”.

 

Esta opinião é compartilhada pela assistente de cadastro Jaqueline Mota Louzada. “A Tabata tem uma história incrível e destacou que, não é porque a pessoa é deficiente, que deve ser tratada com condescendência. Ela enfatizou que antes da deficiência, vem a pessoa”, falou.

 

Gestores

Os gestores também aprovaram o treinamento com a Tabata. A ouvidora Ana Maria de Araújo avaliou como sensacional. “Aprendi que diferença e adversidade são distintos. Que semelhanças atraem e diferenças excluem. E o mais importante, fazer a diferença quando estamos diante da adversidade. Inclusão significa decidir com a pessoa com deficiência e não por ela”, destacou.

 

Já o coordenador de Sistemas Auxiliares, Alexandre Rodrigues, disse que o tema abordado permitiu repensar os “pré-conceitos” e resistências. “Devemos valorizar as diferenças, o que nos torna mais conscientes e sensíveis às necessidades um com outros, olhando por um outro prisma a diversidade como um caminho benéfico e produtivo para todos.”

 

Durante o evento, os participantes da 4ª Semana da Diversidade foram presenteados com biscoitos artesanais preparados pelas mães das crianças da APAE de Vitória, por meio do Projeto Mães e Mãos.

 

 


Unimed Vitória

Fonte: Unimed Vitória

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