Revista Ampla 47
artificial. Há, aproximadamente, quatro anos, devido ao intenso relacionamen- to com a prática esportiva, passou a se dedicar também à Medicina do Esporte. “Estou concluindo uma pós-graduação em Medicina do Esporte e iniciando outra em Nutrologia do Esporte. Pela Unimed, já fui médico auditor e pela segunda gestão consecutiva participo do Conselho Técnico Ético da Unimed Ponta Grossa”, conta. ESPORTE INTENSIVO Freitas conta que sempre praticou esportes das mais variadas modalida- des, desde o futebol, judô, musculação, capoeira, taekwondo, muay thai e corrida de rua. Em 1988, foi campeão brasileiro de Luta de Braço (braço de ferro) e chegou ao quarto lugar no mundial de Luta de Braço na Grécia, em 1989. No entanto, relata que sua verdadeira paixão foi descoberta no início de 2014, do Crossfit , no qual a variedade e combinação dos movimentos de ginástica olímpica, levantamento de peso e atividades de resistência das mais variadas (corrida, natação, remo, bicicleta, etc.) lhe conquistou por sistematizar num só esporte tudo aquilo que sempre prati- cou em algum momento da vida. O médico conta que a prática acon- tece, na maior parte do tempo, dentro de uma grande academia chamada de Box, mas há muita atividade ao ar livre. “Minha esposa também pratica o Crossfit , assim como muitos amigos. O ambiente é muito salutar, sendo inclusive um espaço de integração entre as famílias dos atletas, com programações que incluem os filhos”, relata. Segundo ele, o relacionamento com o Crossfit se tornou tão intenso e parte essencial da sua vida que inclusive se tor- nou sócio da academia em 2015, o que lhe trouxe uma satisfação e realização pessoal muito grande. “A prática do Crossfit me trouxe mu- danças fantásticas em minha vida pessoal e profissional. Além de me propiciar um condicionamento físico e saúde geral privilegiados, trouxe-me vitalidade e resistências física e mental para enfrentar desafios complexos”, conta. De acordo com ele, o contato inten- so com o esporte, potencializado pela dedicação ao estudo mais aprofundado da medicina e nutrologia do esporte, trouxe-lhe uma visão clínica adicional, tanto no trabalho com pacientes atletas, de forma muito mais significativa, quanto no cuidado de prevenção de doenças e na reabilitação de pacientes cardiológicos clínicos e cirúrgicos por meio da prática esportiva individualizada. Na opinião de Freitas, não há nenhu- ma dificuldade para a prática do Crossfit. “Ele é essencialmente uma atividade esportiva que agrega movimentos funcio- nais que têm sua amplitude, complexida- de e cargas aumentados gradualmente conforme as condições do aluno”, relata. Segundo o médico, a prática permite que crianças e idosos façam parte desse esporte, com adaptações inerentes às pe- culiaridades clínicas pessoais e da idade, permitindo a inclusão de portadores de necessidades especiais. Ainda de acordo com ele, as condi- ções mais importantes são procurar uma academia de Crossfit certificada, com professores habilitados pela Crossfit Internacional, obter uma avaliação médica pré-participação e respeitar seus próprios limites, como deveria ser em qualquer prática esportiva. Segundo Freitas, outros hobbies que sempre gostou são a mecânica e a ferramentaria. “Gosto e relaxo fazendo manutenção de instalações elétricas e mecânicas em casa, na clínica e na aca- demia. Até pouco tempo passava horas mexendo e customizando uma moto Harley-Davidson e depois um jeep Troller para trilhas”, conta. Para o médico, o hobby é importante porque funciona como uma válvula de es- cape físico e mental, pois além de lapidar e preservar nossas condições cognitivas, psíquicas e físicas, “pode nos propiciar um importante momento de introspecção, em que podemos nos avaliar, ponderar posições e convicções, idealizar e lapi- dar projetos pessoais ou simplesmente esvaziar a cabeça não pensando em nada e simplesmente agradecendo pela oportu- nidade única que é viver”, destaca. 9 AMPLA • OUT/NOV/DEZ 2017 | DICAS __________________________________________________________________________________ A primeira dica do médico para quem não tem um hobby é: saia de casa e caminhe pelo menos 30 minutos por dia. “Enquanto já começa a cuidar do físico, use essa meia hora para fazer uma prospecção de tudo de mais simples que já fez ou nunca teve oportunidade de fa- zer. Quem sabe essa caminhada vire um trote, que vira uma corrida, que se torna um hobby para o resto da vida. Ou que a caminhada continue como simples e saudável caminhada, mas que desperte o escritor, o pintor, o cantor ou instrumentista adormecido”, motiva. A prática do Crossfit se insere na agitada rotina do médico cirurgião cardio- vascular Marcelo Ferraz de Freitas de forma natural. O hobby representa muito mais que força e condicio- namento e já faz parte do seu estilo de vida. O esporte inclui a combinação de movimentos de ginástica olímpica, levantamento de peso e atividades de resistência . RESUMO
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