Unimed Sorocaba registra a marca dos 300 transplantes de medula óssea

        29 de junho, 2021

O próximo transplante de medula óssea (TMO) a ser realizado, ainda neste mês, no Hospital Dr. Miguel Soeiro (HMS) terá um simbolismo especial: ele marcará o 300º procedimento dessa natureza feito na instituição (metade deles beneficiando pacientes do SUS) e a comemoração do décimo ano do primeiro transplante.

Atualmente, a equipe é constituída pelas doutoras Ellen Carneval, Ariella Moura e Ana Gabriela Bismara, juntamente aos doutores Robenilson (coordenador) e Valter Massaglia. Já a hemoterapia está a cargo da Colsan, sob coordenação do doutor Frederico Brandão.

O HMS continua sendo o único hospital privado, de caráter não filantrópico do interior de São Paulo, autorizado a realizar transplantes autólogos e alogênicos de medula óssea para pacientes cobertos com recursos do SUS das cidades que formam as regiões de Sorocaba e Jundiaí. No momento, nenhum paciente aguarda em fila de espera.

De acordo com o doutor Robenilson, ao longo desses dez anos, houve uma evolução progressiva dos TMO, com um escalonamento de complexidades. “Começamos com os autólogos, em pequena quantidade. Aumentamos a frequência dos procedimentos até darmos mais um passo, que foram os alogênicos totalmente compatíveis. Tempos depois, iniciamos os transplantes denominados relacionados haploidênticos”, conta. “Agora, estamos próximos de obter habilitação para transplantes não relacionados (quando a medula vem dos bancos de doadores)”, revela.

Para Sorocaba, a função social dos TMO realizados no HMS é importantíssima. Sem eles, os pacientes teriam que ser encaminhados aos grandes centros, localizados em outras cidades. Desde 2011, o município passou de encaminhador a centro de referência em TMO e patologias onco-hematológicas.

Na opinião do doutor Robenilson, a Unimed Sorocaba construiu um modelo particular e sustentável para realizar TMO. Ele beneficia, de maneira absolutamente igualitária, tanto os seus conveniados quanto os pacientes do SUS.

Como os TMO são considerados de máxima complexidade, eles contribuíram para impulsionar ainda mais o HMS. “Os transplantes de medula óssea obrigam a instituição a ter recursos complexos de assistência: laboratorial, transfusional, de intensivismo e especialidades. Eles, por sua vez, disseminam esse conhecimento e tecnologia aos demais setores do Hospital”, explica o doutor Robenilson.

De acordo com ele, atualmente, existe uma enormidade de possibilidades terapêuticas correlatas ao TMO, as chamadas terapias celulares. Exemplo disso é o CAR-T Cell, tratamento inovador feito com células de defesa do próprio paciente, reprogramadas geneticamente. “São terapias ultra-complexas, que precisarão amparar-se em centros de transplante de medula”, ressalta. “É importante que a comunidade saiba que o HMS está capacitando-se para essa nova fase nos tratamentos das doenças onco-hematológicas”, finaliza.