Voltar 41º Suesp reúne reflexões sobre inovação, longevidade e o futuro da saúde; confira relatório com destaques!

41º Suesp reúne reflexões sobre inovação, longevidade e o futuro da saúde; confira relatório com destaques!

Texto: Assessoria de Imprensa - Unimed Paraná
13 de julho, 2026
Foto: Divulgação/FESP

Comportamento humano, saúde, tecnologia, longevidade e inteligência artificial estiveram entre os principais temas debatidos no 41º Simpósio das Unimeds do Estado de São Paulo (Suesp), realizado entre os dias 1º e 5 de julho pela Unimed Federação de São Paulo (Fesp). Representando o Sistema Unimed Paraná, o presidente Alexandre Gustavo Bley reuniu os principais destaques do encontro.

Com o tema "Inteligência para cuidar, humanidade para transformar", o simpósio trouxe reflexões sobre o futuro da saúde e o papel das organizações diante das transformações tecnológicas e sociais da população. Confira abaixo alguns destaques e o relatório completo clicando aqui!

Longevidade com qualidade de vida (página 1)

Um dos destaques do evento foi a discussão sobre longevidade, tema que vem ganhando cada vez mais espaço dentro do Sistema Unimed. Segundo Daniela Klaiman, futurista e conselheira de IA da Samsung, o aumento da expectativa de vida — que passou de 47 anos, em 1945, para quase 80 atualmente — aliado à queda da natalidade exige que sistemas e organizações se preparem para uma população mais envelhecida. Nesse cenário, ganha força o conceito de healthspan, que prioriza qualidade de vida, e não apenas longevidade (lifespan).

A especialista defendeu uma abordagem baseada na chamada "inovação segura", que combina a compreensão das necessidades humanas com a adoção responsável de novas tecnologias. Entre as mudanças apontadas estão a descentralização do cuidado, com diagnósticos incorporados à rotina das pessoas, modelos de hospital em casa e maior investimento em prevenção.

Citando as previsões otimistas de Ray Kurzweil – que aponta que em sete anos a tecnologia poderá evitar mortes pelas principais doenças –, ela projetou vidas de 100 a 130 anos. Com essa expectativa, teremos múltiplas vidas, com vários recomeços, entre eles estudos, profissões e relações. "A real discussão é não só acrescentar anos à vida, mas adicionar vida aos anos. Para ser longevo e ter boa velhice precisamos começar o cuidado ainda jovens”.

Além dos avanços tecnológicos, a palestrante ressaltou que fatores como convivência familiar, fortalecimento das comunidades e combate ao isolamento social continuarão sendo determinantes para um envelhecimento saudável. Entre os exemplos apresentados estão o modelo de coabitação de Singapura, vilas residenciais integradas e iniciativas de gamificação em espaços públicos.

Você não é uma IA, e isso é uma boa notícia (página 4)

Para Emanuel Aragão, psicanalista, escritor e filósofo, a evolução da inteligência artificial gerou um fenômeno psicológico nos profissionais de saúde classificado como “ansiedade de IA” enfrentando três diferentes fases: negação inicial, euforia pela eficiência das ferramentas e pânico da substituição do trabalho humano.

Apesar desse cenário, Aragão defendeu que a principal diferença entre seres humanos e máquinas permanece na própria natureza da consciência. Enquanto a Inteligência Artificial é um modelo digital imortal e focado em processamento, a consciência humana é uma ferramenta orgânica de sobrevivência movida por afetos e sediada no tronco cerebral.

Na percepção de Aragão, é justamente essa vulnerabilidade — marcada pela finitude da vida — que torna o ser humano insubstituível. "Em um mundo saturado de inteligência artificial, o vínculo humano torna-se o recurso mais raro e valioso." Para ele, o futuro da saúde passa por automatizar processos para tornar os desfechos clínicos cada vez mais humanizados.

Nexialismo – habilidade do futuro (página 7)

A transformação digital também foi abordada pelo publicitário Walter Longo, que apresentou o conceito de nexialismo como uma competência essencial para as lideranças do futuro. Segundo ele, o profissional nexialista deixa de atuar apenas como especialista em uma área e passa a conectar diferentes conhecimentos para compreender cenários complexos, antecipar consequências e identificar melhorias.

Longo explicou que essa mudança acompanha a evolução dos próprios modelos de negócio. Se, no início dos anos 2000, as empresas concentravam seus esforços no produto ou serviço, atualmente o objetivo é atender de forma integrada aos desejos e necessidades dos clientes. Casos como Amazon, Cacau Show e Hospital Israelita Albert Einstein ilustram essa lógica, na qual diferentes serviços se complementam para construir uma relação duradoura com o consumidor.

Essa visão também modifica o paradigma da saúde, consolidando a transição do modelo reativo, focado no tratamento das doenças (Sick Care), para uma abordagem preditiva e preventiva (Healthcare), que integra áreas como saúde mental, nutrição, qualidade do sono e práticas de ESG. Para Longo, o nexialismo, em suma, não é uma função, mas uma ótica: um jeito de ver o mundo que substitui a rigidez da "fibra ótica" pela flexibilidade da visão humana e conectiva.

Reflexões para o futuro

Além desses temas, o simpósio também promoveu debates sobre humanização das marcas para não cair em clichês, modelos e dados de sistemas de saúde, inovação disruptiva e as competências necessárias para os profissionais do futuro. Na avaliação de Alexandre Gustavo Bley, o encontro proporcionou importantes oportunidades de aprendizado e troca de experiências, além de reforçar que muitas vezes a inovação depende mais da disposição para experimentar do que de limitações regulatórias, financeiras ou tecnológicas.