Quais alimentos comer para combater o refluxo?

        27 de agosto, 2021


 

O refluxo gastroesofágico é uma das doenças digestivas mais comuns e atinge pessoas de todas as idades, provocando sintomas desagradáveis que podem levar a complicações ainda mais graves para a saúde. Segundo pesquisas, todos os meses cerca de 20% dos brasileiros sofrem com o refluxo.

O que é refluxo?

O refluxo gastroesofágico é o movimento em que os ácidos presentes no estômago voltam pelo esôfago, ao invés de seguirem o processo de digestão. Esse retorno involuntário dos alimentos e líquidos estomacais provoca diversos sintomas (azia, queimação, dores torácicas, entre outros).

Caso não seja tratado adequadamente, o refluxo gastroesofágico pode causar danos graves ao organismo em médio e longo prazo. Por conta da alta presença de ácido na regurgitação, as cicatrizes causadas no esôfago podem resultar em tosse crônica, estreitamento do órgão e até câncer.

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Há também a esofagite, inflamação provocada pelos ácidos presentes no conteúdo do estômago. Ao entrarem em contato com a mucosa do esôfago, esses ácidos provocam lesões que podem resultar na esofagite.

Quais as causas?

Uma das causas mais comuns para o surgimento do refluxo gastroesofágico são alterações no esfíncter, uma estrutura muscular de fibras circulares em forma de anel e que funciona como uma válvula para impedir o retorno dos alimentos ao esôfago. Se o esfíncter não se fecha adequadamente, líquidos, comida e ácido do estômago vazam de volta, provocando o refluxo.

A hérnia hiatal também é uma causa para o refluxo. É uma condição na qual parte do estômago se movimenta por cima do diafragma, músculo que separa a cavidade abdominal da torácica.

Outro fator que contribui para o aparecimento do refluxo gastroesofágico é a gravidez. Durante a gestação, o bebê pode colocar pressão excessiva na válvula esofágica, provocando a liberação de ácido e, consequentemente, causando o refluxo.

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Além disso, o consumo de álcool, o tabagismo, a obesidade e até mesmo a utilização de alguns medicamentos como ibuprofeno, relaxantes musculares e remédios para pressão arterial também podem ser causas para o refluxo.

O que comer?

A alimentação saudável é uma chave para o controle do refluxo e para oferecer bem-estar às pessoas atingidas por essa complicação do trato digestivo. Ao elaborar a dieta, o indivíduo deve dar preferência aos alimentos integrais e aumentar a ingestão de fibras.

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Frango, atum, salmão e carnes magras são as melhores escolhas para compor as proteínas da dieta para combater o refluxo. Iogurte e kefir (um tipo de leite fermentado com muitos benefícios para a saúde) são excelentes para equilibrar as bactérias saudáveis do estômago, ajudando na digestão dos alimentos.

As gorduras saudáveis, como óleo de coco e abacate, também são grandes aliadas para amenizar os sintomas do refluxo. Legumes como alcachofra, pepino, abóbora e aspargo possuem propriedades que também ajudam a cuidar do trato digestivo. Amêndoas, água de coco, vinagre de maçã, gengibre, salsa e erva-doce são outros alimentos que não devem faltar na dieta para pacientes com refluxo gastroesofágico.

É importante lembrar que comer muito nas refeições piora significativamente os sintomas do refluxo, gerando ainda mais pressão sobre o esfíncter e atrapalhando a digestão correta. Por isso, recomenda-se ingerir pequenas porções durante as refeições diárias.

Quais alimentos evitar?

Além de incluir em sua dieta os itens que amenizam os sintomas, é importante evitar alguns tipos de alimentos para obter sucesso no tratamento do refluxo. Frituras com óleos vegetais são altamente prejudiciais, assim como todos os alimentos processados. Chocolate, açúcar e adoçantes também não são recomendados.

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Bebidas alcóolicas, refrigerantes e energéticos devem ser evitados em indivíduos com refluxo. Milho, batata, tomate e alguns grãos também podem piorar os sintomas. Por isso, recomenda-se evitar a ingestão.

Caso o refluxo gastroesofágico seja persistente por mais de duas vezes na semana, por longos períodos, é recomendada a busca por ajuda médica com um profissional capacitado, para dar um diagnóstico preciso e iniciar o tratamento adequado para cada caso.

Cuidar de você. Esse é o plano.


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