Quais são os principais desafios das mães durante a amamentação?
24 de agosto, 2023
Estamos no agosto dourado, mês dedicado à promoção do aleitamento materno. E a Unimed Chapecó reforça o seu papel de proteger, apoiar e promover o aleitamento materno. Entre as iniciativas da cooperativa médica está o Ambulatório de Amamentação, onde as mães podem sanar todas as suas dúvidas sobre o assunto, sem custo adicional ao plano para as beneficiárias da Unimed.
Entre os serviços oferecidos no espaço estão o suporte e acompanhamento do processo de amamentação (pré-natal e pós-parto), orientação quanto ao uso de técnicas alternativas e de acessórios adequados para a amamentação, tratamento com laserterapia, orientações para retorno ao trabalho e desmame. Também, atua na prevenção e manejo de problemas relacionados, como: mamas doloridas, quentes e vermelhas, presença de fissuras ou feridas, leite ‘empedrado’, aumento ou diminuição de produção.
Para saber quais as principais dúvidas que as mães enfrentam ao amamentar, conversamos com a enfermeira do Ambulatório de Amamentação da Unimed Chapecó, Ana Paula Simioni, que esclareceu alguns dos principais questionamentos. Confira:
O que eu vou fazer até meu leite descer?
Desde a gestação, nosso corpo está se preparando para esse momento. Quando o bebê nascer já terá o colostro (que também é leite) disponível para alimentar o bebê. O colostro é espesso e amarelado, rico em proteínas e anticorpos que desempenham um papel fundamental na imunidade e desenvolvimento saudável do bebê. Com o intuito de estimular os hormônios necessários para essa produção, é indicado iniciar o aleitamento logo após o parto, uma vez que, quanto mais o bebê mamar, mais leite será produzido.
O volume de colostro pode parecer pequeno, porém o volume do estômago do bebê também é, então fique tranquila, oferte o seio com frequência e se necessário ambas as mamas na mesma mamada. A interação dos organismos da mãe e do bebê está em perfeita harmonia com as necessidades da criança em suas primeiras horas de vida.
Preciso acordar meu bebê para mamar?
Nas primeiras semanas de vida é esperado que o bebê acorde com frequência para mamar. É um comportamento seguro, importante para a manutenção energética do bebê, para o estímulo adequado de produção da mama e que ajuda também a resolver o ingurgitamento mamário comum nas duas primeiras semanas após o nascimento.
O bebê tende a acordar a cada três horas, mas caso não acorde sozinho, a mãe deve intervir. Durante a noite, um bebê saudável que mama bem durante o dia, está com urina e fezes presentes em boa quantidade e relaxa após as mamadas, não precisa ser acordado. É importante salientar que cada caso é avaliado individualmente, verifique com o Pediatra ou profissional de amamentação que estiver lhe acompanhando.
É normal doer?
É esperado que surja um leve desconforto no início do processo de amamentação, especialmente na primeira semana. Com o passar dos dias esse desconforto deve cessar no primeiro minuto da mamada. Procure um profissional para te auxiliar caso: a dor permaneça ao longo de toda mamada, sinta dor, ardência ou sensação de fisgadas na mama ao final da mamada; seu mamilo saia deformado da boca do bebê (achatado ou em formato de batom); tenha feridas, rachaduras ou sangramento.
O que fazer se a mama “empedrar”?
Conhecemos por empedramento o ingurgitamento mamário. O ingurgitamento fisiológico (entre 3 e 6 dias após o parto) é normal e bastante frequente na fase da apojadura, significa que o leite está descendo e é facilmente resolvido com massagens de alívio. Já no ingurgitamento patológico, a mama fica excessivamente distendida, podendo haver áreas difusas avermelhadas, edemaciadas e brilhantes acompanhadas de dor/desconforto e até febre e mal-estar.
Consequentemente, os mamilos ficam achatados e esticados, dificultando a pega do bebê e a saída do leite. Nesses casos, massagens com mais atenção e regularidade, compressas frias, retirada do excesso, mamadas mais frequentes e acompanhamento com profissional de saúde, bem como medicações para alívio da dor ou inflamação e até ajustes para correções da pega, poderão ser necessários.
Como saber se a criança mamou o suficiente?
Após as mamadas, o bebê satisfeito relaxa e solta a mama sozinho.
Existe leite fraco?
O Leite materno é o alimento mais completo e equilibrado que você pode oferecer ao seu filho. Falar que o leite é fraco é um grande mito que faz algumas mães recorrerem a mamadeiras e fórmulas. O leite materno contém todos os nutrientes que o bebê precisa para se desenvolver até os seis meses de vida. Caso seu bebê não esteja ganhando peso adequadamente ele pode estar com dificuldades na sucção, busque ajuda profissional.
Quanto tempo deve durar cada mamada? Qual o intervalo entre elas?
O tempo de mamada varia muito de criança para criança e vale ressaltar que a duração da mamada não tem a ver com a quantidade de leite ingerido, já que a eficiência da sucção também é variável. O importante é prestar atenção se o lactente fica confortável após as mamadas e no intervalo entre as mamadas, que variam geralmente de duas a quatro horas. Lembrando que nos seis primeiros meses a amamentação é em livre demanda, ou seja, pode ser oferecida livremente, conforme a demanda do bebê.
Por quanto tempo deve-se amamentar a criança?
A Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde recomendam a amamentação exclusiva por seis meses. Após esse período a amamentação pode ser continuada, mas desde que seja oferecida em parceria com a alimentação complementar.
Dicas para a pega correta:
Não podemos pensar apenas na boca do bebê quando falamos em pega pois o corpo todo do bebê “mama”. Dessa forma, a postura do bebê e até mesmo da mãe influencia na mamada. É muito importante que a mãe esteja em uma postura confortável, de preferência com as costas, braços e pés apoiados. Esta organização irá favorecer que não aconteça uma sobrecarga na coluna ou em grupos musculares específicos, causando desconforto, dor e até mesmo problemas maiores no futuro.
A postura do bebê ao seio pode determinar a qualidade da pega. Se um bebê estiver desorganizado no colo da mãe, ele consequentemente não conseguirá fazer uma pega correta. Atente-se para:
• Cabeça do bebê alinhada ao tronco;
• Mãos do bebê em direção a linha média;
• Barriga do bebê voltada para o corpo da mãe e bem próxima a ela;
• De preferência, bebê conduzido ao seio com a mãe o sustentando pela região cervical (pescoço). A mãe utilizará uma das mãos para guiar e apoiar o bebê e a outra mão deverá sustentar a mama;
• Boca bem aberta abocanhando grande parte da aréola (ou toda se a mesma for pequena), menos aréola é vista na parte de baixo;
• O queixo do bebê deverá ficar apoiado na mama, favorecendo diretamente a liberação do nariz para a correta respiração do bebê e o rostinho voltado para a face da mãe;
OBS: Mamas muito pesadas poderão precisar de auxílio para sustentação, como o próprio apoio da mão, de um rolinho de toalha ou tipóia de mama.
Entre os serviços oferecidos no espaço estão o suporte e acompanhamento do processo de amamentação (pré-natal e pós-parto), orientação quanto ao uso de técnicas alternativas e de acessórios adequados para a amamentação, tratamento com laserterapia, orientações para retorno ao trabalho e desmame. Também, atua na prevenção e manejo de problemas relacionados, como: mamas doloridas, quentes e vermelhas, presença de fissuras ou feridas, leite ‘empedrado’, aumento ou diminuição de produção.
Para saber quais as principais dúvidas que as mães enfrentam ao amamentar, conversamos com a enfermeira do Ambulatório de Amamentação da Unimed Chapecó, Ana Paula Simioni, que esclareceu alguns dos principais questionamentos. Confira:
O que eu vou fazer até meu leite descer?
Desde a gestação, nosso corpo está se preparando para esse momento. Quando o bebê nascer já terá o colostro (que também é leite) disponível para alimentar o bebê. O colostro é espesso e amarelado, rico em proteínas e anticorpos que desempenham um papel fundamental na imunidade e desenvolvimento saudável do bebê. Com o intuito de estimular os hormônios necessários para essa produção, é indicado iniciar o aleitamento logo após o parto, uma vez que, quanto mais o bebê mamar, mais leite será produzido.
O volume de colostro pode parecer pequeno, porém o volume do estômago do bebê também é, então fique tranquila, oferte o seio com frequência e se necessário ambas as mamas na mesma mamada. A interação dos organismos da mãe e do bebê está em perfeita harmonia com as necessidades da criança em suas primeiras horas de vida.
Preciso acordar meu bebê para mamar?
Nas primeiras semanas de vida é esperado que o bebê acorde com frequência para mamar. É um comportamento seguro, importante para a manutenção energética do bebê, para o estímulo adequado de produção da mama e que ajuda também a resolver o ingurgitamento mamário comum nas duas primeiras semanas após o nascimento.
O bebê tende a acordar a cada três horas, mas caso não acorde sozinho, a mãe deve intervir. Durante a noite, um bebê saudável que mama bem durante o dia, está com urina e fezes presentes em boa quantidade e relaxa após as mamadas, não precisa ser acordado. É importante salientar que cada caso é avaliado individualmente, verifique com o Pediatra ou profissional de amamentação que estiver lhe acompanhando.
É normal doer?
É esperado que surja um leve desconforto no início do processo de amamentação, especialmente na primeira semana. Com o passar dos dias esse desconforto deve cessar no primeiro minuto da mamada. Procure um profissional para te auxiliar caso: a dor permaneça ao longo de toda mamada, sinta dor, ardência ou sensação de fisgadas na mama ao final da mamada; seu mamilo saia deformado da boca do bebê (achatado ou em formato de batom); tenha feridas, rachaduras ou sangramento.
O que fazer se a mama “empedrar”?
Conhecemos por empedramento o ingurgitamento mamário. O ingurgitamento fisiológico (entre 3 e 6 dias após o parto) é normal e bastante frequente na fase da apojadura, significa que o leite está descendo e é facilmente resolvido com massagens de alívio. Já no ingurgitamento patológico, a mama fica excessivamente distendida, podendo haver áreas difusas avermelhadas, edemaciadas e brilhantes acompanhadas de dor/desconforto e até febre e mal-estar.
Consequentemente, os mamilos ficam achatados e esticados, dificultando a pega do bebê e a saída do leite. Nesses casos, massagens com mais atenção e regularidade, compressas frias, retirada do excesso, mamadas mais frequentes e acompanhamento com profissional de saúde, bem como medicações para alívio da dor ou inflamação e até ajustes para correções da pega, poderão ser necessários.
Como saber se a criança mamou o suficiente?
Após as mamadas, o bebê satisfeito relaxa e solta a mama sozinho.
Existe leite fraco?
O Leite materno é o alimento mais completo e equilibrado que você pode oferecer ao seu filho. Falar que o leite é fraco é um grande mito que faz algumas mães recorrerem a mamadeiras e fórmulas. O leite materno contém todos os nutrientes que o bebê precisa para se desenvolver até os seis meses de vida. Caso seu bebê não esteja ganhando peso adequadamente ele pode estar com dificuldades na sucção, busque ajuda profissional.
Quanto tempo deve durar cada mamada? Qual o intervalo entre elas?
O tempo de mamada varia muito de criança para criança e vale ressaltar que a duração da mamada não tem a ver com a quantidade de leite ingerido, já que a eficiência da sucção também é variável. O importante é prestar atenção se o lactente fica confortável após as mamadas e no intervalo entre as mamadas, que variam geralmente de duas a quatro horas. Lembrando que nos seis primeiros meses a amamentação é em livre demanda, ou seja, pode ser oferecida livremente, conforme a demanda do bebê.
Por quanto tempo deve-se amamentar a criança?
A Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde recomendam a amamentação exclusiva por seis meses. Após esse período a amamentação pode ser continuada, mas desde que seja oferecida em parceria com a alimentação complementar.
Dicas para a pega correta:
Não podemos pensar apenas na boca do bebê quando falamos em pega pois o corpo todo do bebê “mama”. Dessa forma, a postura do bebê e até mesmo da mãe influencia na mamada. É muito importante que a mãe esteja em uma postura confortável, de preferência com as costas, braços e pés apoiados. Esta organização irá favorecer que não aconteça uma sobrecarga na coluna ou em grupos musculares específicos, causando desconforto, dor e até mesmo problemas maiores no futuro.
A postura do bebê ao seio pode determinar a qualidade da pega. Se um bebê estiver desorganizado no colo da mãe, ele consequentemente não conseguirá fazer uma pega correta. Atente-se para:
• Cabeça do bebê alinhada ao tronco;
• Mãos do bebê em direção a linha média;
• Barriga do bebê voltada para o corpo da mãe e bem próxima a ela;
• De preferência, bebê conduzido ao seio com a mãe o sustentando pela região cervical (pescoço). A mãe utilizará uma das mãos para guiar e apoiar o bebê e a outra mão deverá sustentar a mama;
• Boca bem aberta abocanhando grande parte da aréola (ou toda se a mesma for pequena), menos aréola é vista na parte de baixo;
• O queixo do bebê deverá ficar apoiado na mama, favorecendo diretamente a liberação do nariz para a correta respiração do bebê e o rostinho voltado para a face da mãe;
OBS: Mamas muito pesadas poderão precisar de auxílio para sustentação, como o próprio apoio da mão, de um rolinho de toalha ou tipóia de mama.