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“A atividade física é o único tratamento onde conseguimos minimizar a progressão do Parkinson”, diz neurologista

Especialista explica como identificar e lidar com a doença
Texto: Comunicação Unimed Campo Grande
        27 de setembro, 2022
Tem alguma dúvida sobre a Doença de Parkinson? Sabe quais são seus sintomas, sinais e se aparecem mais em idosos ou não?  
 
Entenda a influência que os exercícios físicos têm no tratamento do Parkinson, além de minimizar a progressão da condição e melhorar a qualidade de vida. Confira dicas fundamentais e como identificar os sintomas com o Dr. Nilson Moro Junior, neurologista da Unimed Campo Grande. 
 
Todo tremor é Parkinson? 
Não! É necessário sempre ver qual o padrão do tremor que o paciente tem. No Parkinson é um tremor de repouso, que o paciente está com a mão parada e ela treme devagar, e ao fazer um movimento tende a melhorar.

Já o tremor essencial, que é hereditário, é um tremor postural e cinético, que quando o paciente vai pegar uma xícara, por exemplo, começa a tremer, e ao repousar a mão melhora.

É com esta distinção que conseguimos classificar quais são os tipos de tremores e quais são as causas deles.

 Tremor essencial é mais comum que o Parkinson? 
Não! Observamos com maior frequência o tremor de Parkinson, que é mais senil. Já o tremor essencial, por ser genético e hereditário, tende a ser mais precocemente. Pessoas mais jovens, na adolescência ou vida adulta inicial, vão tendo uma progressão lentamente ao longo da vida, um tremor que não causa nenhuma alteração na vida.  

Parkinson x Síndrome Parkinsoniana      
Quando falamos em síndrome, significa um conjunto de sinais e sintomas que tem causas variadas. Por exemplo: a pessoa está com tontura, vai até a farmácia comprar um remédio para isto e fica tomando o medicamento cronicamente. O remédio para tontura, alguns deles, costumam fazer um bloqueio da dopamina. Quando faz bloqueio da dopamina, a longo prazo, pode dar um sintoma parecido com Doença de Parkinson. Neste caso, chamamos de Síndrome Parkinsoniana de origem medicamentosa. É um conjunto de sinais que parecem Parkinson, mas tem outra causa.   

Já o Parkinson é uma doença primária, que afeta diretamente o cérebro e leva a uma neurodegeneração, ou seja, vai progredindo lentamente sem nenhuma causa que possa levar a isso.  
Sintomas 

Fisiopatologia (o porquê ocorre) 


Geralmente há uma redução da dopamina, e a dopamina é o principal neurotransmissor responsável pelo movimento (além de outras funções). Desta forma, ocorre uma inibição do cérebro da parte motora, devido a essa falta de dopamina, tendo início aos sintomas do Parkinson.   


Os quatro sintomas cardinais 

- O tremor não é o principal sintoma. O principal é a bradicinesia, que é a lentidão, havendo dificuldade em realizar atividades que fazia, como por exemplo, demorar mais tempo para colocar uma camiseta.  

- Tremor de repouso, outro sintoma cardinal, é o tremor enquanto a mão está parada e geralmente é unilateral, sendo um lado mais afetado que o outro. 

- Rigidez. O paciente fica com uma postura mais rígida, com rigidez muscular. 

- Instabilidade postural. Quando o paciente começa a cair demais sem uma causa aparente.     

A lentidão, somada a um dos outros três sintomas, classifica-se como Síndrome Parkinsoniana, podendo ser Parkinson ou não.  

Outros sintomas 
- Diminuição de piscamento, quando o paciente pisca pouco.  

- Micrografia. Devido à rigidez e lentidão o paciente não consegue fazer a amplitude da letra, fazendo um movimento mais curto e, consequentemente, diminuindo o tamanho da letra.  

- Alteração de constipação intestinal.  

- Perda de olfato. 

- Depressão. 

São sintomas que acrescentam cada vez mais para obter um diagnóstico de Parkinson. Também são sintomas que ás vezes são inespecíficos, mas que com um olhar atento concluímos o diagnóstico. 

Parkinson em jovens existe?  
Normalmente nota-se o Parkinson em pacientes com mais de 40 anos, mas é mais comum acima dos 60 anos, com pico aos 70 anos. Abaixo dos 40 anos é raro e geralmente está ligado a questões genéticas.  

Segundo cérebro 
Nosso intestino é o segundo cérebro que temos. A exposição a toxinas, diabetes tipo 2, obesidade e alimentação errônea rica em carboidratos podem favorecer ao aparecimento da Doença de Parkinson. É necessário retirar da rotina todas essas exposições. Esses são fatores modificáveis, que por mais que a pessoa tenha fatores genéticos, com as mudanças de hábitos é possível minimizar o fator genético ou “empurrar” para frente uma doença que é predestinada a ter.  

Tratamento 

Há três partes:  


1º) Tratamento farmacológico – se falta dopamina é necessário ofertar isto ao paciente, já que as células estão degenerando.  
2º) Tratamento não farmacológico – o principal de todos é o exercício físico (àquele que o paciente se adaptar melhor). É o único tratamento onde conseguimos minimizar a progressão da doença.  
Se eu falo que uma doença vai ter uma progressão de 10 anos, com remédio vou mudar isso? Não! Com cirurgia vou mudar isso? Não! Com exercício físico vou mudar isso? Sim! 
Com os exercícios físicos conseguimos aumentar a qualidade vida e reduzir a progressão da doença, aumentando o tempo de vida hábil. Atividades físicas são fundamentais.  
Alimentação também é importante, pois influencia no eixo intestino cérebro, diminuindo no processo inflamatório, a neurodegeneração e aumentando o tempo de vida consequentemente. 
Há outros fatores também, como terapias de relaxamento e melhora no sono.  
3º) Cirurgia – realizadas em casos em que o paciente não tem respostas satisfatórias ao tratamento farmacológico.  
 
Para saber mais sobre o assunto acompanhe o PARKINSON: SAIBA COMO IDENTIFICAR E LIDAR COM A DOENÇA do podcast Cuidar de Você, da Unimed Campo Grande. Basta acessar o Spotify (https://bit.ly/PodcastUnimedCG) e o Youtube (https://bit.ly/PodcastUnimedCGYoutube).