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Inteligência Artificial na TI da Unimed Paraná: avanço com governança e segurança

Por: Angélica Souza
07 de maio, 2026

A Inteligência Artificial já está presente em ferramentas do cotidiano e mudou a forma como equipes escrevem, analisam, estruturam ideias e até aceleram tarefas técnicas. Na área de tecnologia da informação, esse movimento é ainda mais perceptível: a IA pode aumentar produtividade e qualidade das produções, mas, se usada sem critérios, também amplifica riscos como erro, viés e exposição de dados.

Na Unimed Paraná, a adoção de IA é tratada como evolução com cautela e estratégia, apoiada em validação técnica, segurança e governança.

IA em perspectiva: o que está sendo chamado de “Inteligência Artificial”

De forma objetiva, a Inteligência Artificial se caracteriza como um conjunto de tecnologias capaz de simular habilidades humanas, como processar linguagem, identificar padrões e aprender com dados. Na prática, “IA” pode se referir a abordagens diferentes, com finalidades distintas:

  • Automação baseada em regras: execução de ações a partir de regras pré-definidas;
  • IA preditiva (aprendizado de máquina): identificação de padrões em dados para classificar, estimar ou prever resultados; 
  • IA generativa: produção de conteúdo novo, como textos, imagens e trechos de código. 

A popularização da IA generativa, em especial, contribuiu para aproximar o tema do cotidiano. Ela tem aplicações claras em tarefas como redação e análise de documentos, apoio ao desenvolvimento de software e criação visual assistida. Exemplos amplamente conhecidos incluem Copilot, Gemini e ChatGPT. Ainda assim, a adoção responsável depende de compreender as camadas envolvidas: o modelo de IA (o “motor” treinado com grandes volumes de dados), a aplicação (a interface utilizada no dia a dia) e o ecossistema, que abrange dados, infraestrutura, aplicações, governança e segurança. É nessa cadeia completa, e não apenas na ferramenta visível ao usuário, que se definem controle, rastreabilidade e nível de risco.

Essa mesma lógica se torna ainda mais relevante quando se observa a tendência dos agentes de IA. Diferentemente do chatbot tradicional, que responde solicitações pontuais, um agente pode executar tarefas e perseguir objetivos até concluir uma meta dentro de limites definidos, como integrar sistemas ou gerar relatórios automaticamente. Na prática, isso amplia as possibilidades de automação, mas também eleva a exigência por governança, já que a IA deixa de apenas sugerir e passa a atuar na execução. 

 

A Evolução da IA na TI da Unimed PR

 


 

Na Unimed PR, a implementação da IA não é somente sobre "usar a ferramenta", mas sobre evoluir com cautela e estratégia.

Nossa jornada na área de TI foca em:

  • Células de Inovação em IA: estamos estruturando células dedicadas para aplicar IA em todo o ciclo de vida de TI, desde a concepção de novos projetos até a sustentação de sistemas;
  • Eficiência em Testes e QA: utilização de IA para auxiliar em testes funcionais, identificando cenários de erro com maior rapidez e garantindo a qualidade das entregas;
  • Abordagem consciente: cada nova ferramenta passa por uma validação técnica rigorosa antes de ser integrada, garantindo que a inovação não comprometa a estabilidade de nossos serviços.

Para que essa evolução ocorra com segurança, dois pilares sustentam o uso responsável:

  1. Segurança da Informação 

A adoção de soluções baseadas em inteligência artificial também exige atenção aos riscos relacionados à segurança da informação. Nesse contexto, este pilar reúne práticas e mecanismos voltados à proteção da infraestrutura, dos dados corporativos e das informações sensíveis, buscando reduzir vulnerabilidades e garantir maior controle sobre o uso das tecnologias de IA.

  • Ferramentas homologadas: uso restrito de plataformas que garantem que os dados inseridos não sejam utilizados para treinar modelos públicos;
  • Controle de acesso: controle de quem pode as ferramentas de IA, garantindo a integridade dos perímetros tecnológicos;
  • Prevenção de vazamentos: monitoramento para evitar que segredos comerciais ou códigos-fonte proprietários saiam do ambiente controlado.

     2. Governança de Dados 

Este pilar reúne diretrizes voltadas à gestão, qualidade e proteção das informações utilizadas pelos sistemas de inteligência artificial, com foco na confiabilidade dos dados, na rastreabilidade dos processos e na conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A proposta é garantir que o uso da IA ocorra de forma ética, segura e alinhada às políticas institucionais da Unimed Paraná.

  • Qualidade e linhagem: garantir que a IA seja alimentada com dados "limpos" e verídicos para evitar respostas enviesadas ou incorretas;
  • Anonimização obrigatória: garantir que os dados de beneficiários, pacientes ou colaboradores sejam descaracterizados antes de qualquer análise automatizada;
  • Responsabilidade humana: estabelecer políticas claras de que a IA apoia a decisão, mas a responsabilidade final pelo dado e pela ação permanece com o profissional humano.

 

Principais Riscos da IA — Fique Atento!

 

 

Mesmo com controles, é necessário manter atenção aos riscos inerentes à tecnologia. Entre os principais pontos de alerta estão as alucinações (respostas plausíveis, porém tecnicamente incorretas), o vazamento de dados por uso indevido, vieses decorrentes de dados e modelos e a dependência excessiva, quando o senso crítico é substituído por confiança automática, ampliando a probabilidade de erros operacionais. Por isso, a diretriz prática permanece válida: a IA deve atuar como apoio e a validação humana é indispensável. 

O horizonte de curto prazo indica maior integração de IA às ferramentas corporativas, automação de processos completos e evolução dos agentes, com impacto direto na produtividade. Esse cenário tende a reduzir tarefas repetitivas e ampliar o foco em análise e tomada de decisão, ao mesmo tempo em que aumenta a necessidade de habilidades digitais. 

Sendo assim, a Inteligência Artificial na área de Tecnologia da Unimed Paraná é uma jornada conduzida com responsabilidade e estratégia, orientada por segurança, governança e conformidade. A tecnologia amplia possibilidades e produtividade, mas requer uso consciente e validação constante. Na Unimed Paraná, a evolução com IA segue alinhada à proteção de dados e à confiança das pessoas, fundamentos permanentes para inovar com segurança.


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