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Os impactos do novo coronavírus em gestantes

        17 de abril, 2020

O novo coronavírus (COVID-19) é uma pandemia que está causando pânico no mundo todo. Com o medo crescente, é compreensível que as mulheres grávidas ou lactantes fiquem preocupadas.

Diante desse cenário, a FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) publicou orientações para as gestantes, explicando os riscos em relação ao vírus e como elas devem se proteger.

A seguir, listamos as principais dúvidas esclarecidas pela publicação:

 

Grávidas têm maior probabilidade de pegar o novo coronavírus?

Os dados disponíveis sobre o impacto do vírus ainda são limitados, mas para os médicos, as mulheres grávidas não parecem ser mais suscetíveis às consequências do coronavírus do que a população em geral.

O grupo de maior risco de morbimortalidade para o coronavírus continua sendo o grupo de pacientes idosos e ou com comorbidades. Contudo, apesar das gestantes não configurarem no grupo de maior risco, elas devem redobrar os cuidados para evitar contaminação, pois seu adoecimento grave, como qualquer doença sistêmica importante, pode comprometer a saúde fetal, inquino os riscos associados ao parto prematuro.

 

O vírus pode ser passado da mãe para o bebê?

Não há evidências de que o vírus possa ser passado para o bebê durante a gravidez. As informações em relação à gestação e COVID 19 ainda são limitadas e teremos mais esclarecimentos à medida que identificarmos as consequências da epidemia. Não há ainda dados de recém-nascidos com mães que tiveram a doença no primeiro e segundo trimestre, contudo, até o presente momento não se identificou aumento das taxas de abortamentos ou malformações visíveis ao ultrassom durante o pré-natal.

 

É seguro amamentar, mesmo que a mãe tenha sintomas do vírus?

Até o presente momento não existe evidência suficiente para definir com clareza a segurança da amamentação, assim como o impacto da separação do binômio mãe-filho. As recomendações variam de acordo com o quadro clínico da gestante. Deve-se destacar que, para muitos recém-nascidos, a amamentação é a única fonte de alimento, e, portanto, sua suspensão poderia fragilizar o recém-nascido e deixá-lo ainda mais susceptível a infecção pelo COVID-19.

Nas pacientes com doença grave, parece razoável suspender a amamentação, mantendo-se, entretanto, todas as medidas para manter a lactação. Por outro lado, nos casos mais leves a amamentação poderá ser permitida, desde que cuidados de higiene de mãos e uso de máscara sejam adotados. Em geral, recomenda-se manter a amamentação.

 

Como as mulheres grávidas podem se proteger do coronavírus?

O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o novo coronavírus. Entre as medidas estão:

Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 30 segundos ou usar álcool em gel 70% (quando não for possível lavar as mãos)

Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas

Evitar contato próximo com pessoas doentes ou com suspeita de infecção pela COVID-19. O isolamento social, ou seja, manter-se em casa sem contato com outras pessoas parece ser a melhor estratégia para tentar quebrar a cadeia de transmissão do vírus

Etiqueta de tosse: cobrir a boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo, para evitar que gotículas contaminadas de salivas atinjam outras pessoas ou atinjam grandes distâncias

Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência

Utilizar máscaras

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