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Feliz ano novo, adeus ano velho!

Neste artigo, o Dr. Henrique de Menezes Truppel da Unimed Paranaguá fala um pouco sobre o Janeiro Branco e a importância de cuidarmos da nossa saúde mental e emocional.
Texto: Comunicação e Marketing — Unimed Paranaguá
        26 de janeiro, 2022

Mais um janeiro vai passando e com isso planos e promessas de que tudo será diferente ficam no caminho. Começamos a ignorar problemas e sentimentos que nos causam desconforto e vamos seguindo nossas vidas até onde conseguirmos.

Talvez essa frase não faça sentido para você, mas para muitas pessoas ela faz todo o sentido. De fato, é sobre isso que o janeiro branco é: olharmos para a nossa saúde mental antes que ela deteriore, ou caso isso ja tenha ocorrido, procurar ajuda para melhorar.

O mês janeiro e a cor branca não foram escolhidos por acaso. Em nossa cultura vemos janeiro como um mês de renovação, de fazer tudo diferente, então que mês melhor para olharmos para dentro de nós? O branco remete a uma folha em branco, o começo da jornada, que só você pode decidir qual caminho irá seguir, seja ele repetindo o passado, ou reescrevendo o seu futuro. Em uma folha branca você é o senhor de seu próprio destino.

Muitas vezes dar esse primeiro passo para a mudança, não é fácil para quem tem um transtorno mental, seja pela falta de conhecimento de que existe tratamento, por vergonha e até por acreditar que tudo o que está sentindo, é comum para todas as pessoas; para se ter uma idéia, acredita-se que apenas um terço das pessoas que tem algum transtorno mental procura ajuda.

Esses números podem parecer uma coisa distante da realidade de nossas vidas. Vamos usar Paranaguá como exemplo: o município tem um pouco mais de 150 mil habitantes e conforme a OMS (Organização Mundial da Saúde), 10% da população tem algum transtorno mental, então só em Paranaguá são 15 mil pessoas e desses 10 mil estão em sofrimento sem procurar nenhuma ajuda.

Quando olhamos estas 150 mil pessoas ao longo de suas vidas, esses números ficam bem maiores, sobem para mais de 30%, isso quer dizer que 45 mil pessoas de nossa cidade vão apresentar um sofrimento psíquico suficientemente intenso a ponto de causar impacto em sua vida, entre o seu nascimento e sua morte. E cada número aqui é uma pessoa. Os transtornos mentais não discriminam ninguém, por isso, que é tão importante olharmos para dentro de nós e nos darmos o direito de fazer uma pergunta tão simples, quanto: eu estou bem?

Tomara que a resposta seja sim. Mas para aqueles que sentiram que não estão bem, não esperem isso ficar insuportável, procurem ajuda o quanto antes e com isso se permita preencher nessa tela branca que é janeiro, um ano melhor.



 

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