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Voltar Ortopedista da Unimed Piracicaba realiza cirurgias na África
O médico ortopedista cooperado exclusivo da Unimed Piracicaba, Dr. Paulo Humberto Remondi, esteve em Angola, na África, para 12 cirurgias de escoliose em crianças, no complexo hospitalar Pedro Maria Tonha Pedalé, na capital Luanda. Além da assistência aos pacientes, o especialista contribuiu para a formação técnica de profissionais locais, com o objetivo de ampliar a capacidade de atendimento a pessoas com deformidades da coluna vertebral no país.
A atuação do médico levou a Angola uma expertise desenvolvida e aprimorada ao longo de sua trajetória profissional, incluindo a experiência adquirida no Hospital Unimed Piracicaba, onde atua em sua especialidade. O conhecimento técnico em cirurgias de escoliose e a familiaridade com implantes ortopédicos foram diferenciais para sua indicação ao trabalho, que reuniu atendimento especializado e compartilhamento de conhecimento.
A iniciativa respondeu a uma necessidade da estrutura de saúde angolana, que vem recebendo investimentos em infraestrutura hospitalar, mas ainda não contava com cirurgiões locais capacitados para realizar esse tipo de procedimento. Além do atendimento direto às crianças, o trabalho buscou preparar os profissionais do país para que possam, futuramente, realizar essas cirurgias com maior autonomia.
A participação de Remondi foi viabilizada graças à sua experiência e técnicas utilizados nas cirurgias de escoliose. A preparação começou aproximadamente seis meses antes da viagem, período em que foram realizadas videochamadas para discussão dos casos, avaliação da gravidade das deformidades e definição das indicações cirúrgicas.
“É um trabalho que envolve duas frentes muito importantes: a assistência às crianças que precisam dessas cirurgias e a formação dos profissionais. Estamos falando de procedimentos complexos, que exigem conhecimento técnico, planejamento e experiência. Nosso objetivo foi contribuir para que essas crianças tivessem acesso ao tratamento e, ao mesmo tempo, compartilhar conhecimento para que os cirurgiões angolanos pudessem começar a realizar essas cirurgias de alta complexidade”, explicou o especialista.
Os 12 procedimentos foram realizados com materiais, implantes e instrumentos produzidos pela indústria brasileira, incorporados à estrutura de atendimento local. Durante sua permanência no hospital, o ortopedista também compartilhou conhecimentos com a equipe, abordando o planejamento cirúrgico, as técnicas empregadas e os cuidados necessários em cirurgias dessa complexidade.
Para ele, a formação técnica é uma etapa fundamental para ampliar a capacidade de atendimento em Angola e favorecer a continuidade do tratamento de pacientes com deformidades da coluna vertebral.
“Mais do que realizar as cirurgias, foi importante transmitir esse conhecimento de maneira humanista, com respeito aos pacientes, às equipes e à realidade de cada lugar. Estive lá para cuidar das crianças, mas também para compartilhar aquilo que aprendi ao longo da minha trajetória profissional. Poder contribuir para que esse atendimento se desenvolva em Angola foi uma experiência de grande responsabilidade”, finalizou.
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