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Não convencionais, mas muito populares: conheça as PANCs

Não convencionais, mas muito populares: conheça as PANCs

As plantas alimentícias não convencionais são comestíveis, fáceis de encontrar e supernutritivas

Não convencionais, mas muito populares: conheça as PANCs

3 Setembro 2021

O mundo das PANCs – plantas alimentícias não convencionais – ainda é novidade para muitos de nós, mas essas plantas já são velhas conhecidas de uma grande parcela da população. Elas já fazem parte da cultura alimentar do Brasil há muitas gerações e estão, muitas vezes, presentes em culinárias tradicionais, sendo perpetuadas por comunidades locais.

A própria natureza das PANCs tem um papel importante aqui: além de serem plantas de crescimento espontâneo e com alta resistência a doenças e pragas, elas também são fontes incríveis de nutrientes, se destacando em termos de proteínas e vitaminas. Ou seja, além de serem fáceis de achar, também fazem bem para a saúde!

Desde 2006, por iniciativa da Embrapa, há um trabalho de resgate, multiplicação e preservação dessas espécies. E mantê-las em crescente acesso é fácil: o cultivo das PANCs é tão simples que muitas vezes elas levam a fama de erva daninha, pela facilidade com que crescem e se adaptam aos ambientes.

Quem sabe você até já tenha uma, crescendo ao lado de outra planta no seu jardim ou em um vaso! Quer saber como identificá-las? Continue a leitura:

 

Conheça algumas espécies

Onde encontrar PANCs

 

Conheça algumas espécies

A melhor forma de consumir PANCs com segurança é conhecendo o máximo possível sobre elas. Aprender sobre como identificar as espécies, não apenas sobre seus benefícios, mas também suas características físicas, te ajudará a fazer escolhas seguras.

Algumas PANCs já são mais populares e fáceis de encontrar do que outras, como a ora-pro-nóbis. Seja em calçadas, mercados municipais e até em alguns supermercados, essa PANC que cresce em arbustos espinhosos e é usada até como cerca viva, também é uma fonte riquíssima de ferro e é uma favorita das dietas vegetarianas, com 2 g de proteína a cada 100 g de folhas.

Outra PANC consumida por todo o Brasil de formas diferentes é a taioba, que tem destaque na culinária mineira, sendo usada muitas vezes em receitas como alternativa à couve. Apesar de ser uma planta versátil, usada em tortas, sopas, refogados e purês, é preciso se atentar ao fato de que ela deve ser sempre cozida antes do consumo.

As folhas da taioba podem ser confundidas com a folha do inhame e com as de outras plantas não comestíveis da mesma família, mas podem ser diferenciadas pela posição do talo em relação à folha, pela coloração e pela largura das folhas. Ao comprar mudas ou folhas, dê preferência a mercados públicos ou a produtores de sua confiança.

 

Outras duas PANCs muito populares são o peixinho e o hibisco.

O peixinho ganhou esse nome no Vale do Paraíba, pelo preparo e formato semelhante ao do peixe lambari na região, e, como o nome, a receita foi difundida pelo resto do Brasil: assado ou empanado e frito para o consumo – como o lambari. Há quem diga ainda que o preparo ressalta os óleos vegetais naturais da planta e traz um sabor que lembra muito o de peixe.

 

Já o hibisco ou vinagreira, é uma planta da família do quiabo, comumente confundida com outra espécie de hibisco mais difundida no Brasil: o Hibiscus rosa-sinensis, aquele mais ornamental, encontrado em pequenas árvores e em calçadas. O gênero Hibiscus engloba mais de 300 espécies de plantas com flores e o hibisco classificado como PANC é o Hibiscus sabdariffa. Seus frutos são utilizados no preparo de doces, chás, sucos e geleias e no prato típico do Maranhão, arroz de cuxá, enquanto as sementes maduras são torradas e moídas e usadas na fabricação de pães.

 

Onde encontrar PANCs

Você sabia que o dente-de-leão aquela florzinha branca que você já deve ter brincado de assoprar, também é uma PANC? Esse é um bom exemplo para entendermos a facilidade de propagação dessas plantas. Quem nunca topou com um dente-de-leão numa calçada ou em algum lugar que pareceu inusitado?

 

Ao mesmo tempo que essa característica é um facilitador para quem se interessa em plantar em casa, o ideal para o consumo é que exista um cuidado no cultivo dessas plantas. Adquirir mudas de lugares seguros e com profissionais bem-informados é a melhor forma de garantir que você tem a espécie certa da planta e em sua melhor forma: com todos os nutrientes disponíveis para você.

Mercados municipais e feiras livres são bons locais para encontrar essas e outras PANCs, além de proporcionarem oportunidades de conversar com fornecedores que podem te ajudar a conhecer mais sobre as características de cada planta.

As PANCs se destacam pelo valor nutricional e pela facilidade do cultivo em casa, ou seja, por serem extremamente acessíveis. Vamos rever as principais até aqui?

  • Ora-pro-nóbis: nasce em um arbusto espinhoso e come-se as folhas cozidas ou refogadas
  • Taioba: muito semelhante ao pé de inhame, come-se folhas, talos e rizoma (raiz) sempre cozidos
  • Peixinho: as folhas fritas ou assadas são uma opção de aperitivo supersaudável
  • Hibisco: os frutos são utilizados no preparo de doces, geleias e chás e usa-se as sementes secas e torradas em pães
  • Dente-de-leão: as folhas podem ser consumidas cozidas ou cruas, em refogados ou saladas, e têm um gosto amargo como o almeirão. As flores são usadas em licores e geleias, e a raíz é usada no preparo de chás. É uma planta muito estudada por suas propriedades fitoterápicas

São muitas opções novas e saudáveis para incluir na rotina alimentar! Você já sabe por onde quer começar?

 

Fontes: EMBRAPA

Texto: Agência Babushka | Edição e Revisão: Unimed do Brasil

Revisão técnica: equipe médica da Unimed do Brasil


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