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Crianças e animais de estimação

Crianças e animais de estimação

Da companhia em casa até o apoio em alguns tratamentos, a presença dos pets pode contribuir para o desenvolvimento dos pequenos; atenção aos cuidados

Crianças e animais de estimação

7 Dezembro 2018

Você chega em casa estressado após um dia exaustivo. Abre a porta e é recepcionado por um pequeno ser eufórico, que o recebe com a alegria de quem passou tempo demais sem vê-lo e, entre lambidas e latidos empolgados, renova sua energia com uma expressão de carinho contagiante.

Seja um cachorro, um gato ou uma tartaruga, um animal de estimação pode influenciar positivamente no ambiente doméstico e sua companhia inclusive pode ter efeitos terapêuticos. E isso vale para adultos e crianças.

 

Boa companhia

A Sociedade Brasileira de Pediatria concorda que a convivência com os pets pode contribuir para o desenvolvimento das crianças. Os estímulos no cérebro influenciam na formação de conexões neurológicas e as habilidades motoras também são aperfeiçoadas.

Os benefícios ainda englobam aspectos emocionais e educativos. Pesquisas sugerem que a interação com animais de estimação pode reduzir os níveis de cortisol, o chamado “hormônio do estresse”, diminuindo as respostas de ansiedade e estresse devido à liberação de oxitocina.

 

 

Benefícios para as crianças

  • Melhora as habilidades motoras

  • Ajuda na redução da ansiedade

  • Contribui para o alívio do estresse

  • Ajuda a elevar a autoestima

  • Estimula a interação social

  • Melhora a capacidade afetiva

  • Contribui para o aprendizado sobre responsabilidade e respeito

 

 

Pet terapeuta

O bem-estar que a convivência com animais de estimação pode proporcionar vai além do ambiente doméstico e invade hospitais e instituições assistenciais. Os pets têm sido grandes aliados em tratamentos terapêuticos, repercutindo no bem-estar físico, mental e emocional de pacientes.

Essa interação é intitulada Terapia Assistida por Animais (TAA). Mas as intervenções também podem ter fins motivacionais, recreativos ou educativos, direcionando-se, assim, para cada objetivo e faixa etária.

A interação com um cachorro, por exemplo, pode reduzir significativamente a dor, a ansiedade e a fadiga em pacientes que enfrentam tratamento contra o câncer. Outro exemplo, a equoterapia, que promove atividades com cavalos, auxilia na reabilitação de crianças com disfunções motoras. Pesquisas também associaram o convívio de crianças autistas com animais à melhora de suas habilidades sociais.

 

 

Como escolher um animal de estimação?

Na hora de decidir adotar um pet, é importante que a família leve em consideração alguns fatores:

Adequação ao seu lar e estilo de vida

Se você mora em um apartamento e passa muito tempo fora, pode não ser uma boa ideia adotar um cachorro de grande porte, que precisa de espaço e da sua disponibilidade para passear com frequência. Gatos, por exemplo, podem se adequar melhor a esse perfil.

Atenção à personalidade do animal

Considerando a interação com crianças, é importante que o pet seja dócil e afetivo.

Limitações

Se a criança tem alergias, o ideal é consultar um médico para avaliar se ela pode ou não adotar cães ou gatos, por exemplo. Se houver essa limitação, a família também pode optar por espécies que não causem reação alérgica, como peixes e tartarugas.

Consciência sobre as responsabilidades

Adotar um animal implica cuidados de alimentação, higiene, saúde, segurança e bem-estar do pet e da família.

Crianças orientadas

É fundamental orientar os pequenos em relação a como agir com os pets, sendo cuidadosos e amorosos com os animais, colaborando com os cuidados. Especialmente para as crianças menores, a interação com os animais deve ser supervisionada.


Texto: Thaís Guimarães de Lima / Design: Alex Mendes

Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria, ONG Patas Therapeutas, Mayo Clinic, Better Health e Medical News Today

Conteúdo aprovado pelo responsável técnico-científico do Portal Unimed.


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