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Exagero ou compulsividade?

Exagero ou compulsividade?

Entenda a diferença entre o comer exagerado e a compulsividade e quando é necessário buscar ajuda de um profissional de saúde

Exagero ou compulsividade?

15 Agosto 2018

 

“Comi demais! ”. Provavelmente, você já fez esse comentário alguma vez ou já ouviu a expressão de algum amigo ou familiar. Talvez você só tenha exagerado após passar alguns dias fazendo uma dieta mais rígida ou pode não ter resistido àquele bolo de chocolate que tanto gosta. Porém se o ato de comer exageradamente gera vergonha, culpa, faz você fazer inúmeras promessas para parar de comer desse modo, come sem sentir fome, sente falta de controle em relação a sua alimentação, e tudo isso lhe causa ansiedade e angustia pode ser sinal de Transtorno Alimentar Compulsivo.

Algumas doenças, situações e emoções, como ansiedade e depressão, podem causar um distúrbio químico e um desequilíbrio nos mecanismos de fome e saciedade, impactando um “sensor” localizado no cérebro. Uma das saídas que as pessoas encontram para aliviar essas sensações desagradáveis é comer.

Os sintomas do comer compulsivo podem incluir:

Quem sofre de compulsão alimentar tenta resolver o problema realizando exercícios excessivos, provocando vômitos ou fazendo uso de medicamentos. A compulsão gera vontade de fazer dietas, mas é esse mesmo ato que muitas vezes leva a pessoa a comer ainda mais.

O Transtorno Alimentar Compulsivo pode persistir por anos se não for tratado. Por isso, a ajuda de um profissional de saúde é um passo importante para o tratamento adequado. O recurso terapêutico adotado vai variar de pessoa para pessoa e pode incluir acompanhamento psicológico e medicamentos.

 

PREVENÇÃO

A medicina ainda não descobriu se existe uma causa específica para o problema, mas, o que se sabe, é que genética, fatores biológicos, dietas de longo prazo, problemas psicológicos, transtornos alimentares como a bulimia nervosa, depressão e transtornos de ansiedade aumentam o risco.

O Transtorno Alimentar Compulsivo é mais comum em mulheres e pode surgir ao final da adolescência. Algumas medidas podem ajudar na prevenção deste e de outros transtornos alimentares:

  • Os hábitos alimentares das famílias podem influenciar na relação que as crianças desenvolvem com os alimentos. Aproveite o momento da refeição para falar sobre as armadilhas das dietas e incentive uma alimentação equilibrada
  • Cultive e reforce uma imagem corporal saudável do seu filho, independentemente de forma ou tamanho. Também evite criticar seu próprio corpo na frente da criança ou adolescentes
  • Mensagens de aceitação e respeito colaboraram na construção da autoestima. Utilize-as como recurso para ajudar na aceitação do corpo, seja o seu ou do seu filho
  • Ao observar qualquer sinal de compulsividade em relação à alimentação em casa ou com amigos, converse e estimule-o a buscar ajuda médica

 

 


Texto: Jailde Barreto / Design: Alex Mendes e Gustavo Deip

Fonte: Mayo Clinic e Hospital Albert Einstein

Conteúdo aprovado pelo responsável técnico-científico do Portal Unimed.


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