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Quais os riscos do uso indiscriminado de anti-inflamatórios

Quais os riscos do uso indiscriminado de anti-inflamatórios

Quais os riscos do uso indiscriminado de anti-inflamatórios

15 Março 2019

É sabido que a dor é o principal sinal de alerta de que algo não vai bem no corpo. Os especialistas alertam que, ao invés de fazer uso de medicamentos para controlá-la, o melhor é buscar ajuda médica para identificar a causa do problema.
Sentir dor nas articulações, por exemplo no joelho, é algo bastante desagradável e que, em muitos casos, pode até mesmo prejudicar as atividades diárias. Em busca de uma solução rápida, muitas pessoas acabam recorrendo aos anti-inflamatórios. Porém, o uso indiscriminado desses medicamentos, especialmente quando feito sem acompanhamento médico e por períodos prolongados, pode trazer sérios riscos para a saúde, como reações de hipersensibilidade, dependência, sangramento digestivo, doenças cardiovasculares e agravamento do quadro de hipertensão. Nos rins, as complicações podem comprometer sua função, resultando em insuficiência renal. Alguns anti-inflamatórios também podem causar coágulos e agravar doenças cardíacas, levando inclusive ao aumento do risco de infarto. Embora sejam menos frequentes, podem ocorrer alterações na pele, como urticária, complicações hepáticas, pulmonares e hematológicas. Além disso, o alívio momentâneo dos sintomas pode encobrir a doença de base que passa despercebida, podendo, assim, progredir e piorar os sintomas das doenças não diagnosticadas.

Os anti-inflamatórios mais utilizados são aqueles ditos “não-esteroidais” (Ex.: Voltaren, Cataflan, Nimesulida, Meloxican, Tilatil, entre outros), conhecidos também como não hormonais, ou seja, que não são derivados da cortisona.

O risco de efeitos adversos aumenta proporcionalmente ao tempo de uso e à dosagem, por isso, é fundamental que você siga à risca as recomendações do seu médico.

Apesar desses relevantes efeitos colaterais, os anti-inflamatórios são recursos terapêuticos que revolucionaram o tratamento de problemas musculares e ósseos, especialmente aqueles agudos e/ou decorrentes de um evento traumático. Eles podem ser usados ainda no tratamento de dores de cabeça, dores pós-cirúrgicas, cólicas menstruais e outras dores abdominais. O segredo para seu uso benéfico é a orientação médica, que permite uma prescrição segura e individualizada.

A principal recomendação é não se automedicar e, ao sentir dor, procurar auxílio de um médico, para que ele identifique a causa e, com base no diagnóstico correto, possa indicar o tratamento mais adequado.


Bárbara Barbosa Alves Soares – Enfermeira Programa Viver Bem/ Unimed Barbacena

Fonte: https://drauziovarella.uol.com.br/geral/anti-inflamatorio/ Arquivos Programa Viver Bem Gerenciamento de Casos Especiais/ Unimed Barbacena.