Reações Vacinais

Reações Vacinais

20 Junho 2017

As vacinas estão entre os produtos de maior segurança de uso, passam por um longo processo de estudos e testes até serem liberadas para administração na população, mas eventos adversos podem ocorrer, até mesmo os mais graves e apresentam-se através de manifestações locais, febre e reações de hipersensibilidade. As manifestações locais podem ocorrer após a aplicação de qualquer vacina e incluem: dor, devido à irritação das terminações nervosas locais; vermelhidão, devido à dilatação dos vasos para favorecer a absorção da vacina; e coceira e pápulas, que são consequências da liberação de substancias vasoativas, como a histamina e a serotonina. Uma outra manifestação local, denominada abcesso, tem sua ocorrência geralmente associada à contaminação no local de aplicação da vacina e erros na técnica de aplicação. Outro evento, após a administração de uma vacina, é a febre, quando a temperatura axilar apresenta-se acima de 37,5°C, podendo ser uma resposta do organismo à administração de antígenos, que produzirá reação inflamatória, elevará a temperatura corporal e promoverá a resposta imunológica. Mas, a febre também pode ser secundária à processos inflamatórios inespecíficos, como os abcessos, ou relacionada a administração de substâncias contaminantes. Atenção especial quando a febre for alta (=39,0°C) ou fugir do padrão esperado para o tipo de vacina aplicada. Quanto às reações de hipersensibilidade, atentar-se para as reações do tipo imediata, também chamadas de anafilaxia, quando acontecem após a vacinação, geralmente estão associadas a: reações ao ovo de galinha (componente utilizado nas vacinas contra febre amarela e influenza); reação à gelatina (utilizada como estabilizante em algumas vacinas, como a tríplice viral); reação a alguns antibióticos contidos em algumas vacinas e / ou reação a algum componente do próprio imunógeno. A reação anafilática é generalizada e aguda, compromete vários sistemas e apresenta as seguintes manifestações: dermatológicas (coceira, inchaço, vermelhidão); cardiocirculatórias (hipotensão, arritmias, choque), respiratórias (edema de laringe, tosse, dificuldade respiratória) e gastrointestinais (náusea, vômitos e diarreia), entre outras. O choque anafilático ocorre geralmente na primeira meia hora até 2 horas após a aplicação de vacinas, soros ou medicamentos, sendo raramente associado com as vacinas. Diante do aparecimento de eventos adversos, seguem as orientações: para as manifestações locais, usar compressas frias nas primeiras 24h-48h após a aplicação, analgésico de costume, se necessário, seguindo prescrição médica. Casos apresentando abscessos devem ser submetidos à avaliação médica, para a escolha da conduta apropriada. Manifestações locais não são contraindicações para doses subsequentes. Para febre, o ideal é manter a pessoa em repouso, ambiente ventilado, oferecer água e líquidos apropriados (leite materno e terapia de reidratação oral) e considerar o uso de antitérmico, de acordo com a prescrição médica. A febre também não é contraindicação para doses subsequentes. As reações anafiláticas requerem contato com o serviço de urgência e é contraindicação para doses posteriores. As reações alérgicas menos graves podem ser tratadas através de medicamentos, de acordo com avaliação e prescrição médica e, as doses subsequentes, devem ser aplicadas com precaução e de preferência em ambiente hospitalar.

 

Fonte:

Fonte: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_pos-vacinacao.pdf

(Acesso em 08/06/2017)