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Pandemia

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Tão Perto e Tão Distante

Pandemia

Tão Perto e Tão Distante

1º Setembro 2020

Vivemos dias muito diferentes daqueles que planejamos. A cada momento somos desafiados a nos reinventar e criar alternativas para mantermos valores que nos são importantes ou coragem para abandonar velhos hábitos.

Nesse novo cenário, o que não queremos (e não podemos) perder é a essência do ser humano e sua característica de aprendizado e força baseados na união. A Unimed tem isso em seu DNA – é uma cooperativa – e esses elementos são os pilares do nosso “jeito de cuidar”.

Mais que um discurso, esse “jeito de cuidar” tem se manifestado de variadas formas durante a Pandemia. Quer seja no atendimento aos pacientes internados com a Covid-19, no acolhimentos aos suspeitos de terem contraído a doença ou ainda na atenção ao grupo social que cerca esses indivíduos.

De tantas histórias, uma nos chamou a atenção e tivemos autorização para divulga-la. Conta a realidade do casal Gobbo, proveniente de Avaré. Eduardo, de 77 anos, e Maria de Jesus, de 73 anos, são casados há mais de 50 anos. Construíram uma grande família e sempre estiveram juntos um do outro, na alegria e na tristeza; na saúde e na doença ...

No final de julho, os dois deram entrada no Hospital Unimed Botucatu com sintomas gripais. A suspeita de COVID se confirmou dias depois e o casal permaneceu internado para acompanhamento dos sintomas. A doença na faixa etária deles requer muitos cuidados. Como manda o protocolo, os pacientes permaneceram isolados.

A equipe multidisciplinar que acompanha os pacientes no complexo hospitalar da Unimed Botucatu, no entanto, percebeu que mais do que os próprios sintomas da doença, o que mais afetava o casal era justamente o fato de estarem separados. “D. Maria perguntava demais sobre o seu Eduardo. Estava mais preocupada com ele do que com a própria saúde. Procurávamos tranquiliza-la, mas a situação a inquietava muito.”, conta enfermeira que chefia a equipe responsável pela paciente na internação.

Os profissionais então tiveram a ideia de realizar uma vídeo chamada entre os dois, internados a poucos metros de distância, mas separados pelas circunstância. “Providenciamos tabletes, auxiliamos os pacientes para a chamada e deixamos que pudessem se conversar. Foi incrível, como se o fato de saber que o outro estava bem se refletisse na própria existência de cada um deles”.

O casal permaneceu internado e recebeu alta. Eduardo e Maria de Jesus passam bem e já estão junto à família e os colaboradores da Unimed Botucatu ratificaram a descoberta de um antidoto eficaz – não para a COVID – mas para o coração: o amor!

Fim ...


SOLANGE SERAFIM

Fonte: Assessoria de Comunicação Unimed Botucatu