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Equipe se reúne semanalmente pelos “Cuidados Paliativos”

Equipe se reúne semanalmente pelos “Cuidados Paliativos”

Equipe se reúne semanalmente pelos “Cuidados Paliativos”

13 Março 2018

Formada por representantes dos setores de Enfermagem, Farmácia Hospitalar, Medicina Preventiva, Atendo, Psicologia, Centro de Controle de Infecções Hospitalares e Superintendência Hospitalar, a equipe multidisciplinar responsável pela implantação do serviço de cuidados paliativos vem se reunindo semanalmente para avaliar e adequar à realidade do HUC, o manual da Agência Nacional de Cuidados Paliativos.

Confira os resumos dos últimos encontros:

Reunião dia 05 de março - Tendo sido abordados os capítulos "Modalidades de atuação e modelos de assistência" e "Organização de serviços de Cuidados Paliativos", foi definido que o Hospital Unimed Campos contará com um Grupo Consultor em Cuidados Paliativos, tendo uma Equipe Itinerante que atenderá ao paciente e seus familiares/cuidadores, juntamente com a equipe de assistência. Não contaremos com leitos específicos de Cuidados Paliativos, podendo o paciente ser assistido independente do setor onde esteja internado, contribuindo, portanto, para a rápida disseminação da cultura de cuidados paliativos e interação de todos os profissionais de saúde do Hospital Unimed Campos.

A equipe de Cuidados Paliativos Itinerante, que está sendo formada, terá como princípios de atuação:

  • Reconhecimento e alívio da dor e de outros sintomas, qualquer que seja sua causa e natureza;
  • Reconhecimento e alívio do sofrimento psicossocial e existencial, incluindo o cuidado apropriado para familiares ou círculo de pessoas próximas ao doente;
  • Comunicação sensível e empática entre profissionais, pacientes, parentes e colegas;
  • Respeito à verdade e honestidade em todas as questões que envolvem pacientes, familiares e profissionais;
  • Atuação sempre em equipe multiprofissional, em caráter interdisciplinar.

Portanto, é imprescindível que toda equipe hospitalar busque se informar sobre os Cuidados Paliativos, a fim de auxiliar na disseminação desta Cultura e prestar uma assistência integral ao paciente.

 

Reunião dia 12 -  O capítulo estudado "Classificação, fisiopatologia e avaliação da dor", relata as várias classificações da dor, tratando a mesma como uma experiência única e individual, modificada pelo conhecimento prévio de um dano que pode ser existente ou presumido, portanto, dor é o que o paciente refere e descreve.

Para avaliação e controle adequado da dor é preciso realizar o que se resume em "EEMMA" - Evolução, Explicação da causa, Manejo terapêutico, Monitorização do tratamento e Atenção aos detalhes.

Os Cuidados Paliativos reconhecem a "dor total", pois compreende a necessidade de investigar e avaliar com igual importância as dores física, mental, social e espiritual.

Para avaliação da dor, deve ser realizada descrição detalhada da mesma, além de aplicação de escala visual analógica (EVA) para que o paciente possa relatar intensidade da dor, devendo haver registro não apenas no momento da dor, mas também quando a mesma é aliviada ou exacerbada, por isso é importante que o próprio paciente e seus familiares saibam utilizar as escalas, a fim de realizar o registro da intensidade da dor.

Exames para avaliação da dor:

•          Físico tradicional - deve ser amplo no sentido de abordar todas as causas potenciais de dor, e detalhado a ponto de identificar peculiaridades;

•          Provocativo de dor - feito no final da avaliação, relacionando queixas, fatores de melhora e piora da dor, além de achados clínicos;

•          Funcional - avalia a capacidade de os pacientes realizarem tarefas diárias (higiene, alimentação, etc), auxiliando na detecção de impacto e evolução funcional da doença, sendo elemento importante na tomada de decisões, na previsão de prognóstico e no diagnóstico de terminalidade.

•          Imagem e neurofisiológico - realizados a partir de critério médico, auxiliando na avaliação e diagnóstico precoces.

— Estamos a cada semana abordando um capítulo e após a discussões sobre os temas, vamos elaborando um manual próprio —  comentou a assistente social da Unimed Campos, Luiza Fernandes. 


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