Voltar

Covid-19: Número de positivados tem queda importante em Curitiba, mas cuidados devem continuar

Covid-19: Número de positivados tem queda importante em Curitiba, mas cuidados devem continuar

Covid-19: Número de positivados tem queda importante em Curitiba, mas cuidados devem continuar

23 Abril 2021

Os índices de transmissão do coronavírus no Paraná e em Curitiba têm dado sinais de queda. Os dados foram apresentados na reunião mais recente do Centro de Controle Estadual Covid-19, realizado na segunda-feira (19), via plataforma Teams.

A colaboradora do Núcleo de Inteligência e Informações em Saúde (NIIS), Jéssica Fernandes de Macedo, apresentou os dados a nível nacional, estadual e municipal dos casos positivos registrados, bem como as internações e óbitos acumulados nas duas últimas semanas epidemiológicas. O reflexo das medidas restritivas adotadas recentemente tem aparecido nos números que, nos últimos registros, demonstram sinais de queda importantes no estado do Paraná e em Curitiba – principalmente quando observamos os casos confirmados. Em Curitiba, em relação aos positivados, a média móvel dos sete dias anteriores à reunião caiu 16,5%.

Além disso, o Rt – que aponta o índice de transmissão da doença – está abaixo de 0,90 na capital, o que significa que a contaminação está diminuindo. O ideal para o controle da pandemia é que esse índice permaneça abaixo de 1,0. Por outro lado, os óbitos registrados no período ainda estão em estabilidade, uma vez que esse é um dos últimos dados a ter diminuição após a adoção de medidas restritivas.

Novo pico pode ser registrado em dois meses

As notícias divulgadas na reunião, porém, não foram todas positivas. Apesar de haver queda nos números atuais da Covid-19 no Paraná e em Curitiba, o patamar de infecções ainda permanece alto e há a percepção de uma mobilidade próxima ao normal. “Essa mobilidade está voltando a subir, então podemos ter outro pico ou onda entre junho e julho. A tendência é de o pico ser ainda mais alto, pois a mobilidade voltou a subir em um patamar que já estava elevado”, explica o infectologista e diretor médico na Hi Technologies, Bernardo Montesanti de Almeida.

De acordo com o médico, a nova onda pode ser minimizada ou evitada a partir de um “timing” das autoridades políticas em estabelecer restrições no momento certo, antes que o sistema esteja sobrecarregado. Além disso, um possível avanço na vacinação também pode alterar esse pico que, conforme disse o infectologista, pode ser ainda mais alto, uma vez que a curva de casos não baixou completamente.


Assessoria de Imprensa

Fonte: Unimed Paraná