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Hormônios na gravidez

Hormônios na gravidez

Hormônios na gravidez

Durante a gravidez acontecem muitas variações hormonais no corpo da mulher. Lidar com elas é um dos principais desafios de qualquer casal que esteja esperando um bebê. Conheça abaixo como cada hormônio interfere no dia a dia da gestante.

Fim do ciclo menstrual e início da gravidez

Os dois hormônios que dominam o ciclo menstrual são o estrogênio e a progesterona. Ambos têm a função de preparar o corpo feminino para uma possível fertilização. Geralmente antes da ovulação há a predominância de estrogênio, após a ovulação a taxa de estrogênio cai e cede espaço para a progesterona. Após a queda do nível de progesterona, a mulher menstruará e renovará o ciclo. Se a taxa desse hormônio não diminuir, significa que a mulher está grávida. Em um ciclo regular, a ovulação ocorre entre o 12º e o 16º dia, contados a partir do primeiro dia da menstruação.

Hormônio beta-HCG

Hormônio produzido pelo ovário logo após a concepção. A detecção de sua presença no organismo é o indício em que se baseia grande parte dos testes de gravidez. Associado à progesterona, o beta-HCG tem papel fundamental na manutenção da gravidez durante o primeiro trimestre.

Hormônio progesterona

No primeiro trimestre da gestação, a placenta ainda está em formação e o que mantém o metabolismo da gravidez é a progesterona, produzida em altas doses. Após esse período a placenta assume o controle. Além disso, esse hormônio é o responsável pelos enjoos do início da gravidez e também provoca sono, salivação e alterações de humor.

Hormônio estrogênio

O estrogênio tem atuação importante no sistema circulatório. Ele favorece a dilatação dos vasos e prepara o corpo da mulher para o aumento do volume de sangue em veias e artérias. Após a formação da placenta, no final do primeiro trimestre de gravidez, o nível do estrogênio atinge índices até 30 vezes superiores às taxas anteriores à gravidez. Outra função desse hormônio é a dilatação e o crescimento das glândulas mamárias para a futura amamentação.

Prolactina

Produzido pela placenta, é um hormônio que, associado a outro, chamado lactogênio placentário, tem a responsabilidade de deixar as glândulas mamárias aptas para a futura produção de leite. A ação desses hormônios começa a aumentar a partir do segundo trimestre de gravidez. Ao final da gestação, a atividade desses hormônios é tão intensa que a gestante só não produz leite antes do parto porque a alta taxa de estrogênio no organismo corta essa possibilidade. A prolactina pode interferir na disposição sexual da mulher, ao reduzir a libido e ressecar a vagina. Esse efeito é mais intenso depois do parto, durante a amamentação.

Alterações metabólicas

Com a ação de todos esses hormônios durante a gravidez há tendências de elevação dos índices de glicose e triglicérides em razão das necessidades nutricionais do bebê. É importante monitorar a glicemia para diagnosticar precocemente uma eventual ocorrência de diabetes gestacional, que colocará em risco a saúde da mulher e do bebê.

Oscilações de humor

Com a descarga de todos esses hormônios é comum a gestante ter alternância de humor durante a gravidez, principalmente no primeiro trimestre. Os impactos dessas alterações emocionais podem ser minimizados com um pré-natal bem realizado. Algumas gestantes podem precisar de apoio profissional para lidar melhor com suas emoções.

A partir do segundo trimestre, as dores nas costas aumentam a irritação da gestante. A origem desse problema é uma mudança no eixo do equilibro causada pelo rápido crescimento do útero. Quanto maior o ganho de peso e mais sedentária for a gestante, pior será o desconforto, daí a necessidade de um controle da dieta e da prática de exercícios físicos, de preferência os de baixo impacto.

Nos últimos meses de gestação, a variação de humor tende a ser mais intensa diante das inúmeras limitações para fazer coisas básicas, como andar, dormir, tomar banho e se vestir.

A principal dica para combater os efeitos colaterais dos hormônios na gravidez é planejar a chegada do filho. A participação do marido e da família é de extrema importância nessa fase, fazendo com que a mulher se sinta segura e amparada para enfrentar os desafios de ser mãe.


Fonte: Unimed Paraná