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Dicas para cuidar da saúde dos alunos no período das aulas online

Dicas para cuidar da saúde dos alunos no período das aulas online

Dicas para cuidar da saúde dos alunos no período das aulas online

15 Abril 2021

Há pouco mais de um ano as atividades digitais entraram em nossas rotinas e se tornaram comuns. Assim trabalhamos, estudamos, nos divertimos e interagimos por trás das telas. Contudo, mesmo passado o período inicial de adaptação, as aulas online continuam sendo um desafio para as famílias. Afinal de contas, o excesso de telas e a perda das interações no ambiente escolar podem ser prejudiciais para a saúde das crianças.

Por isso, no artigo de hoje daremos algumas dicas a fim de ajudá-los a passar por essa fase com menos impactos negativos possível.

Moderar o tempo de exposição às telas: Antes mesmo de iniciar o distanciamento social, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) já havia alertado sobre as consequências na saúde das crianças e adolescentes devido ao uso excessivo das telas.

Neste comunicado, a SBP orientou limites para cada faixa etária, como:

• 1 hora por dia para crianças entre dois e cinco anos
• 1 ou 2 horas por dia para crianças entre seis e dez anos
• 2 ou 3 horas por dia para adolescentes entre onze e 18 anos.

Mas como adaptar essas recomendações para a nova realidade?

O ensino a distância se tornou essencial para resguardar a saúde de todos. Por isso, os pais podem organizar a rotina dos filhos para que haja um equilíbrio entre o tempo dedicado às aulas online e as demais atividades do dia a dia.

Durante as aulas, é importante que os alunos foquem em apenas uma tela, seja ela do computador, tablet ou smartphone. Além disso, ela deve estar a uma distância adequada dos olhos, para evitar riscos de problemas de visão. Para isso, usar a TV para as transmissões pode ser uma boa prática (sempre que possível).

Também é de extrema importância que a criança tenha um lugar adequado para aprender. Isso envolve um assento confortável e que não comprometa sua postura, que tenha uma temperatura e iluminação adequadas.

Após o período da aula, os pais devem monitorar as demais atividades dos filhos ao longo do  dia. Limitando o tempo nos jogos, YouTube e redes sociais.

Vale lembrar que a interação com os amigos e familiares é importante. Então, pode haver um momento para que eles se dediquem a essa relação.

Fazer intervalos e praticar atividades off-line: Os intervalos durante as aulas são muito importantes para a oxigenação do cérebro e descanso dos olhos. Durante esse momento, é interessante os pais incentivarem os filhos a praticar um alongamento e esperarem o retorno da professora em algum local da casa que esteja ensolarado, por exemplo.

Passar um tempo na janela, varanda ou quintal pode ser muito bom para a criança repor as energias e continuar seu aprendizado.

Promover atividades que sejam desconectadas ao longo do dia também é essencial. Os pais podem incentivar a leitura, a prática de alguma atividade física (que é de suma importância para evitar o sedentarismo). Aqueles que dispõem de mais tempo também podem propor um jogo de tabuleiro.

Nos momentos em família, como a hora das refeições, é essencial que todos estejam desconectados do digital e foquem em quem está presente, conversando e aproveitando o tempo juntos. Essa prática faz bem para pais e filhos, e muitas crianças adoram esse aumento de tempo com a família.

Saúde Mental: atenção aos sinais de comportamento. Devido a todas as mudanças e ao rompimento dos vínculos presenciais que as crianças tinham, muitas delas podem se sentir confusas e apresentar sinais que indicam que algo não está bem com suas emoções, como desânimo, agressividade, alterações do sono, ansiedade e acessos de raiva, por exemplo.

O estudo Jovens na Pandemia, coordenado pelo psiquiatra Guilherme Vanoni Polanczyk e desenvolvido pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP, tem o propósito de acompanhar o comportamento emocional de crianças e adolescentes nesse período. O resultado preliminar da pesquisa apontou que de nove mil participantes, 11% das crianças se sentiam tristes e desanimadas, 26% tinham acessos de raiva frequentes e 18% estavam muito preocupadas.

Portanto, é fundamental que os pais, apesar de toda a sobrecarga que estejam enfrentando, não deixem de observar o comportamento dos filhos. Se é difícil para os adultos, para as crianças pode ser o dobro. Ao identificar que as crianças estão com distúrbios emocionais, é preciso procurar a ajuda de um médico especializado.

Nós, da Unimed Cascavel, esperamos que essas dicas ajudem as famílias a passar por esse período com mais tranquilidade.

Cuidar de você. Esse é o plano.


Fonte: Lunetas/Nova Escola