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Hospital Unimed realiza cirurgia inédita para retirada de tumor

Hospital Unimed realiza cirurgia inédita para retirada de tumor

Procedimento permitiu retirada da próstata de forma minimamente invasiva

Hospital Unimed realiza cirurgia inédita para retirada de tumor

Procedimento permitiu retirada da próstata de forma minimamente invasiva

18 Dezembro 2019

Um homem de 66 anos, diagnosticado com câncer de próstata, foi o primeiro paciente do Hospital Unimed São Domingos (HUSD) a ser submetido a uma cirurgia de retirada de tumor na região genital por videolaparoscopia. O procedimento, inédito na unidade hospitalar, é minimamente invasivo e permite melhor e mais rápida recuperação do paciente.

 

A cirurgia inédita, denominada Prostatectomia Radical Videolaparoscópica, foi realizada pelos urologistas Marcel Calegari Hayashi e Carlos Alberto Lang Ferreira, cooperados da Unimed Catanduva, com auxílio do urologista Geovanne Furtado, de São José do Rio Preto. A operação durou cerca de três horas.

 

Hayashi ressaltou que nem todo paciente pode ser submetido a esta cirurgia. “Fazemos exames que ajudam a identificar se o tumor não se espalhou para outros pontos do corpo – o que impediria a cirurgia – e também se a idade e saúde do paciente estão em dia. Com o resultado, fazemos o direcionamento.”

 

O paciente descobriu a doença durante os exames de rotina de toque e de sangue, os quais realiza anualmente. No resultado, foram percebidas alterações no PSA, ocasião em que foi indicada a biópsia.

 

O procedimento

 

Para a cirurgia sem cortes foram necessárias apenas cinco infusões no corpo do paciente, incluindo uma para a colocação da câmera de vídeo. O cirurgião faz a retirada da próstata, das vesículas seminais e também dos linfonodos retroperitoneais obturadores. “Os linfonodos são os principais meios de proliferação da metástase: são os primeiros que entram em contato com o tumor e espalham para o resto do corpo”, explicou Hayashi.

 

Após a retirada da próstata, os profissionais fazem a sua reconstrução, entre a bexiga e a uretra remanescente, além da ligação do canal deferente – que leva o espermatozoide até o duto ejaculatório. Além da rápida recuperação do paciente, o procedimento permite a diminuição do tempo de hospitalização, menos sangramento e reduz as possibilidades de surgimento de hérnias.

 

Após a cirurgia

 

A operação exige que o paciente fique até três dias internado. Depois, segue para casa com a sonda por até 14 dias, em repouso. “A recuperação é mais rápida e o tempo com a sonda é menor se comparado à cirurgia com a via aberta”, reiterou o urologista.

 

A retirada dos pontos e da sonda é feita no consultório e, a partir de então, o paciente terá de fazer exames regulares de PSA para verificação de recidivas. O tempo de acompanhamento varia de dois a quatro anos.

 

A vida sexual para quem passa por este tipo de cirurgia é retomada aos poucos, pois os nervos de ereção passam próximos à próstata. Após sua retirada, ocorrem algumas lesões. Além disso, o homem pode apresentar incontinência urinária; porém, com o tratamento e acompanhamento corretos, as duas situações são revertidas.


Fonte: Ariane Godoi | Unimed Catanduva