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Sarampo: casos aumentam e preocupam profissionais da saúde

Sarampo: casos aumentam e preocupam profissionais da saúde

Vacina é a principal forma de prevenção; combater a ‘fake news’ é necessário

Sarampo: casos aumentam e preocupam profissionais da saúde

Vacina é a principal forma de prevenção; combater a ‘fake news’ é necessário

5 Julho 2019

 

Após ter sido considerada uma doença controlada no país, com um certificado de reconhecimento da Organização Mundial da Saúde (OMS), o sarampo voltou a registrar casos no Brasil. Somente no Estado de São Paulo, foram registrados 51 casos da doença em 2019, até maio. Em todo o País, mais de dez mil pessoas foram infectadas entre 2018 e 2019. Em Catanduva, não há registros da doença. A forma mais eficaz de prevenção é a vacinação.

 

“O sarampo é uma doença imunoprevenível, ou seja, controlado somente com vacina. Por isso a importância das campanhas”, explicou o imunologista Ricardo Santaella Rosa, cooperado da Unimed Catanduva.

 

A doença pode se manifestar em qualquer idade, porém, o cuidado com as crianças deve ser maior. “O sarampo pode complicar e desenvolver os sintomas da pneumonia. Por isso, o cuidado deve ser redobrado”, explicou a enfermeira Maria Luiza Stuk, da clínica de vacinas da Unimed Catanduva, a Univacin.

 

Assim como a dengue, o sarampo deve ser notificado a um órgão da saúde público. Seus sintomas são: dor muscular, tosse (forte ou seca), fadiga, febre, mal-estar, perda de apetite, coriza, vermelhidão no nariz, espirro. Na pele, a doença pode causar vermelhidão ou erupções. Pessoas com a doença também podem apresentar conjuntivite, dor de garganta, dor de cabeça, inchaço nos gânglios, irritação nos olhos ou sensibilidade à luz.

 

O tratamento é feito com alta ingestão de líquido e soro, além de tratar os outros sintomas com analgésicos e antitérmicos, caso não houver complicações bacterianas. O ácido acetilsalicílico deve ser evitado, pois causa reação grave, principalmente em crianças.

 

Combate a notícias falsas

No Brasil, o último surto de sarampo foi em 1997 e, após uma intensa campanha de vacinação dos anos 90, foi possível controlar a doença. Porém, desde 2018, o Norte e parte do Centro-Oeste e Nordeste registraram mais de dez mil casos. A desinformação sobre a eficácia da vacina, que tem crescido por meio de grupos nas redes sociais, pode ser uma das causas.

Conhecidos como antivacinas, esses grupos rebatem a eficácia da vacina. “Esse movimento de pessoas que são contra a vacina tem impactado no número cada vez na procura pelas vacinas. Infelizmente, inclusive isso tem sido defendido até por profissionais de saúde, o que considero um crime”, disse Santaella.

 

Prevenção

O sarampo é conhecido como uma doença que afeta a pessoa apenas uma vez na vida. Porém, a vacinação é necessária para toda a população. “Com o registro de casos de sarampo em pessoas vacinadas, mudou o critério de imunização e, por isso, atualmente, a recomendação é que todos sejam vacinados”, disse o infectologista.

“A vacina é o vírus vivo atenuado e é comum aparecer um pouco de vermelhidão no local ou uma febre baixa após dez dias da aplicação. Porém, são bem menos intensas que a doença. Quem não se vacinou, deve procurar a clínica de vacinas”, completou Maria Luiza.

 

A Univacin está localizada na rua Sergipe, 583, de segunda a sexta-feira, das 8 às 17h30, e aos sábados, das 8 às 11h30. Mais informações pelo (17) 3531-3141.


 


Fonte: Ariane Godoi / Unimed Catanduva