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Unimeds do Centro-Oeste Paulista reforçam estrutura para atender casos de Covid-19

Unimeds do Centro-Oeste Paulista reforçam estrutura para atender casos de Covid-19

Teleorientação e a compra de EPIs, testes rápidos e de ventiladores mecânicos são algumas das medidas adotadas

Unimeds do Centro-Oeste Paulista reforçam estrutura para atender casos de Covid-19

Teleorientação e a compra de EPIs, testes rápidos e de ventiladores mecânicos são algumas das medidas adotadas

15 Maio 2020
As Unimeds do Centro-Oeste Paulista, visando o melhor atendimento e infraestrutura para atender seus beneficiários e colaboradores, têm investido em seus hospitais. No total, 13 cidades realizam ações de enfrentamento, são elas: Adamantina, Assis, Avaré, Bauru, Botucatu, Dracena, Jaú, Lençóis Paulista, Lins, Marília, Ourinhos, Presidente Prudente e Tupã.
 
Dr. Ajax Rabelo Machado, pediatra e presidente da Unimed Centro-Oeste Paulista (COP), explica quais ações as Unimeds da região têm feito para auxiliar no combate ao coronavírus. “Cada Unimed tem suas ações locais e na área assistencial existem Unimeds com hospitais próprios que receberam investimentos, como a ampliação do número de leitos, compra de respiradores, treinamento de pessoal e compra de EPIs. Todas as Unimeds que têm recursos próprios estão se preparando para combater a pandemia”, afirma o presidente.
 
“Tanto a Intrafederativa como todas as Singulares do Centro-Oeste Paulista deram uma atenção especial aos colaboradores. Muitos trabalham na área administrativa e não têm contato com pacientes, mas onde foi possível, os colocamos em home office. Esse número gira em torno de 80% a 90%. Ou seja, estamos evitando aglomerações. Aqueles que, por alguma necessidade têm que trabalhar internamente, estão munidos de EPIs e ambiente limpo”, conta Dr. Ajax.
 
Além disso, houve a compra de testes rápidos, cuidados no fluxo de atendimento de grupos de maior risco e dos suspeitos de coronavírus, a capacitação de médicos plantonistas, o monitoramento de beneficiários pertencentes ao grupo de risco e implementação de plataformas em projeto piloto de Telemedicina por algumas Singulares.
 
As medidas de orientação e informações sobre os modos de prevenção do Covid-19 se estendem diariamente às redes sociais digitais (Portais, Instagram, Facebook e YouTube) em que as Unimeds publicam. 
Conheça as principais recomendações da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde. Arte: Isadora Helena/Unimed COP
 
 
Colaboradores protegidos
Além dos recursos dirigidos aos beneficiários durante a pandemia, uma grande parcela dos colaboradores nas Sedes Administrativas está trabalhando em regime de home office. Todos aqueles que trabalham presencialmente, o que se dá em maior volume nos Recursos Próprios Hospitalares, recebe todos os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) previstos, além de vasto material informativo. 

Em algumas Unimeds e em funções onde é possível, colaboradores se revezam para não gerar aglomeração. Aqueles que pertencem ao grupo de risco, em sua maioria, estão em home office.

Há por parte da Unimed uma grande preocupação e trabalho para manutenção de vidas e de postos de trabalho mesmo durante esta crise deflagrada pela pandemia.
A saúde dos colaboradores Unimed está sendo preservada através de medidas nas sedes administrativas e na adoção de home office em alguns casos. Foto: Getty Images
 
Essa preocupação é característica do Jeito de Cuidar Unimed e do espírito cooperativista. O presidente da Unimed COP afirma que, em situações como a atual, é essencial praticar esses conceitos. “Para a Unimed, o paciente está sempre em primeiro lugar. Nós temos um lema: cuidar bem. Seguimos todos os protocolos do Ministério da Saúde, as recomendações dos comitês de vigilância epidemiológica e de infecção hospitalar para proteger todos. Também foram feitas muitas atividades na área de comunicação (orientações de prevenção, a importância de ficar em casa e do uso de máscara). Na área assistencial, foi reforçado o quão prejudicial pode ser a ida desnecessária aos consultórios e prontos-socorros”, explana.
 
“Algumas Unimeds adotaram plataformas de Telemedicina e de Teleorientação via telefone ou em vídeo para que o beneficiário se sinta seguro. A Unimed é uma cooperativa de trabalho médico e evidentemente os médicos detém o conhecimento sobre as questões de saúde e prevenção e entendendo esse momento, existe uma união de todos na compreensão de que a situação é grave e não é igual ao que já aconteceu antigamente. Houve uma diminuição dos atendimentos eletivos, daquelas consultas de rotina e os médicos aderiram a fim de colaborar. Todos estão dando sua parcela de contribuição”, diz Dr. Ajax.
 
“Os médicos cooperados estão em um estado de união com o único objetivo de tratar e prevenir da melhor maneira possível. Aqueles casos que não são relacionados à doença, alguns é possível postergar o atendimento e outros não. Os médicos, de uma maneira individual, se adaptaram a nova situação. Os consultórios estão disponibilizando os EPIs para os funcionários, álcool gel para os pacientes e divulgando informações de como vir ao atendimento”, completa.
 
 
Ações sociais
As Unimeds do Centro-Oeste Paulista também se preocupam com as instituições localizadas em suas cidades. Por isso, foram realizadas doações de EPIs para os prestadores de serviço, produção e entrega de máscaras e o estreitamento do relacionamento com entidades assistenciais. Houve também a arrecadação e doação de alimentos e de materiais de higiene para famílias carentes.
 
Por mais turbulento que o período seja, o presidente da Unimed COP relata quais são as preocupações e compara a situação atual com epidemias que ocorreram séculos atrás. “Estamos aprendendo com o coronavírus. A vantagem atual, comparando com pandemias do passado, é que temos uma comunicação muito mais rápida. Já existem mais de 4000 artigos científicos publicados sobre COVID-19, isso que a doença apareceu há quatro e cinco meses. Espalhamos o conhecimento muito mais rápido, mas é uma doença que não conhecemos e não se tem certeza de qual modo tratar”, acredita. 
 
“Do mesmo jeito que a doença se espalhou rápido, porque estamos em um mundo globalizado, os avanços de como combatê-la também vão ser rápidos. Se imaginarmos que a peste negra na Idade Média, eles não sabiam o que estavam enfrentando. A gripe espanhola, no começo do século passado, era a mesma coisa. A Medicina já estava mais avançada, se sabia que era uma gripe, mas não se tinha respiradores e antibióticos. Ou seja, sabiam o que era, mas não tinham como tratar. Exceto algumas medidas que a gente lê sobre a época e que continuam até hoje: o isolamento, a higienização das mãos, o uso de máscara. Mas o tratamento efetivo de alguém que adoecia era praticamente zero”, finaliza Dr. Ajax. 
 
Médico responsável: Dr. Ajax Rabelo Machado (CRM 46184)
 

Amanda Medeiros

Fonte: Unimed Centro-Oeste Paulista