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Doação de órgãos

Doação de órgãos

Quase 33 mil pessoas estão na lista de espera por um transplante de órgão ou tecido ocular. Falar sobre o assunto é importante, pois pode ajudar a salvar vidas

Doação de órgãos

5 Fevereiro 2018

 

A lista nacional de adultos e crianças que aguardam por uma doação de órgão é imensa. São quase 33 mil pacientes à espera de órgãos como pulmão, rim, fígado, coração e pâncreas. De acordo com o Ministério da Saúde, a maior dificuldade está na conscientização.

Avisar os familiares sobre o desejo de ser doador acelera o processo do transplante, diminuindo o tempo entre a retirada do órgão do doador e o implante no receptor. Este tempo deve ser curto, pois a falta de irrigação sanguínea ao órgão, pode ocasionar dano e inviabilizar o seu aproveitamento para o receptor.

 

 

A lista de espera é nacional e é organizada por ordem de prioridade, ou seja, pela gravidade dos pacientes. Os critérios para a escolha do receptor são regionais. No caso de um órgão ficar disponível em Santa Catarina, por exemplo, a prioridade é para um paciente do Estado ou um local próximo. Quando não há receptor potencial, o órgão é disponibilizado para a lista nacional. Para que a doação seja concretizada é necessário compatibilidade sanguínea, antropométrica (medidas do corpo) e, em alguns casos, a compatibilidade genética.

 

Tire suas dúvidas sobre doação de órgãos

 

Como se tornar um doador?

 

Basta comunicar sua família sobre este desejo. No momento certo, eles tomarão a decisão, já que a doação só pode ser realizada após a autorização dos familiares.

 

 

Quais são os tipos de doadores?

 

Existem dois tipos de doadores. O doador vivo é uma pessoa saudável que deseja doar um dos rins, parte do fígado ou do pulmão e medula óssea, desde que não prejudique a sua vida. A lei só permite esse tipo de doação para parentes até o quarto grau (avós, pais, irmãos, tios, sobrinhos, primos e netos) e cônjuges. Para não parentes, a doação é permitida somente com autorização judicial. O doador falecido é qualquer pessoa que teve morte encefálica, dano cerebral irreversível resultado, por exemplo, de um traumatismo craniano ou derrame. Nesse caso, ele pode ser um doador de órgãos e tecidos (ex.: pele e córnea). Vítimas de parada cardíaca podem doar apenas tecidos.

 

 

O diagnóstico de morte encefálica é seguro?

 

 

Sim. Há um rigoroso protocolo regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina que exige a realização de duas avaliações clínicas por médicos diferentes, além de um exame comprobatório.

 

 

Quais órgãos podem ser doados por um doador falecido?

Um único doador pode salvar inúmeras vidas já que ele pode doar coração, pulmões, fígado, pâncreas, intestino, rins, córnea, vasos, pele, ossos e tendões.

 

 


Texto: Jailde Barreto / Design: Carolina Moura

Fonte: Ministério da Saúde/ Cartilha A Hora de Lembrar. Ministério da Saúde/ Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO)

Conteúdo aprovado pelo coordenador técnico-científico do Portal Unimed.


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