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Câncer de cabeça e pescoço: diagnóstico precoce eleva chances de cura

22 Julho 2019

 

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), estima-se que a cada ano sejam diagnosticados 640 mil novos casos de tumores malignos no País. As estimativas também apontam que são esperados anualmente 43.000 novos casos de câncer de cabeça e pescoço no Brasil. A boa notícia é que, assim como em alguns outros tipos de cânceres, o diagnóstico precoce é importantíssimo para a cura.  

Para reforçar a importância da prevenção e descoberta em estágio inicial, surgiu o Dia Mundial de Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço que é celebrado em 27 de julho. Aliado a isso, a Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP), criou o Julho Verde, que reforça a campanha para alertar sobre o cuidado e prevenção.

Segundo o médico cirurgião de cabeça e pescoço cooperado da Unimed Chapecó, Dr. Maurício Goelzer da Silva, o objetivo é informar a população sobre os meios de prevenção, diagnóstico precoce, tratamento e reabilitação. “Esses tumores nascem basicamente na pele da cabeça e pescoço e nas vias aerodigestivas, que são os locais por onde comemos e respiramos. Lábios, língua, gengivas, bochechas, garganta, amígdalas e laringe são alguns dos principais locais onde o problema pode se manifestar”, explica.

Além disso, outros locais da cabeça e do pescoço podem ser acometidos por cânceres, como a glândula tireoide, as glândulas salivares e os seios da face. “O câncer de pele não-melanoma (carcinomas basocelulares e epidermoides) é o mais frequente no mundo e tem como principal fator de risco a exposição aos raios ultravioletas sem proteção, podendo também ocorrer em outras regiões do corpo expostas ao sol sem proteção”, alerta o médico.

Dr. Maurício reforça que os cânceres de cabeça e pescoço são altamente curáveis desde que a pessoa faça o diagnóstico precoce. “É importante ficar atento para alguns sinais e sintomas que podem indicar a doença como, por exemplo, feridas, “espinhas” na pele que não cicatrizam, feridas e lesões na boca, na língua e na garganta que doem e podem sangrar de vez em quando, além de mau hálito, nódulo ou caroço no pescoço, sejam eles dolorosos ou não, voz rouca, dificuldade e dor para engolir, entre outros. Quaisquer desses sinais, com mais de 2 semanas de duração, devem ser devidamente avaliados por um profissional” ressalta.

Os principais fatores de risco, segundo o médico, incluem o tabagismo e o etilismo, ou seja, o uso de cigarro por um longo período e o excesso bebida alcóolica, além da infecção pelo HPV (Papiloma vírus humano), que é um agente causador deste tipo de câncer, principalmente na região da orofaringe.

Para finalizar, Dr. Maurício enfatiza a importância de medidas preventivas como o uso do protetor solar, principalmente para quem tem pele, olhos e cabelos claros, vacina contra o HPV que pode ser feita a partir dos 9 anos de idade (existem dois tipos), alimentação saudável, prática regular de atividade física, boa higiene pessoal, uso de preservativo e consulta regular com profissional especializado. “Em alguns casos, não é possível prevenir, como por exemplo, naqueles tumores que são causados por algumas mutações genéticas, mas na maioria das vezes, os cuidados são essenciais para evitar ou então diagnosticar em estágio inicial quando as chances de cura são elevadas”.