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Cooperativismo: o caminho para o futuro

Cooperativismo: o caminho para o futuro

Cooperativismo: o caminho para o futuro

4 Julho 2019

Dados da Aliança Cooperativa Internacional (ACI) apontam que, atualmente, existem 800 milhões de cooperados em todo o mundo. No Brasil, são aproximadamente seis milhões de cooperados em mais de cinco mil cooperativas de todos os setores, que movimentam 5% do Produto Interno Bruto (PIB) Nacional. A cooperativa médica está entre as que mais contribuem para a economia do país sendo um dos modelos de negócio mais promissores. 

Comemorado no dia 6 de julho, o tema do Dia Internacional das Cooperativas 2019, (CoopsDay) é “Cooperativas por um trabalho digno”. O objetivo é reforçar a mensagem de que as cooperativas são empresas centradas nas pessoas, caracterizadas por um controle democrático que prioriza o desenvolvimento humano e a justiça social no local de trabalho. O modelo está em mais de 100 países, somando mais de 250 milhões de empregos.

De acordo com a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), as 300 maiores Cooperativas do planeta geram um volume de negócios anual de US$ 2,5 trilhões. O termo Cooperativismo originou-se do verbo “cooperar”, ou seja, trabalhar em colaboração, dirigir os esforços de modo coordenado para a realização de metas comuns. Atualmente, o conceito de cooperativa baseia-se na associação de 20 pessoas ou mais que se unem voluntariamente para satisfazer aspirações e necessidades econômicas, sociais e culturais comuns, por meio de uma empresa de propriedade coletiva. Ao contrário de empresas não cooperativas, a cooperativa tem como principal diretriz a prestação de serviços, e não o lucro. Estatísticas indicam que se as 300 maiores Cooperativas do mundo fossem um país, seriam a 9ª economia do mundo. 

Uma das principais bandeiras do cooperativismo é o compromisso social. Na opinião do vice-presidente da Cooperativa Aurora Alimentos, Neivor Canton, o sistema pressupõe um compromisso com a comunidade na qual está inserido. Além disso, segundo ele, a cooperativa precisa ser economicamente forte para gerar serviços e resultados a seus cooperados. “Toda cooperativa tem sua base territorial predominante onde o quadro social está localizado. Mas, uma cooperativa não se restringe apenas ao seu quadro social. Estar bem relacionado com a comunidade é o mesmo que estarmos bem relacionados em casa. Desta forma, os resultados econômicos virão de maneira mais concreta, quando executarmos de maneira adequada os serviços os quais nós propomos”, afirma Neivor.

A participação do cooperado é peça fundamental para o desenvolvimento da cooperativa como um modelo de negócio. Diante disso, está a evolução do sistema que deve acompanhar o processo de modernização em todos os setores de forma a fidelizar o cooperado. “O futuro do cooperativismo não é diferente do de uma empresa normal. Entre os desafios está a conscientização do cooperado na sua participação de fato. A cooperativa deve se manter em dia com as inovações e novidades tecnológicas e, desta forma, manter o cooperado atualizado”, defende o presidente da Cooperativa Alfa, Romeo Bet.

Garantia de desenvolvimento 
Estudos mostram que as cooperativas, nas regiões onde atuam, melhoram a qualidade de vida da população. As cooperativas, na consecução de seus objetivos, direta ou indiretamente trabalham para promover o desenvolvimento sustentado da comunidade local ou regional nas quais estão inseridas. Esse é um modo de promover o crescimento, que possibilita o surgimento de comunidades mais sustentáveis, capazes de suprir suas necessidades imediatas, descobrir ou despertar suas vocações locais e desenvolver suas potencialidades específicas, além de fomentar o intercâmbio externo, aproveitando suas vantagens locais.

Aliado a isso, está o interesse pela comunidade, que é um princípio internacional do cooperativismo. Caracteriza-se pela forma de conduzir a cooperativa de maneira sintonizada com as carências e potencialidades da comunidade, não negando nem ignorando os problemas estruturais e conjunturais que a afetam. Para isso, é preciso ajustar a missão da organização de forma a não prejudicar os superiores interesses da coletividade de acordo com o presidente da Organização das Cooperativas do Estado de SC (OCESC), Luiz Vicente Suzin. “A prática demonstra que perseveram nas políticas de responsabilidade social as cooperativas e empresas com reconhecida conduta ética, com genuína sensibilidade social, sincero desejo de colaborar na redução das mazelas sociais e tradição em participação comunitária. As cooperativas aplicam o interesse pela comunidade de forma autêntica porque esse princípio está na sua base doutrinária”, destaca Suzin. 

No oeste catarinense, o cooperativismo praticado é visto como ético e sustentável, moderno e inovador, arrojado e eficiente. Na região, a cooperativa é vista além de um modelo de negócios – é sinônimo de renda, emprego, qualidade de vida, prosperidade e futuro. É devido ao modelo, por exemplo, que o agronegócio catarinense supera dificuldades e apresenta resultados muito acima da média das demais atividades econômicas do País conforme afirma Mário Lanznaster, presidente da Cooperativa Aurora Alimentos.“Fato extremamente significativo é que a organização dos pequenos produtores rurais em cooperativas permitiu, desde o início, permanente atualização tecnológica. O campo está muito à frente da cidade em emprego de tecnologia de ponta. Do plantio à colheita e comercialização estão presentes as tecnologias avançadas, incluindo inteligência artificial, máquinas computadorizadas, drones, caminhões autônomos, dados na nuvem e biotecnologia”, enfatiza. 

Os valores do cooperativismo – diversidade, sabedoria, liberdade, simplicidade, relacionamento e responsabilidade – têm grande importância no dia a dia da Unimed Chapecó, cooperativa médica do oeste catarinense, que representa de maneira promissora o sistema. São mais de 25 anos investindo em tecnologias de alta complexidade, proporcionado plenas condições de trabalho aos cooperados e acesso à saúde de ponta a sociedade. “Investimos em humanização, inovamos nosso atendimento, treinamos nosso quadro funcional e promovemos ações sociais que melhoram as condições de vida da comunidade. Tudo isso, com base em princípios éticos, transparência e responsabilidade”, destaca o presidente da Unimed Chapecó, Dr. José Pegoraro Foresti