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Setembro Amarelo: vamos falar sobre o suicídio

Setembro Amarelo: vamos falar sobre o suicídio

Setembro Amarelo: vamos falar sobre o suicídio

20 Setembro 2018

 

A campanha do Setembro Amarelo visa a conscientização da população quanto à prevenção do suicídio, que ainda é visto, erroneamente, como uma espécie de fraqueza de conduta ou personalidade. O assunto, que já foi um tabu muito maior, ainda enfrenta grandes dificuldades na identificação de sinais, oferta e busca por ajuda, justamente pelos preconceitos e falta de informação.

O suicídio é um problema de saúde pública que vive atualmente a situação de extremo tabu. Pelos números oficiais do Ministério da Saúde, são 32 brasileiros mortos por dia, taxa superior às vítimas da AIDS e da maioria dos tipos de câncer. Infelizmente é um mal silencioso porque as pessoas fogem do assunto, por medo ou desconhecimento, não verem ou entenderem os sinais de que uma pessoa está com ideias suicidas.

Carlos Correia, voluntário e porta-voz do Centro de Valorização da Vida (CVV), comenta que ''perceber que a pressão interna está muito elevada, que o copo está para transbordar e, nesse momento, ou antes disso, pedir e aceitar ajuda é muito eficiente. Conversar com alguém, seja conhecido ou desconhecido, de forma acolhedora e sem críticas já ajudaria essa pessoa a superar aquele momento''.

A campanha do CVV para o Setembro Amarelo é ''falar é a melhor solução'', ou seja, a quebra de tabus e o enfrentamento do problema. A Organização Mundial da Saúde defende que 90% dos suicídios poderiam ser evitados, e um dos maiores desafios é cuidar das doenças mentais como cuidamos das outras doenças. Cerca de 60% das pessoas que se suicidam nunca se consultaram com um psicólogo ou psiquiatra. Imagine que estranho seria, por exemplo, se seis entre dez pessoas que quebram uma perna não fossem a um ortopedista.

Caso haja indício de suicídio de uma pessoa conhecida, é importante conversar diretamente com a pessoa: um diálogo aberto, respeitoso, empático e compreensivo pode fazer a diferença. Procurar saber como a pessoa está, o que tem feito ultimamente, como está se sentindo. A conversa pode obter melhores resultados se for feita em um lugar tranquilo, sem pressa, respeitando o tempo para o outro para se abrir. Caso a pessoa se sinta à vontade para compartilhar o seu sofrimento, não é indicado: atacar (''Credo, isso é pecado!''), esboçar expressões de choque (''Não acredito que você está pensando nisso!'') e reprimir, caso o choro venha (''Para que chorar? Você sempre teve tudo do bom e do melhor!''). Algumas pontuações que podem ser feitas consistem em: fazer perguntas abertas; fazer um breve resumo do que a pessoa falou, de tempos em tempos, para que ela saiba que você está atento ao que ela diz; retornar a algum ponto que não tenha ficado claro e escutá-la sem julgamentos. Se você perceber que a pessoa não se sente à vontade para se abrir, deixe claro que você estará disponível para conversar em outras oportunidades.
 

 


Fontes: CVV, SetembroAmarelo.org e Superinteressante 


Setor de Comunicação e Marketing