Doenças cardiovasculares tendem a aumentar no inverno

Doenças cardiovasculares tendem a aumentar no inverno

A mudança de estilo de vida com a chegada do inverno e as baixas temperaturas faz com que a população troque a academia e os exercícios físicos pelo sedentarismo à frente da televisão. Mas essa troca, nada saudável para o corpo humano, pode levar ao excesso de peso e o aumento das doenças relacionados ao coração.

"O frio aumenta a pressão sanguínea porque as artérias ficam mais estreitas, o que afeta o sistema circulatório. Isso explica porque nessa época do ano temos um maior número de doenças cardíacas que afetam a população", explica André Langowiski, cardiologista da Secretaria de Estado da Saúde.

Doenças cardiovasculares como o acidente vascular cerebral (AVC), ou o infarto estão entre as principais causas de morte no País, segundo dados do Ministério da Saúde. Com o inverno, a incidência de infarto - provocado pela obstrução das artérias  que nutrem o coração - tende a aumentar, o que faz do dele um grande fator de risco.

Além disso, a hipertensão é outro vilão. No inverno, as pessoas acabam se alimentando mais e ingerindo, principalmente, alimentos mais calóricos e ricos em gordura. "Por isso, é importante que a população que sofre de hipertensão mantenha uma alimentação saudável e consuma pouco sal. A prática de exercícios regulares, não apenas para os hipertensos, também ajuda em um melhor funcionamento do organismo", afirma.

De acordo com Langowiski, os índices normais de pressão arterial de um adulto são de 12 por 8. "A partir de 14 por 9 já podemos considerar essa pessoa como hipertensa", acrescenta, recomendando cuidados redobrados com a pressão nesses meses de frio. Outros fatores como o tabagismo e o estresse também podem ser considerados como fatores de risco cardiovascular.

No Brasil são cerca de 33 milhões de hipertensos, que atingem na sua maioria idosos e adultos. "Não há um fator especifico que explique o porque essas faixas etárias são as mais atingidas, mas podemos verificar que uma alimentação de forma errada, a obesidade e a falta de exercícios durante a juventude são fatores que aumentam a probabilidade de crianças, quando adultas, desenvolverem uma maior chance de terem a doença", conclui.


Unimed Costa Oeste

Fonte: Secretaria da Saúde do Estado do Paraná