HPV também é assunto de homem

Associado geralmente às mulheres, este problema atinge cerca de 50% dos homens com vida sexual ativa

HPV também é assunto de homem

Associado geralmente às mulheres, este problema atinge cerca de 50% dos homens com vida sexual ativa

HPV é a sigla em inglês para papiloma vírus humano, doença que afeta de 50% a 80% das mulheres sexualmente ativas, muitas vezes inaparente, mas que pode ter como consequência o aparecimento de câncer do colo uterino 10 a 15 anos depois de contrair o vírus. Por isso, campanhas e informações sobre prevenção e tratamento são bastante difundidas entre o público feminino há bastante tempo. Contudo, pouco se fala sobre o fato de que o problema também pode afetar o sexo masculino.

Segundo pesquisa recente, cerca de 50% dos homens saudáveis entre 18 e 70 anos são portadores de HPV. E, assim como acontece com as mulheres, pode ser que seja uma infecção sem qualquer sintoma ou que se manifeste por meio de lesões discretas - que podem ser identificadas apenas através de exame clínico minuncioso como a peniscopia, ou como verrugas (conhecida como “crista de galo”), na região genital e perianal. Também têm sido descritas lesões por HPV na boca, garganta e demais locais da via aérea, segundo explica Fernando Roberto Roman, nefrologista e responsável pelo trabalho de Medicina Preventiva da Unimed Costa Oeste.

Então, se o HPV não atinge apenas as mulheres, porque poucos homens tomam conhecimento disto? Roman explica que, no sexo feminino, a presença de alguns subtipos de HPV (principalmente os sorotipos 16 e 18) está comprovadamente associada à ocorrência do câncer do colo uterino, o segundo tumor mais frequente nas mulheres, atrás apenas do câncer de mama. Já no caso do homem, somente mais recentemente se tem levantado a associação entre câncer de pênis e a presença do HPV e, por este motivo, a preocupação entre eles ainda é menor. Todavia, já há estudos que associam o HPV ao cancêr genital, ou seja, o vírus está presente na maioria dos pacientes diagnosticados com câncer de pênis. “Além do risco de causar doenças no homem, deve-se levar em conta que o portador do HPV é um disseminador da infecção para seus parceiros (as) sexuais, o que por si só justificaria campanhas de prevenção voltadas para o público masculino”, alerta o médico.

A vacinação contra o vírus, mais divulgada para as mulheres, também tem efeito no homem para que, caso se torne portador do HPV, o tamanho das lesões e seus efeitos sejam menores. “É importante enfatizar que a vacina somente é ativa contra alguns sorotipos do HPV - os mais frequentemente associados ao câncer –, mas existem dezenas de sorotipos virais que podem estar associados a doenças. Então, a imunização é apenas mais uma estratégia de prevenção e, de forma alguma, dispensa o uso do preservativo em todas as relações sexuais, bem como a realização do exame de Papanicolau periodicamente em todas as mulheres após três anos do início das relações sexuais ou depois dos 21 anos. Para os homens, recomenda-se a visita periódica ao urologista”, enfatiza Roman.


Unimed Costa Oeste

Fonte: Unimed do Brasil