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Vacina do Sarampo: entenda a importância da imunização

Vacina do Sarampo: entenda a importância da imunização

A vacina do sarampo é uma das principais imunizações atuais. Todo ano, o Ministério da Saúde lança uma campanha de vacinação e alerta as pessoas para a necessidade de reforçar a proteção contra a doença.

Vacina do Sarampo: entenda a importância da imunização

3 Agosto 2018

 

A vacina do sarampo foi, por alguns anos, responsável por tirar o vírus de circulação das Américas

 

No entanto, quanto mais pessoas deixam de se vacinar, maiores os riscos do vírus voltar à ativa. Foi o que aconteceu no final de 2018 e início de 2019: um novo surto de sarampo relembrou a população da importância da vacinação.

 

O sarampo é uma doença infecciosa aguda e altamente contagiosa. Assim, quando uma pessoa é contaminada, o vírus se espalha com muita rapidez. No surto atual, observado no Brasil, o grupo de maior risco de contágio é o das crianças abaixo de 4 anos. 

 

A doença pode deixar sequelas para toda a vida ou levar a óbito. Portanto, é vital que as pessoas estejam engajadas, com o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde, no combate do vírus.

 

A única forma de prevenir o sarampo é através da vacina. Por isso, preparamos este artigo. Nele, você vai entender:

 
  • Vacina do Sarampo: entenda a importância da vacinação
  • O que é o Sarampo?
  • Como se prevenir contra o Sarampo
  • Campanha de Vacina do Sarampo 2019 já começou
 

Boa leitura!

Vacina do sarampo: a importância de receber a imunização

 

A vacina do sarampo é a única forma de prevenir a doença

 

A vacina do sarampo é a única forma de prevenir a doença. Em 2016, foi a responsável por eliminar a circulação do vírus das Américas, segundo a Organização Mundial da Saúde. Porém, em 2018, voltou a ser uma preocupação. 

 

O retorno das doenças controladas por vacinação se dá, principalmente, pela recusa de parte da população em manter as vacinas em dia. 

 

Seja por crenças particulares, seja por esquecimento, a verdade é que até 2016 o percentual de crianças menores de 1 ano vacinadas contra o sarampo caiu de 99,5 para 95,35% para a primeira dose, e apenas 76,71% tomam a segunda.

 

Entre 2000 e 2017, a vacina contra o sarampo foi responsável por reduzir em 80% o número de mortes pela doença no mundo, comprovando que a vacina do sarampo é uma questão de saúde pública. 

 

Não é admissível que crianças continuem morrendo ou ficando gravemente doentes por um vírus que pode ser combatido com a vacina.

O que é o sarampo?

O sarampo é uma doença infecciosa que atinge pessoas não imunizadas de qualquer idade, sendo mais grave em crianças menores de 5 anos

 

Sarampo é uma doença grave, facilmente transmitida através de tosse, espirro, fala ou respiração próxima. Por isso, é comum que quando uma pessoa é diagnosticada, logo sejam observados outros casos na região, como um surto. 

 

Conheça mais sobre a doença:

— Como o Sarampo é transmitido

O vírus que causa o sarampo é facilmente transmitido pelo ar. Assim, se uma pessoa doente, tossir, espirrar ou tiver qualquer outro contato próximo (incluindo o ato de respirar), com ou sem troca de secreções, a doença é transmitida.

 

O vírus permanece ativo no ar contaminado por até 2 horas! Além disso, pessoas infectadas podem transmitir o vírus entre quatro dias antes e quatro dias após o aparecimento das erupções cutâneas, as “bolinhas vermelhas” características do sarampo. 

 

Por isso, a vacina do sarampo é essencial, pois é a única forma de evitar que a doença se espalhe com rapidez. 

— Quais os sinais e sintomas do sarampo

O primeiro sinal da doença é a febre alta, que aparece entre o décimo e segundo dia após o contágio. Outros sintomas parecidos com a gripe também podem aparecer, como nariz escorrendo, olhos ardendo e tosse. 

 

Outro sintoma comum na fase inicial da doença é o aparecimento de manchas brancas na parte interna das bochechas.

 

Após este período, começam a aparecer as erupções cutâneas no rosto e no pescoço. Nos próximos três dias após o aparecimento, as bolinhas vão espalhar pelo corpo e podem durar até seis dias, desaparecendo em seguida.

 

As erupções são os sintomas mais conhecidos, mas elas só surgem no intervalo de 7 a 18 dias após a exposição ao vírus. 

— Complicações que o sarampo pode trazer

A maioria das mortes acontece por complicações da doença. Outras complicações podem deixar sequelas para o resto da vida. 

 

Crianças abaixo de 5 anos e adultos acima dos 30 anos correm mais riscos. As complicações mais graves são: 

 
  • Cegueira
  • Edema cerebral
  • Diarreia severa, podendo levar a um quadro de desidratação
  • Otites graves
  • Pneumonia
 

Crianças com problemas de desnutrição ou pessoas com deficiência de vitamina A, ou sistema imunológico fraco por outras doenças (como HIV/Aids, por exemplo) fazem parte do grupo que sofrem complicações com mais frequência. 

— Tratamento do sarampo

Infelizmente, não existe um tratamento específico para o sarampo. 

 

As complicações mais graves podem ser evitadas ou controladas, com uma alimentação nutritiva, reposição de vitamina A, ingestão de líquidos e alguns antibióticos, para os casos de infecções de ouvido ou pneumonia.

 

A suplementação de vitamina A ajuda a evitar cegueira, e reduzem em 50% o número de mortes por sarampo

Como se prevenir contra o sarampo

A vacina do sarampo é a única forma de prevenção da doença

 

Você sabia que a única forma de prevenir o sarampo é através da vacinação? 

 

Essa imunização protege, também, contra a rubéola e a caxumba. Preparada com vírus vivos, mas atenuados, a vacina oferece imunidade duradoura. Claro, desde que sejam aplicadas as duas doses recomendadas. Esse é um procedimento muito eficaz: a pessoa estará imune à doença cerca de duas semanas após a vacinação. 

 

A tríplice viral é oferecida pelo sistema de saúde pública, durante todo o ano. 

Campanha de vacina do sarampo 2019 já começou

Considerado erradicado do país em 2016, o vírus do sarampo voltou a aparecer no final de 2018. Em 2019, 13 estados brasileiros estão em surto, sendo São Paulo o com maior número de casos, tendo sido confirmados mais de 5 mil infecções.

 

Foram mais de 20 mil casos notificados ao Ministério da Saúde em apenas 2 meses, que estão em investigação para confirmação da doença. Em função disso, o Ministério da Saúde aumentou em 114% o número de vacinas adquiridas, para 2019 e 2020. A medida procura garantir a vacinação para 20% da população que está em risco. 

 

A campanha de vacinação do sarampo de 2019 foi dividida em duas fases: 

 
  • Primeira fase, entre 7 e 25 de outubro: neste período, o objetivo é imunizar as crianças entre 6 meses e 5 anos, sendo 19 de outubro o Dia D.
  • Segunda fase, entre 18 e 30 de novembro: focada na aplicação da vacina em jovens entre 20 e 29 anos, com o Dia D em 30 de novembro
 

Apesar da campanha focar nestes grupos e datas, é importante lembrar que a vacina do sarampo está disponível na rede pública durante todo o ano. Ela pode ser aplicada em crianças maiores de 6 meses e adultos até 49 anos, independente de ter ou não um surto no país.

— Surto de sarampo no Brasil em 2019

O ano de 2019 foi marcado pela volta do sarampo. Apesar de alguns casos começarem a aparecer ainda em 2018, foi em 2019 que o vírus infectou pessoas em 13 estados diferentes. Até o momento da produção deste artigo, 9 mortes por sarampo foram registradas.

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o surto de sarampo neste ano de 2019 é global. Os números de casos notificados até a metade do ano são os mais elevados desde 2006, e o triplo do número registrado em 2018.

 

Cerca de 39 milhões de brasileiros não estão vacinados contra o sarampo. Por conta disso, o Ministério da Saúde está investindo na aquisição de mais vacinas. O objetivo é, mais uma vez, eliminar o Brasil do mapa da doença.

— Quem deve tomar a vacina do sarampo

Como o sarampo é uma doença potencialmente mais grave para crianças menores de 5 anos, a vacina deve ser administrada quanto antes. Assim, a recomendação é que a primeira dose seja feita em crianças aos 12 meses, e a segunda aos 15 meses. 

 

Em função do surto de sarampo registrado em 2019, o governo está oferecendo uma dose extra, que deve ser aplicada em todas as crianças entre 6 meses e 1 ano. 

 

Para os adultos, a vacinação é necessária se:

 
  • Você tem menos de 29 anos e só tomou uma dose da vacina
  • Você tem menos de 49 anos e nunca se vacinou ou perdeu a carteirinha, não podendo confirmar as vacinações
 

— Quais as contraindicações da Vacina do Sarampo

Por ser uma vacina produzida com o vírus vivo, pessoas com baixa imunidade correm mais riscos de complicações. Por isso, a vacina é contraindicada para: 

 
  • Pessoas com suspeita de sarampo
  • Gestantes
  • Menores de 6 meses
  • Imunocomprometidos, como pacientes com HIV, por exemplo

— Qual a idade para tomar a vacina do sarampo

A idade correta para receber a vacina contra o sarampo, conforme o Calendário de Vacinação do Ministério da Saúde, é 12 meses (primeira dose) e 15 meses (segunda dose). 

 

Por isso, os pais devem ficar atentos para manter as vacinas das crianças em dia. 

 

Adultos que não tenham tomado a vacina ou que não possam comprovar a imunização, devem se vacinar a qualquer momento. No entanto, a idade máxima para aplicação da vacina do sarampo é 49 anos. 

 

Conclusão

A vacina do sarampo é a única forma de evitar novos surtos da doença

 

A vacina do sarampo é a única forma de prevenção da doença. Com o surto mundial registrado em 2019, em que o número de casos triplicou. O Brasil perdeu, nesse ano, a certificação de eliminação da circulação do vírus, recebido em 2016. Assim, é fundamental que as informações acerca da doença sejam repassadas para as pessoas.

 

O sarampo é uma doença infecciosa que pode ter graves complicações, especialmente para crianças menores de 5 anos e pessoas com imunidade comprometida. 

 

Para ler mais sobre vacinação e outras doenças que podem ser prevenidas através da imunização, confira os artigos recomendados:

   

Gostaria de deixar uma dúvida ou agregar informações? Deixe um comentário!


Texto: Jailde Barreto / Design: Alex Mendes e Gustavo Deip

Fonte: Ministério da Saúde, Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM) e Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS)

Conteúdo aprovado pelo responsável técnico-científico do Portal Unimed.


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