Informar-se faz toda a diferença

Informar-se faz toda a diferença

O Outubro Rosa foi criado para chamar a atenção das pessoas para um tema de grande importância, principalmente para as mulheres: o Câncer de Mama.

Por que especialmente para elas? Dados da Sociedade Brasileira de Mastologia revelam que as mulheres têm pelo menos 100 vezes mais chance de desenvolver a doença que os homens, principalmente após os 40 anos.

A chance aumenta quando há na família algum parente próximo que teve, para aquelas que tiveram o primeiro filho após os 35 anos, bem como aquelas que começaram a menstruar antes dos 12 anos e pararam após os 50.

E atenção, há uma maior incidência também entre as mulheres obesas, que ingerem bebida alcoólica e não fazem atividade física.

Além de evitar os fatores de risco, é importante ficar atenta aos sinais de que algo pode estar errado. Hoje, com os avanços nos tratamentos, quanto mais cedo a doença for descoberta e quanto mais rápido for iniciado o tratamento, maiores são as chances de cura.

Portanto, preste atenção em vermelhidões e pele endurecida; áreas estufadas e covinhas; feridas que não cicatrizam e coceiras que não melhoram; saída de líquido do bico do peito sem apertar; ou caroços ou locais endurecidos.

Mesmo sem encontrar nenhuma dessas alterações, é muito importante fazer a mamografia, pois ela consegue identificar o câncer de mama bem no início. Ela deve ser realizada uma vez por ano a partir dos 40 anos. Procure seu médico e faça o acompanhamento adequadamente. 

É preciso trabalhar o psicológico

É preciso trabalhar o psicológico

Além do impacto físico que um câncer de mama traz, há outro também muito importante que é o psicológico. Este, explica o psiquiatra Lawrence de Oliveira Assis, acaba se estendendo à família.

Segundo ele, é preciso tomar cuidado com a forma como se transmite a informação do diagnóstico. Ele deve ser correto e passado de maneira clara e objetiva à paciente. E a família precisa estar consciente das consequências que suas atitudes podem trazer à pessoa com a doença, como gerar um sofrimento escondido, velado.

“Não se deve diminuir nem aumentar o problema”, instrui. “O câncer é uma doença e assim deve ser tratada. Não deve ser tratado como fim da vida”, frisa. O psiquiatra ressalta que é muito comum as pessoas enxergarem um paciente que perde os cabelos como um doente terminal, quando é apenas e tão somente resultado de um tratamento que busca a cura.

“Tem que falar abertamente. Precisamos falar para desmistificar”, salienta. Isso é importante inclusive para educar as outras pessoas para a necessidade da prevenção. “O Outubro Rosa vem no sentido da prevenção, do cuidado anterior, para se falar mais sobre isso, para estimular a prevenção dentro do contexto social”, finaliza Lawrence.

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Reconstrução da mama

Reconstrução da mama

Depois de diagnosticada a doença e confirmada a necessidade de uma intervenção cirúrgica para retirada de pedaços ou mesmo da mama inteira, a mulher pode optar pela reconstrução mamária. Mas é preciso ter em mente que há uma série de fatores que precisam ser levados em conta, físicos e psicológicos.

Por exemplo, há casos em que a reconstrução não pode ser no mesmo momento da intervenção cirúrgica para retirada do câncer. Se a paciente necessita realizar tratamento quimioterápico complementar, é aconselhável esperar cerca de seis meses. E no caso do tratamento radioterápico complementar, um ano.

Além desse tempo necessário, é preciso definir que tipo de reconstrução será feita, o que deve ser feito com o auxílio do médico. A decisão em relação à intervenção vai depender dos riscos à paciente, do tamanho da área afetada, da qualidade de pele e do tecido subcutâneo, integridade da musculatura peitoral.

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Um momento de se reconectar com a essência

Um momento de se reconectar com a essência

Uma das grandes mudanças na vida da mulher em tratamento é na rotina do dia a dia, que, em geral está ligada ao trabalho, ao lar, ao cuidado com os filhos, com a família. O tratamento exige uma rotina mais calma e de cuidados.

“É um momento de resignificar a vida, ressignificar o tempo que agora ela tem disponível. O período de tratamento pode ser investido, também, para se dedicar à religação espiritual com o Deus que ela acredita”, conta com entusiasmo a presidente do MT Mamma, Cleusa Dias Leite.

A experiência da Cleusa, como mulher que teve o diagnóstico de câncer de mama, é que terapias alternativas, como o reike, meditação e yoga, aliadas ao tratamento médico têm efeitos muito benéficos.

Integrar-se à grupos de apoio também é fundamental para se conectar com as histórias de superação da doença, receber apoio e acolhimento por pessoas que estão passando pelo mesmo momento de vida.

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Dermatologista orienta sobre cuidados durante o tratamento de cura

Dermatologista orienta sobre cuidados durante o tratamento de cura

 

A dermatologista Debora Ormond (CRM 3272  RQE-943) tira dúvidas a respeito dos cuidados essenciais com a pele durante o período de tratamento.

1) Quais são os cuidados que a mulher pode ter com a pele, que, em geral, tem o efeito colateral de ressecamento por conta do tratamento?

De uma maneira geral durante e após o tratamento do câncer com radioterapia e quimioterapia, a pele vai perdendo elasticidade, ficando mais fragilizada, seca e escamosa. No caso da radioterapia os sintomas na pele são mais exuberantes no local do tratamento, onde a pele fica mais grossa, avermelhada (como após uma queimadura de sol), e com isso há irritação e coceira no local. Essas mudanças geralmente vão desaparecendo com o tempo, porém um tratamento e cuidados locais atenuam muito os sintomas e recuperam mais rápido a fisiologia da pele.

Cuidados simples como banhos rápidos e o mais frio tolerável; usar sabonetes suaves do tipo glicerinado ou Syndets (limpador suave); secar a pele suavemente e imediatamente após, aplicar hidratantes.

Evitar perfumes na pele.

Evite banhos quentes, saunas, assim como não utilize sacos de água quente ou gelo sobre a pele em tratamento.

 

2) Qual a melhor forma de higienizar a pele?

Recomendamos sabonetes suaves como de glicerina ou  Syndets que são limpadores suaves que preservam a barreira cutânea.

Para secar-se após o banho, use toalhas macias sem esfregar na pele do corpo, em particular na área mais comprometida.
 

3) No caso do uso de algum produto, como hidratante, filtro solar e maquiagem, quais são os cuidados necessários na escolha do produto?

Qualquer produto que for aplicar na pele recomendamos que seja de uma linha hipoalergênica, sem perfumes e sem álcool de preferência. Procure usar maquiagens próprias (uso exclusivo) , para não correr o risco de contaminações pois a barreira cutânea esta fragilizada e pode ser contaminada mais facilmente por fungos, bactéria e vírus.

 

4) A ingestão de água durante este período traz benefícios para amenizar os efeitos colaterais sofridos pela pele, cabelo, unhas?

No corpo hidratado, há o volume de sangue adequado para manter a circulação e dessa forma contribui para a absorção dos nutrientes necessários ao equilíbrio da pele, cabelos e unhas. A água evita que o organismo retenha sódio, responsável pelos inchaços.

A quimioterapia e a radioterapia costumam causar efeitos colaterais tais como alterações intestinais (prisão de ventre, diarreia) boca seca, náusea e vômitos. Para todos eles, a ingestão abundante de água ajuda no alívio dos sintomas, além de manter a hidratação adequada do organismo. Recomenda-se pelo menos 2 litros de água por dia.

 

5) É possível usar cílios e unhas postiças?

Durante o tratamento quimioterápico há o enfraquecimento das unhas , tornando-as quebradiças e desbotadas. Recomendamos o uso de cremes concentrados e específicos para unhas, evitando o uso de unhas postiças.

A cola utilizada na aplicação das unhas postiças e cílios, bem como os produtos usados para removê-las, podem danificar ainda mais as suas unhas e cílios. Evite tirar as cutículas, pois elas protegem as unhas contra infecções

 

6) Há necessidade de cuidados com o compartilhamento de pincéis e esponjas com outras pessoas?

Recomendamos que tenha seu próprio kit de pincéis e esponjas para evitar contaminações por germes e provocar infecções (fungos, bactérias e vírus) devido ao sistema imunológico estar enfraquecido.


7) No caso dos cabelos, quais os cuidados para a escolha do xampu e condicionados?

A perda de cabelo por causa da quimioterapia pode ocorrer dias ou semanas após o início do tratamento. Tudo depende da forma com que seu organismo reagirá a ela. Após a quimioterapia, seu cabelo voltará a crescer.

Recomendamos que penteie o cabelo com cuidado e delicadeza, utilizando um pente de dentes largos ou uma escova macia;

Ao  prender o cabelo utilize fita ou prendedores macios.

Elásticos ou prendedores com pressão podem danificá-lo.

Não utilize produtos de cabelo que contenham substâncias químicas, como tinturas, permanentes, géis e sprays. Utilize shampoos e condicionadores com o pH equilibrado ou à base de ervas naturais, que ajudam a nutrir o cabelo. taLave o cabelo sempre com água fria ou morna, não quente.

 

8) Há alguma restrição para o uso de secador de cabelo?

Recomendamos que seque o cabelo com uma toalha, pressionando-o com delicadeza ou deixe que seque naturalmente, mas se optar por um secador, utilize apenas na temperatura fria.

Os cuidados com o maior órgão do corpo humano: a pele

Os cuidados com o maior órgão do corpo humano: a pele

O tratamento de cura traz efeitos colaterais para a pele. As recomendações médicas para ajudar a minimizar a secura da pele, inclui uma receita já conhecida que é a ingestão de água.  

Dependendo do tratamento, há recomendações específicas, como no caso de radioterapia. Normalmente, o médico recomendará que a paciente evite o uso de desodorante, perfume e sabonetes.

A recomendação que vale para todos os casos, além da ingestão de água, são as seguintes:

  • Antes de aplicar qualquer produto sobre a pele, lave bem as mãos com sabonete.
  • Dê preferência a instrumentos descartáveis, como algodão, gaze ou esponjas. Já os que não puderam ser descartados devem ser lavados sempre após o uso com água e sabão.
  • Não compartilhe seus produtos de limpeza de pele e maquiagem com outras pessoas, para diminuir o risco de infecções.
  • Limpe o rosto com esponja macia, água morna e sabonete neutro.
  • Peça ao seu dermatologista a indicação de um hidratante facial.
  • Caso esteja sem sobrancelhas, desenhe-as com um lápis macio, para não machucá-la.
  • Dê preferência aos batons que contenham hidratante.
  • Use sempre filtro solar.

*Fonte Oncoguia

Dicas de maquiagem

Dicas de maquiagem

Olhar-se no espelho e respeitar a imagem refletida que está em processo de cura também traz benefícios ao tratamento. E a maquiagem pode ser uma grande aliada nesse momento.

A pele das mulheres em tratamento quimioterápico fica ressecada. Para amenizar o efeito craquelado da pele, a dica é usar base líquida e em pequena quantidade.

Para cobrir olheiras, o que surte efeito melhor é usar o corretivo em um tom um pouco mais escuro que a cor da pele. E prefira usar o corretivo antes da base líquida.

Os lábios também sentirão o ressecamento. A dica da maquiadora Mariana Almeida é usar o balm, que hidrata os lábios e alguns têm a opção de uma cor suave. Para quem prefere uma cor mais marcante na boca, a sugestão é escolher batons cremosos e evitar os matte.   

Para uma maquiagem suave e básica, acrescentar mais um blush na produção já é o suficiente. Os tons terrosos ajudam a dar um ar suave e natural para a make.  

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Cuidados com o seu cabelo

Cuidados com o seu cabelo

Para que você consiga enfrentar o período de queda de cabelos de uma forma não tão dolorida, algumas providências, antes, durante e depois desse processo podem ajudar. O importante é você não se esquecer que o seu cabelo voltará a crescer normalmente após o tratamento.

Se o seu médico lhe garantir que o seu cabelo vai cair, corte-os bem curtos antes que isso aconteça. Peça ajuda de alguém ou vá até o cabeleireiro.

Se você sentir-se a vontade, providencie acessórios como lenços, turbantes, bonés, chapéus e perucas. Atualmente, a moda usa esses acessórios para um visual mais moderno.

Quando lavar os cabelos, opte por xampu neutro, para evitar o ressecamento dos fios e do couro cabeludo.

Enxugue-os, sempre, com uma toalha macia e sem esfregar.

O secador deve ter sua temperatura regulada entre morna e fria.

Prefira escova macia, como as de bebê e penteia-os com suavidade.

Não use grampos, fivelas ou elásticos e evite produtos químicos, como tinturas, permanentes ou sprays.
 

Fonte: *Fonte Oncoguia

Saiba quais são seus direitos sociais

Saiba quais são seus direitos sociais

Você conhece seus direitos sociais? É fundamental conhece-los porque podem amenizar algumas dificuldades, principalmente do ponto de vista financeiro, já que diversos cuidados essenciais ao longo do tratamento representam uma elevação dos gastos mensais e, consequentemente, uma redução do orçamento familiar.

Caso ainda não conheça, saiba que são muitos, como por exemplo o direto ao saque do FGTS, PIS/Pasep e auxílio-doença. E até mesmo quem tem dependente com câncer pode receber o dinheiro do fundo de garantia. Para isso, é preciso apresentar alguns documentos solicitados pelos órgãos responsáveis, dentre eles, atestados médico, laudos, exames, entre outros.

O auxílio-doença é um benefício mensal assegurado para quem fica temporariamente incapaz para o trabalho em virtude de doença por mais de 15 dias consecutivos. Basta comprovar a incapacidade mediante exame realizado pela perícia médica do INSS.

 

Laudo médico para afastamento de trabalho

Há ainda a emissão de laudo médico para afastamento de trabalho, documentação exigida para acesso aos diferentes direitos previdenciários, das iniciativas pública ou privada. O médico assistente é o profissional que acompanha o paciente em sua doença e evolução e, quando necessário, emite o devido atestado ou relatório médico especificando o tempo concedido de dispensa às atividades de trabalho e estudantil, necessário para recuperação do paciente.

 

Serviço de Reabilitação Profissional para Trabalhador com Previdência

O serviço de Previdência Social tem como objetivo oferecer aos segurados incapacitados para o trabalho os meios de reeducação ou readaptação profissional para seu retorno ao mercado de trabalho. É oferecido os recursos necessários à reabilitação como próteses, órteses, taxas de inscrição em cursos profissionalizantes, instrumentos de trabalho, implementos profissionais, auxílio-transporte e auxílio-alimentação.

O serviço compreende o atendimento de médicos, assistentes sociais, psicólogos, sociólogos, fisioterapeutas e outros profissionais. A reabilitação é prestada também aos dependentes.

 

Cirurgia de Reconstrução Mamária

Toda mulher que teve uma ou as duas mamas retiradas em decorrência do tratamento tem direito à realização da cirurgia plástica de reconstrução mamária, quando devidamente recomendada pelo médico. No caso de o paciente estar conveniado a um plano de saúde particular, a seguradora deve realizar o procedimento previsto na Lei Federal.

Para saber mais clique aqui e conheça a cartilha de Direitos Sociais da Pessoa com Câncer

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