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Pais de crianças autistas compartilham vivência com a síndrome em roda de conversa

Pais de crianças autistas compartilham vivência com a síndrome em roda de conversa

Pais de crianças autistas compartilham vivência com a síndrome em roda de conversa

Mães e pais de crianças portadoras de autismo não se esquecem da tristeza e das dúvidas do dia em que receberam o diagnóstico, mas se enchem de alegria ao contar as vitórias dos filhos, que, graças ao tratamento adequado, começaram a falar, a frequentar à escola e, por conseguinte, tiveram uma melhora significativa em sua interação social.

As especificidades que envolvem o diagnóstico e o tratamento do autismo foram apresentadas durante o 1º Encontro de Pais de Autistas e Profissionais da Unimed Cuiabá, no sábado (6), no auditório da Cooperativa.

As inscrições para o evento se esgotaram rapidamente, demonstrando a necessidade de informação e de acolhimento daqueles que convivem com crianças no espectro autista.

“A procura era cada vez maior, principalmente de pais com dúvidas a respeito do tratamento e da intervenção precoce. Com as palestras também queremos oferecer suporte e acolhimento aos pais”, explicou o coordenador médico da Clínicas da Unimed Cuiabá, Dr. Pedro Balata.

De acordo com ele, a iniciativa faz parte da nova estruturação das Clínicas da Unimed Cuiabá, que integrada ao programa Mente Saudável do Viver Bem, agora busca oferecer apoio integral as crianças com autismo.

A advogada Andreia Santos, descobriu que o filho era autista quando ele tinha três anos. Três anos após o diagnóstico, Andreia se orgulha ao contar que, com o tratamento correto, o filho interage com outras crianças e vai à escola.

“Quando recebi a notícia, eu chorei. Mas depois pensei que se ficasse chorando, nada adiantaria. Foi quando arregacei as mangas e procurei o tratamento. Nós vibramos juntos a cada conquista, três segundos em que ele me olha nos olhos, já é um presente”, contou.

Para a veterinária Larissa Branco Costa Marques, o acesso a informação é importante para que os pais saibam identificar os primeiros sinais do autismo.

“Muitas mães têm filhos que se encaixam no diagnóstico e não têm ninguém para orientá-las sobre isso. Quanto antes o tratamento for iniciado maiores serão os ganhos da criança”, disse.

O filho de Larissa foi diagnosticado com autismo com um ano e nove meses, hoje com dois anos, a veterinária vibra com as conquistas dele.

“Cada aceno que ele me dá e cada palavrinha nova que ele aprende a falar são momentos de muita alegria para todos nós”, explicou.

 

Aumento de casos

A neurologista infantil Dra. Viviane Cabral, explicou que em 2014 a cada 68 pacientes, um deles era diagnosticado com autismo. De acordo com ela, para os próximos anos, a estimativa é de que o número de casos seja de uma a cada 29 crianças.

No 1º Encontro de Pais de Autistas e Profissionais da Unimed Cuiabá, a Dra. Viviane palestrou sobre o tema “Crianças com Autismo: O que sabemos e o que esperarmos?”, explicando aos participantes sobre os primeiros sinais da doença.

“Os primeiros sinais são o déficit na comunicação e no brincar. A criança se interessa por coisas que não são brinquedos como panelas, além de falar apenas frases soltas, sem manter um diálogo”, explicou.

O fonoaudiólogo Dr. Jorge Lino do Amaral, contou que, de 40 pacientes atendidos por ele semanalmente, 34 são autistas. A dificuldade na fala é um dos primeiros sinais.

Para o Dr. Jorge, que falou sobre as etapas de aquisição de desenvolvimento da linguagem, a presença dos profissionais da Unimed Cuiabá em uma roda de conversa com os pais demonstra o nível de envolvimento da Cooperativa.

“Todo evento que busca integrar as famílias, dinamizar e otimizar essas relações é válido. Estamos envolvidos com a família desde a primeira suspeita até o diagnóstico final e tratamentos adequados”, explicou.