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Vacinação contra covid-19 para gestantes e lactantes de grupos de risco

Vacinação contra covid-19 para gestantes e lactantes de grupos de risco

Vacinação contra covid-19 para gestantes e lactantes de grupos de risco

4 Fevereiro 2021

A vacinação contra a Covid em todo Brasil teve início em 18 de janeiro. Desde então, muitas dúvidas ainda cercam o tema. Entre as gestantes e lactantes pertencentes ao grupo de risco, inseridas na terceira etapa da vacinação, o questionamento é, se devem ou não, serem imunizadas.

A Unimed Cuiabá, por meio do Programa Parto Adequado – PPA, reforça a orientação da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) que, de acordo com a bula técnica da vacina, afirma que “a vacinação poderá ser realizada após avaliação dos riscos e benefícios em decisão compartilhada entre a mulher e seu médico prescritor”.

A nota da Febrasgo, divulgada no dia 18 de janeiro, informa, ainda, que a vacina aprovada pela Anvisa feita pelo Butantan, por exemplo, se enquadra na categoria B: estudos em animais não demonstraram riscos fetais. Porém, ainda não há estudos controlados em mulheres grávidas.

Para o obstetra, Dr. Ângelo Barrionuevo Gil Junior, presidente da Associação Mato-grossense de Ginecologia e Obstetricia (SOMAGO), caso a gestante não se sinta confiante em tomar a imunização, ela deve ser apoiada, acolhida e instruída a manter as medidas de proteção como higiene das mãos, uso de máscaras e distanciamento social. “Como não temos um estudo com seres humanos, especialmente com gestantes, é esperado o medo e o receio por parte das futuras mamães. Por isso, é fundamental o apoio da família.”, reforça.

As vacinas aprovadas pela Anvisa, até o momento*, têm tecnologia conhecida e usada em outras imunizações que já fazem parte do calendário das gestantes, como as vacinas do tétano, coqueluche e influenza. ¿

O médico obstetra ressalta ainda que as mulheres que foram vacinadas inadvertidamente e estavam gestantes no momento da administração da vacina, devem procurar seu obstetra para monitoramento. “O risco é baixo, mas toda ação durante a gestação deve ser informada ao obstetra, assim a mamãe fica mais tranquila e o médico ciente e atento a qualquer intercorrência.”, explica.

Clique AQUI e confira na íntegra a nota da Febrasgo

* Até o momento da publicação dessa matéria, duas vacinas foram aprovadas pela Anvisa para uso emergencial no Brasil. Com a iminente promessa de chegada de outro produto e futuras submissões de outras formulações, a Unimed Cuiabá atualizará as recomendações, com informações da Febrasgo de maneira contínua.


Jaqueline Siqueira - Assessoria de Comunicação