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A principal arma contra a Aids é a prevenção

A principal arma contra a Aids é a prevenção

Confira quais são os detalhes da doença, as formas de transmissão, os tipos de tratamento e a prevenção

A principal arma contra a Aids é a prevenção

28 Novembro 2019

Este ano, o Dia Mundial de Combate à Aids no Brasil, celebrado em 1º de dezembro, chama a atenção dos jovens: pela primeira vez, o Ministério da Saúde lança campanha exclusiva para prevenção contra as infecções sexualmente transmissíveis (IST) com foco no público jovem, entre 15 e 29 anos. Ela tem como objetivo conscientizar sobre a importância do uso de preservativo. Com o slogan “Sem camisinha você assume o risco”, a campanha pretende fazer o público refletir sobre as consequências do sexo sem proteção.
 

De acordo com o Boletim Epidemiológico de HIV e Aids, o contágio da doença está estabilizado no Brasil, com taxa de detecção de casos em torno de 18,3 casos para cada 100 mil habitantes, em 2017. Isso representa 40,9 mil casos novos, em média, nos últimos cinco anos. Por outro lado, esse mesmo boletim apontou que 73% (30.659) dos novos casos em 2017 ocorreram no sexo masculino. Ou seja, um em cada cinco novos casos de Aids está entre homens de 15 a 24 anos. Entre aqueles na faixa etária de 20 a 24 anos, a taxa de detecção cresceu 133% entre 2007 e 2017, passando de 15,6% para 36,2%.

Casal deitado na cama

O que é a doença?

HIV é a abreviatura do nome do vírus causador da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida Humana – ou Aids, na sigla em inglês. É uma doença infectocontagiosa ainda sem cura. O vírus HIV invade e destrói células de defesa do organismo, conhecidas como T-CD4, responsáveis por organizar a resposta imunológica. Sem essa proteção, o organismo fica mais suscetível a diversas infecções, como herpes, pneumonia, tuberculose, candidíase, meningite e até alguns tipos de câncer.

A doença é transmitida através do sangue, sêmen, secreção vaginal e leite materno. O contágio ocorre por meio de relações sexuais sem o uso de preservativo, transfusões de sangue, compartilhamento de seringas, procedimentos com material contaminado ou em contato com ferimentos e ainda durante a gestação, parto e amamentação.

Mas é preciso entender que ter HIV não é o mesmo de ter Aids. Afinal, há muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. No entanto, essas pessoas podem transmitir o vírus a outras pessoas, seja através de relações sexuais desprotegidas, seja pelo compartilhamento de seringas contaminadas, ou de mãe para filho durante a gravidez e amamentação, quando não tomam as devidas medidas de prevenção.

Prevenir é o melhor remédio

Pesquisas demonstram que o uso do preservativo vem caindo com o passar do tempo, principalmente, entre o público jovem. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), todos os dias ocorrem 1 milhão de novas infecções. Doenças antigas, como a sífilis, por exemplo, ainda hoje pode ser considerada uma epidemia.

Abrir mão do uso de preservativo nas relações sexuais expõe a pessoa e os parceiros com as quais ela se relaciona às infecções sexualmente transmissíveis (IST), incluindo o HIV. Outra questão importante, é que essas infecções aumentam em até 18 vezes a chance de a pessoa ser infectada pelo HIV. Isso porque, para ser infectada pela doença, além de contato com secreções, a pessoa precisa ter contato com sangue. As infecções sexualmente transmissíveis geralmente causam lesões nos órgãos genitais, o que aumenta a vulnerabilidade para se contaminar com o HIV.

casal em consulta com médico

Tratamento da doença

Embora ainda não se tenha chegado à cura, hoje já é possível falar em controle da doença. Se a descoberta da presença do HIV ocorre logo após a infecção, os danos ao sistema imunológico podem ser pequenos. Isso porque o coquetel anti-HIV, uma combinação de drogas que atacam o vírus em diferentes estágios, protege as defesas do organismo e, consequentemente, previne as complicações derivadas da imunodeficiência.

O coquetel antirretroviral é composto de algumas drogas e pode ser receitado até mesmo antes de a síndrome se manifestar. O tratamento aumenta a sobrevida e melhora a qualidade de vida do paciente.

O que é a PEP?

Existe uma medida de prevenção de urgência à infecção pelo HIV, hepatites virais e outras infecções sexualmente transmissíveis, que consiste no uso de medicamentos para reduzir o risco de adquirir essas infecções, chamada de profilaxia pós-exposição (PEP) ao HIV.

A PEP consiste no uso de medicamentos antirretrovirais e, por se tratar de medida de urgência, deve ser iniciada o mais rápido possível, preferencialmente nas duas primeiras horas e, no máximo, em 72 horas após a exposição ao vírus. A sua duração é de 28 dias, devendo haver acompanhamento por uma equipe de saúde.


Texto: Fabiana Gonçalves | Edição: Ana Carolina Giarrante e Michel Vita | Design: Alex Mendes

Fonte: Ministério da Saúde e Unimed

Conteúdo aprovado pelo responsável técnico-científico do Portal Unimed.


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