Voltar

Colesterol: HDL, LDL e prevenção

Colesterol: HDL, LDL e prevenção

Você sabe qual é o colesterol bom e qual é o ruim? Descubra mais sobre essas substâncias e as formas de prevenção e tratamento

Colesterol: HDL, LDL e prevenção

4 Agosto 2020

Colesterol bom ou ruim? Como saber se estou com colesterol alto? Como reduzir o colesterol? Essas e outras dúvidas são muito frequentes. Por isso, vamos desmistificar o tema e explicar tudo sobre eles.

O que é colesterol?

Colesterol bom x colesterol ruim

Sintomas, causas e prevenção do colesterol

Alimentos bons e ruins para o colesterol

 

O que é colesterol?

Você já deve ter ouvido falar que o nível elevado de colesterol ruim no sangue pode gerar um acúmulo nas paredes de artérias e causar algumas complicações, como angina, infarto, AVC, trombose e síndrome coronariana aguda.

Mas, por outro lado, o colesterol bom é muito importante para o funcionamento do nosso organismo. Ele tem muitas funções, como a produção dos hormônios testosterona, estrógeno e cortisol, de vitamina D e ácidos biliares, além da formação de células. O problema mora no excesso.

Vamos entender melhor qual é a diferença entre os dois e como garantir os níveis adequados?

 

Colesterol bom x colesterol ruim

Você já deve ter ouvido falar nessa diferenciação. Sim, existem dois tipos principais de colesterol e um deles não é prejudicial:

  • O HDL é conhecido como o ‘colesterol bom’. Em quantidades adequadas, ele protege as artérias e dificulta a entrada do LDL
  • O LDL é conhecido como ‘colesterol ruim’ ou ‘mau colesterol’. O excesso dele pode aumentar a chance dos problemas cardiovasculares citados acima
Quer saber como cuidar do colesterol nas crianças? Confira a matéria: Colesterol na infância

Sintomas, causas e prevenção do colesterol

O alto nível de colesterol pode não causar nenhum sintoma. A doença é silenciosa e a única forma de identificar é com exames de sangue. Por isso, o melhor caminho é fazer visitas regulares ao médico e se prevenir. Vamos entender melhor?

O principal fator de predisposição do colesterol LDL (ruim) elevado é a genética. Se você tem parentes diretos que tenham tido problemas cardiovasculares, vale ficar alerta. Mas há outros fatores de risco, como obesidade, diabetes, hipertensão, tabagismo, sedentarismo e estresse. A Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda realizar exames preventivos na seguinte frequência:

  • A partir dos 20 anos, com intervalo de 5 anos para quem não tem fatores de risco
  • Avaliação com profissional desde a infância, para quem tem histórico de hipercolesterolemia – alta taxa de colesterol no sangue – na família

Em ambos os grupos, para pessoas com ou sem fatores de risco, a prevenção é essencial. Além da orientação especializada de um médico, é indicada a prática de atividade física regular e uma dieta balanceada.

 

Alimentos bons e ruins para o colesterol

O total de 30% do colesterol do nosso corpo vem da alimentação e, por isso, essa é uma parte importante na prevenção do aumento do nível de colesterol ruim no sangue. Uma dieta rica em alimentos como legumes, verduras, frutas e grãos é essencial.

Por outro lado, alguns alimentos devem ser evitados ou consumidos com moderação, pois contribuem para esse aumento na taxa de LDL. Entre esses, há dois grupos principais:

  • Alimentos com alta taxa de colesterol: são aqueles de origem animal, como carne, leite, gema de ovo, pele de frango, salame, salsicha e outros
  • Alimentos com gorduras saturadas: são aqueles industrializados, como biscoitos recheados, chocolates ou alguns alimentos vegetais gordurosos como banha de coco e azeite de dendê

 

Mas vale lembrar...

As medicações mais frequentemente utilizadas para controle do colesterol denominadas “Estatinas” e medicamentos para pressão arterial podem melhorar a saúde do coração, mas você ainda precisa seguir hábitos saudáveis. Um estudo publicado on-line em fevereiro de 2020, pelo Journal of the American Heart Association, demonstrou que muitas pessoas abandonam hábitos saudáveis depois que começam a tomar esses medicamentos.

Portanto, mesmo se você tomar medicamentos para melhorar sua saúde cardíaca, ainda precisará se concentrar em mudanças positivas no estilo de vida, como perder peso, comer corretamente, não fumar, restringir o uso de álcool e fazer exercícios suficientes. Também é muito importante seguir as orientações do seu profissional de saúde, combinado?


Texto: Agência Babushka | Edição e Revisão: Unimed do Brasil

Fonte: Cardiol, SBC-SC

Revisão técnica: equipe médica da Unimed do Brasil