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Ovo: vilão ou herói?

Ovo: vilão ou herói?

Ele já foi encarado como vilão da dieta, enquanto recentes estudos trazem novas conclusões a respeito de sua ingestão. Afinal, o ovo é bom ou ruim para a saúde?

Ovo: vilão ou herói?

12 Dezembro 2018

 

O ovo de galinha está entre os alimentos mais polêmicos da nossa dieta, permeado por mitos e verdades acerca de suas propriedades e de possíveis prejuízos à saúde. Isso se deve à associação entre o consumo de ovo e o aumento do risco para doenças cardiovasculares, por causa da quantidade de colesterol presente na gema deste alimento.

Nos anos 1970, diretriz da American Heart Association chegou a recomendar que os consumidores limitassem a ingestão de ovos para, no máximo, três vezes por semana.

Entretanto, mais tarde constatou-se que os efeitos do ovo para os níveis de colesterol no sangue são mínimos se comparados, por exemplo, às gorduras saturadas, que são muito mais prejudiciais. Além disso, seus nutrientes podem melhorar os níveis plasmáticos de HDL, o chamado “colesterol bom”, quando inseridos em uma alimentação saudável.

 

Superalimento

Na atualidade, o ovo ganhou status de alimento completo, como fonte de proteína, rico em minerais como ferro, fósforo, selênio, potássio e zinco, e vitaminas A, D e B12 (entre outras), além de outras substâncias importantes que, de acordo com o Conselho Federal de Nutricionistas, auxiliam no metabolismo das gorduras, na redução da inflamação, na melhoria da função neurológica, entre outros benefícios. A gema retém a maioria dos componentes, enquanto a clara do ovo é rica em albumina, uma proteína de origem animal que possui um alto valor biológico.

Devido ao teor proteico, o ovo costuma ser um grande aliado das pessoas que buscam aumento da massa muscular, e também ajuda a promover saciedade.

 

 

Quanto consumir

Embora muitos estudos recentes isentem o ovo da posição de vilão da dieta, ainda não há consenso sobre a quantidade que pode ser consumida. De maneira geral, a atual recomendação da American Heart Association é de um ovo por dia como parte de uma dieta saudável. Isso pressupõe que o indivíduo siga uma dieta balanceada, limite o consumo de outros alimentos ricos em colesterol e mantenha hábitos de vida saudáveis.

As condições de saúde e o estado físico do indivíduo é que vão determinar a quantidade que ele pode consumir, uma vez que pessoas com risco de doenças cardíacas ou diabetes precisam prestar muita atenção na quantidade de colesterol consumida. Levando em consideração esses fatores particulares, a melhor decisão é procurar orientação profissional para o aconselhamento individualizado.

 

Como consumir

A forma mais recomendada de consumo é o ovo cozido, que preserva os nutrientes e as calorias. Fritar com óleo ou manteiga aumenta consideravelmente os níveis calóricos e de gorduras.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alerta para cuidados no consumo de ovos crus ou mal cozidos, devido ao risco de contaminação por salmonella.

 


Texto: Thaís Guimarães de Lima / Design: Alex Mendes

Fonte: Cartilha Desmistificando dúvidas sobre alimentação e nutrição – Ministério da Saúde e Universidade Federal de Minas Gerais, Conselho Federal de Nutricionistas, Anvisa, American Heart Association, MayoClinic e Medical News Today

Conteúdo aprovado pelo responsável técnico-científico do Portal Unimed.


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