Voltar

Amamentação: desafios, técnicas e rede de apoio.

Amamentação: desafios, técnicas e rede de apoio.

Amamentação: desafios, técnicas e rede de apoio.

25 Agosto 2021

 


Quando uma mulher engravida um dos primeiros sentimentos que surge é insegurança. Seja por não entender o processo da gestação, por incertezas relacionadas ao trabalho, se vai ser capaz de criar e ensinar uma criança, ou a soma de tudo isso. São muitas novidades e se tem a sensação que não vai dar tempo de aprender tanta coisa nova em 9 meses de gestação. Mas há o aprendizado e quando esse bebê nasce muitos compreendem que ainda tem um grande caminho a ser percorrido. A amamentação não seria diferente, novos desafios, dificuldades, mas com carinho, acolhimento e respeito ao tempo de cada um, esse processo pode ser lindo e agradável. Se tornar pais é isso, constante aprendizado, incertezas e inseguranças, mas é preciso entender que estamos fazendo o melhor que podemos naquele momento.

Os primeiros meses pós nascimento são de grandes transformações e reestruturação da rotina da nova família. Todos estão aprendendo seus novos papéis e esse processo não é fácil, algumas vezes é mais doloroso do que estavam esperando, mas faz parte do amadurecimento. Passando o turbilhão de emoções e sentimentos que esses começos proporcionam, a vida segue tendo que se adaptar. Não seria diferente quando está mãe precisa retornar ao trabalho, ou tem o desejo de ter um pouco da sua liberdade de antes. Muitas mães podem optar ou ter necessidade de extrair o seu
leite. A técnica de retirada de leite materno é conhecida como ordenha e requer aprendizagem. São nesses momentos que estar bem informado faz a diferença.

Em um país onde a licença maternidade são de 4 meses, mas as recomendações de amamentação exclusiva são de no mínimo 6 meses e complementar até os 2 anos da criança, manter a amamentação não é algo fácil (BRASIL,2015). As famílias que optam por continuar com aleitamento materno, mesmo com adversidades precisam se informar sobre muitas questões.

 

                      Confira também: Preciso me preparar para amamentar?

Primeiro, como ordenhar o leite?
Existem três formas, sendo elas, ordenha manual, onde a retirada será feita de forma manual com as mãos. Ordenha com a bomba manual, que é aquela que a mulher precisar fazer a força mecânica para que se extrair o leite e por fim, a que seria o ideal, são as bombas elétricas, que são as que mais se assemelham ao bebê no jeito e na força de sucção e são mais ágeis, contribuindo para um menor tempo de extração (MACEDO et al,2017).

Independentemente do modo escolhido, o ideal é procurar um ambiente calmo, fazer uma rotina de higiene do local de retirada, das mãos, assim como prender os cabelos, mesmo em épocas que não haviam o Covid a máscara era recomendada. Não é preciso limpar os mamilo ou aréola antes da ordenha. É recomendado que antes de iniciar a ordenha seja feito o processo de massagem de toda a mama, com movimentos circulares com a ponta dos dedos, em toda sua extensão, inclusive na aréola (BRASIL,2015).

O hormônio responsável pela ejeção do leite é a ocitocina e pode ser inibida pelo próprio estresse de ter que ordenhar, é interessante estimulá-la através dos sentidos. Se seu filho não estiver perto, cheire uma roupinha, pense nele ou veja uma foto, coloque uma música ambiente e evite olhar para a quantidade de leite que está sendo extraída para não gerar ainda mais ansiedade (BRASIL,2015).

 

Leia também: Lanche saudável para as crianças

 

Sabendo como se tira o leite, vem a segunda parte, como guardar esse leite que foi extraído? De acordo com as recomendações do Ministério da Saúde, o leite materno extraído, pode ser armazenado em potes de vidro com a tampa plásticas resistentes ao calor, previamente esterilizados, na geladeira por até 12 horas e no congelador ou freezer por até 15 dias. A mãe deverá anotar nos potes de armazenamento o horário e a data da primeira coleta. É possível juntar leites ordenhados no mesmo frasco, porém a validade será sempre do leite mais antigo, ou seja, o primeiro a ser colocado naquele recipiente (BRASIL,2015).

Parabéns, já conseguiram chegar bem longe nessa jornada, mas o que muitos não sabem é que a forma como esse leite vai ser oferecido para a criança também faz muita diferença. Existe um percalço que alguns não conhece, a “confusão de bicos”. Esta expressão é empregada para explicar a dificuldade que o bebê passa a ter com o aleitamento materno por conta do uso de bicos artificiais como chupeta, protetor de mamilo ou mamadeira (BATISTA,2017).

Se essa situação não for identificada e contornada no tempo adequado, pode levar ao desmame precoce. É por isso que os pais devem ficar muito atentos a qualquer sinal de que essa confusão está ocorrendo, vale ressaltar que não há uma época específica que pode acontecer. Ou seja, ainda que seja muito comum no primeiro mês de vida – quando a amamentação ainda não está estabelecida –, o problema também pode atingir bebês de outras idades (BATISTA,2017).

As melhores formas de oferecer leite para a criança sem que haja essa confusão é através de copinhos, colher dosadora ou copos 360o (RODRIGUES et al,2013). O ideal é começar o processo de acostumar a criança com esses novos utensílios pelo menos 2 semanas antes do retorno da mãe ao trabalho. Assim tanto a mãe, quanto a criança vão se preparando para essa separação (BRASIL,2015).

Nessa altura a rede de apoio é o que vai ser o diferencial para que essa mãe consiga continuar amamentando seu filho. Todos tem que estar alinhados com os desejos dos pais e aprender a ofertar o alimento da criança da forma indicada.

Dentro deste universo da maternidade esse é só o começo, cada fase haverão novos dilemas e cabe a quem está de fora empatia e paciência. Proteger a amamentação é uma responsabilidade compartilhada.

Tem dúvidas e quer saber como deixar esse processo o mais leve possível? Procure ajuda! Agenda uma consultoria de amamentação com as nossas enfermeiras do programa Leve Infância, do Movimento Unimed. A ação abrange desde das dificuldades iniciais da amamentação, assim como ajudam a criar um plano de retorno ao trabalho para quem deseja continuar com a amamentação. Há muitos desafios na maternidade e se tiver uma forma de tornar as coisas mais leves é nesse ponto que queremos ajudar!


Quer receber nossos conteúdos ?

Inscreva-se em nossa newsletter e receba novos assuntos!

Este campo é obrigatório.
Este campo é obrigatório.
Este campo é obrigatório.