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Equipe do Hospital Unimed fortalece vínculos entre pacientes da covid-19 e familiares

Equipe do Hospital Unimed fortalece vínculos entre pacientes da covid-19 e familiares

Trabalho de assistente social e psicólogo são essenciais para levar conforto e acolhimento às famílias e pacientes.

Equipe do Hospital Unimed fortalece vínculos entre pacientes da covid-19 e familiares

Trabalho de assistente social e psicólogo são essenciais para levar conforto e acolhimento às famílias e pacientes.

19 Agosto 2020

Desde o anúncio da pandemia do coronavírus, medidas pela segurança e saúde dos pacientes e seus familiares foram colocadas em prática na rotina hospitalar e uma delas incide sobre a comunicação com a família dos internados.

Antes da pandemia, o Hospital Unimed estendia as visitas de familiares por até 12 horas, após a equipe da instituição observar melhoras significativas, especialmente emocionais no quadro clínico do paciente. Quando a pandemia do coronavírus foi anunciada, em março, a visita estendida aos internados precisou ser suspensa por conta das medidas restritivas do isolamento. Foi, então, que a criatividade e a tecnologia tornaram-se aliadas para permitir que a família continuasse a receber informações de seus parentes internados na UTI geral e UTI Covid-19, pudesse vê-los mesmo à distância e fosse também acolhida e acompanhada diante de um momento tão desafiador quanto a internação do familiar.

Diariamente, a psicóloga Larissa Fontana e a assistente social Sueli Antunes de Oliveira conversam com os familiares, levam alento, carinho e esperança a eles. Os formatos da comunicação variam, podendo ser uma conversa presencial, por mensagens de texto, telefonemas ou videochamadas pelo celular. São por esses caminhos, também, que Larissa e Sueli conectam as famílias com o parente internado, e para isso contam com a ajuda de outros profissionais da saúde que atuam na UTI para celebrar o encontro à distância. 

 

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“Encontramos uma maneira de acolhê-los para que possam falar de suas dúvidas, medos, angústias, incertezas em virtude da impossibilidade de estarem com o paciente”, explica a psicóloga Larissa. Para a assistente social Sueli, o vínculo entre familiar e paciente sempre esteve presente na rotina do Hospital Unimed, mas ficou mais forte durante a pandemia por conta do fator saudade, razão pela qual as profissionais procuram acompanhar a família durante todo o processo de internação do parente. “Uma escuta humanizada pode parecer algo simples, mas é significativo para dissolver qualquer sintoma de angústia, ansiedade ou insegurança que a restrição da visita presencial pode causar, nesse momento”, considera Sueli.

O que elas percebem é uma satisfação por parte das famílias, por sentirem-se agradecidas pelo acolhimento recebido ou por terem a chance de conversar com o familiar internado, poder vê-lo ou ouvi-lo. Para esses casos em que o carinho e o cuidado persistem, qualquer distância é driblada. “Sabemos que o contato físico, por meio do abraço do familiar é fundamental e não substitui outras formas de carinho, por isso buscamos as alternativas para minimizar a saudade e confortar os corações”, finaliza a psicóloga Larissa.