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Família unida, amamentação tranquila

Família unida, amamentação tranquila

A participação do pai, a ajuda dos familiares e a assistência de profissionais da saúde são fatores que trazem êxito à prática.

Família unida, amamentação tranquila

A participação do pai, a ajuda dos familiares e a assistência de profissionais da saúde são fatores que trazem êxito à prática.

12 Fevereiro 2020

 

Quando Nico nasceu, há 3 meses, os pais de primeira viagem Guilherme Cordioli e Bianca Giacomazzi estavam munidos de informação sobre os cuidados com o bebê. Leituras, conversas com outros pais, conselhos dos avós, cursos e oficinas ajudaram a trazer confiança para o casal. 

Tal qual uma dupla que projeta o destino em parceria, todas as decisões sobre o nascimento de Nico foram tomadas em conjunto, o que incluiu a escolha do parto normal. As condições de saúde da mãe e do bebê, ainda na gravidez, eram apropriadas para o desejo da família, tanto que no dia do nascimento do filho, Bianca caminhou 15 km para induzir o parto normal. A dra. Tatiana Maria Brinker, clínica geral da Unimed, explica que atividades de caminhada aumentam as contrações necessárias para o parto e, consequentemente, as dilatações (que chegam a até 10 dedos), e lembra que algumas mães têm maior disposição para caminhadas do que outras. O que ajudou Bianca a movimentar-se numa expressiva distância foi o fato de ter uma gravidez tranquila e histórico de atividades físicas antes da gestação.

Após a chegada de Nico, um dos momentos mais aguardados entre mãe e pai foi a amamentação. “Dúvidas podem ser comuns nessa fase", explica a enfermeira da Unimed Grande Florianópolis, Ana Carolina de Souza. Para ela, questionamentos da mãe se vai conseguir dar de mamar ou se o filho vai pegar o peito fazem parte de um processo natural de cuidado. “Por isso, quanto mais os pais estiverem em sintonia e agindo como uma rede de apoio, melhor será a experiência em família”, complementa a também enfermeira da cooperativa médica, Kamila Del Canale Pereira. 

Rede de apoio
“Nico é uma criança tranquila”, diz a mãe ao contar entre 7 e 8 as vezes que dá de mamar ao filho, por dia. Enquanto o vínculo entre ela e o bebê se fortalece pela amamentação, Nico recebe os nutrientes necessários que só o leite materno tem, responsável por protegê-lo contra infecções, alergias e doenças crônicas como a obesidade. Por isso, é indicado que a amamentação seja exclusiva até os seis meses da criança, não sendo necessário complementa-la com nenhum outro alimento ou líquidos, nem mesmo água. “A partir dos seis meses a alimentação complementar é indicada junto da amamentação”, alerta a enfermeira Kamila que por experiência própria amamentou seu filho até os quatro anos de idade. “A decisão de parar partiu dele”, lembra. 

Para a profissional da Unimed, esse é um ponto de dúvidas entre pais e a família e não existe uma regra sobre o fim da amamentação, sobretudo porque cada  caso é único e depende de fatores físicos e emocionais. “Se a mãe não se sente confortável para amamentar, não cabe julgá-la”, explica Ana Carolina, para quem o aleitamento deve ser prazeroso para a mulher e o bebê. 

No caso de Nico, a amamentação está ocorrendo de forma tranquila e reflete a união estabelecida entre os pais. Como o bebê amamenta exclusivamente no peito da mãe Bianca, o pai Guilherme oferece apoio e toma a frente de atividades que antes eram realizadas pela mãe. Inclusive, Guilherme acompanhou a família no Consultório de Amamentação da Unimed poucos dias depois do nascimento de Nico, quando dúvidas sobre a posição (pega correta) e o comportamento do bebê pelo refluxo surgiram. Em situações como essa, as enfermeiras Ana Carolina e Kamila compartilham experiências e dão confiança a casais que passam pelas mesmas incertezas. As consultas de enfermagem são presenciais e com agendamento prévio, de modo que o acompanhamento de cada caso é singular, conforme a avaliação das profissionais. Nos últimos dois anos, 161 famílias foram assistidas pela iniciativa. 


A avó Sirene e os pais Bianca e Guilherme junto do pequeno Nico

Gerações unidas
Não foi apenas no Consultório de Amamentação que a família procurou apoio. Ainda no período da gestação, Bianca e Guilherme frequentaram o Curso de Gestantes da Unimed. A preocupação com o bebê se estendeu à avó de Nico, Sirene, que participou com sua irmã da oficina Papo de Avós. A iniciativa permite aos avós compartilhar suas experiências como pais e conhecer os métodos atuais de cuidado com o recém-nascido, para alinhar o conhecimento entre eles e seus filhos.

A convivência com o primeiro neto faz Sirene voltar a dois tempos distintos de sua vida: a infância e a própria maternidade que, segundo ela, tem outro sentido à figura paterna. “Mais participativo e preparado para cuidar”, avalia. Questionada sobre os valores e legados que passará ao neto, o afeto está no topo da lista, seguido dos privilégios que teve enquanto era uma garotinha, que consistia na mesa farta de frutas e verduras, típica de famílias do interior acostumadas a plantar e colher o próprio alimento. “Quando iniciar a introdução alimentar do Nico, vou mostrar para ele essas delícias do campo”, brinca a avó!   

Faça parte!
Para fazer parte do Curso de Gestantes, Consultório de Amamentação e da Oficina Papo de Avós, mencionadas na matéria, basta entrar em contato pelo whatsapp (48) 9136-7627 ou viverbem@unimedflorianopolis.com.br e (48) 3216-8063.